.
parecia a vida me dizendo 'caia em si, Tatuí!'
eu queria comer toda a canjica com leite, mas minha
mãe fez esse favor. quero ser mais claro com as palavras,
conseguir explicar tudo direitinho pras pessoas. eles dizem
que falo baixo, mas quando falo alto, acho que to gritando.
perceba que estou um cú, arrependido, sem amigos, em
casa e sem aula, prova de SOCIOLOGIA na sexta e nem
sei qual o conteúdo, comi
toda a canjica com leite possível, mandolate e bolachas de
mel. ainda não tomei água. NÃO AGUENTO MAIS ESSA
VIDA. fui na academia e o instrutor perguntou se eu estava
comendo direito; não respondi, nem perguntei o por quê da
pergunta dele: estava na minha cara/magreza. cheguei em
casa e resolvi que ia voltar a desenhar urgentemente. saí
pra comprar papel. tinha várias idéias e comprei uns papéis
diferentes, lápis e umas tintas muito bacaninhas. peguei um
pouco de chuva, mas nao molhei os papéis. dormi 10 minutos.
acordei e não sabia o que fazer. queria desenhar e não sabia
por onde começar, um cú.preciso de um emprego. continuei
sem saber o que fazer, mamãe querendo me agradar porque
acha que ando depressivo, oi. comi a tal canjica como se ela
fosse me encher de inspiração e vontade de viver intensamente:
deitei na cama e fui assistir Damages e continuar sem saber o
que vai acontecer com a Patty. agora vou tomar um diazepam
e ficar pensando que um dia tudo vai passar e que logo perceberei
que as coisas vão dar certo. 20 minutos pro efeito: dá tempo
de assistir um pedaço de algum episódio velho de greys sem
nem prestar atenção. meu, one tree hill foi uma merda mesmo.
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marco
às
19:57
as coisas não poderiam ser diferentes, acho.
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marco
às
12:22
as músicas melhoram as coisas. o silêncio da
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marco
às
12:07
veria tudo como se fosse claro
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marco
às
23:43
três dias atrás tudo parecia estar melhor. hoje não sei o
que sentir. desejos conseguem destruir as coisas que
começo; no início tudo parecia tão certo, tudo parecia tão
possível que não enxerguei a quantia de barreiras no
caminho que escolhi. acho que caí na primeira delas, ainda
não sei com certeza, só quero dormir.
"isso é alegria", ela dizia. estou tremendo e não sei se é por
causa do frio ou por toda a situação, sabe, quando a gente
treme por não saber o que fazer. eu tinha a droga da lista na
minha frente, todas as possibilidades e deixei tudo escapar
por ser conveniente demais, ao invés de seguir meu desejo real.
comecei errado, escolhi errado ou qualquer coisa assim. ela
só me pergunta porquê estou triste, e eu só queria que ela
falasse que sou forte o bastante pra continuar, pra esperar
as coisas se acertarem. sentir que é melhor não é o bastante
pra ser forte e esperar é deprimente. ela podia dizer apenas uma
coisa que eu quero ouvir, mas o silêncio é sempre maior entre
nós. o silêncio é sempre maior em mim, pois já não quero dividir
nada, pois percebo que só eu mesmo posso me importar com
as coisas que quero. família quer tudo pronto e não divide
essas burocracias dos teus sentimentos. deve existir um lugar
em que tudo pareça ser teu e que isso seja o certo.
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marco
às
12:46
não esqueça que pra mudar precisa começar.
hahaha, atorón. URI'smusic*tag. espero, espero.
penso que dará certo e ao mesmo tempo parece
ser a decisão errada, mas tanto faz, é mudança.
mudança sempre vem com esse sentimentos de
medo e insegurança e blá, blá, blá; depois que
tudo se arruma e dá certo, a gente nem lembra e
fica com medo das próximas mudanças.
melhor
dia dos namorados dos últimos anos, fato. acho
que agora me acostumei com você e todas as nossas
conversas que não combinam. licor de cereja, isso
seria outro presente se fossemos outra coisa, sim.
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marco
às
21:19
nada parece ser exatamente o que quero, acho bacana, mas
com menos animação. ir é apenas ir e não ir também não
será desastroso como foi anteriormente, minha escolha até
segunda feira. viajar, sair da rotina e talvez mudar todo o restante.
olhei pra cima e pedi pra algumo coisa me ajudar a fazer com
que toda essa situação acontecesse naturalmente, sem grandes
planos e considerações. então, sigo fraco e sem desgastes, passo
o feriado comendo pão integral, pipoca doce e café; procuro todos
esse modelos de declarações -tudo novamente- e acho que isso
cansa, acho que ela pensará que é desnecessário e que eu devia
deixar tudo como está, mas sinto essa fome de mudança e agora
esse é o único caminho que possui uma placa me indicando isso.
é sempre burocrático, mas essas coisas exatas que DEVEM SER
são melhores de se relacionar, as pessoas são fantásticas, chatas e
complicadas: eu tinha decidido sobre sexta-feira, não tinha dúvida
do que queria fazer, mas agora já não sei. as vezes tenho a impressão
de que você gosta de estragar as coisas quando estão bem, muito
mais do que eu ja estraguei. e é dramático demais, se culpa demais
e eu penso no que estou fazendo. além das merdas feitas, você só
pensa no amanhã, no combinado, no que fazer pra não ter um dia
dos namorados sem namorado. e é isso, nem sei se quero participar.
devia continuar faltando aulas por essas relações rápidas
tipo " 1 hora e meia com ar condicionado por R$30,00. porque você
fala demais e pensa menos antes de falar sobre mim. tentar me imitar
não é a escolha certa, dizer que me conhece também não. não to
querendo consertar a atitude alheia: não to querendo um dia dos
namorados digno ao que propõe. e é isso. vou ali fazer um café.
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marco
às
16:11
ganhei esse CD tão fóda do Beck -com participação da
Cat Power- e não consigo parar de escutar pq é fóda.
enfim, tudo é tão estranho. fico cuidando muito o relógio
e isso tem me irritado, já que não deveria ter pressa.
mas o tempo não passa e tenho que fazer certas coisas
que deviam passar sem que notasse: aulas que não
gosto, pessoas que cansam. parece que todo me olham
esperando alguma coisa, tentando me envergnhar por
estar encostado numa parede; por não responder tuas
mensagens; por não conversar com meu pai; por não me
importar com ela; por estar sempre querendo mudar;
por estar sempre parado escutando, rabiscando, assistindo;
mas e nem sei como fazer diferente. sempre penso, mas
não consigo ultrapassar, pois atrás das linhas eles
prenderiam minhas intenções verdadeiras, entende? eles
só querem comprar os guardanapos e morar com as filhas
certas, me vejo tão fora disso tudo e não respondo tuas
mensagens porque não sei o que vai ser de sexta-feira, não sei.
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marco
às
12:18
incerteza é um saco.
sentamos numa mesa de bar, tomamos uma coca, fumamos e,
de repente, surge aquela coisa no ar "nada me move" e quero
ir embora, estar em casa ou qualquer outra coisa. sabe, na me
move, que coisa me impulsiona? penso tanto em fazer tantas
coisas, mas a covardia de tentar chega logo que um cigarro
termina e. sei lá. procurando uma razão e tentando saber se
realmente alguma satisfação vai chegar algum dia. então, essa
é a incerteza: de não saber, de não conhecer, de que passará/ mudará.
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marco
às
18:36
retratando o posto anterior: as coisas voltam, as coisas voltaram.
não vou retirar as coisas, mas é como se nada tivesse
acontecido e, apesar de saber que isso vai contra a
forma que geralmente me comporto, aceito tudo de novo.
alguma coisa está acontecendo, oi. desde quando todo esse
sentimentalismo? ããi. 3 da tarde, 9ºC e todas essas listas
enquanto meus dedos congelam. todas essas notas e esperanças,
muitas opçoes em minha frente, alinhadas, um frenesi do caramba.
sabe, ansiosidade e todas essas coisas porque ali está tudo o que
pode ser feito e ao mesmo tempo tudo que não querem que eu faça.
ããi, de novo. tentando parar de reclamar e beber menos café.
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marco
às
22:17
não vou roubar culpa nenhuma, não vou falar 'é complicado',
não vou mais chegar em casa de madrugada e escrever
enquanto tua bebida não me deixa dormir. foi tão. eu me
senti tão. estranho, como essas coisas e pessoas sem
importância alguma podem te magoar quando a noite está
muito fria, quando a música é alta demais e, principalmente,
quando essa pessoa faz questão de fazer alguma coisa.
você sabe, de propósito. geralmente sei o que fazer: saio em
silêncio como quem deixa um recado óbvio, como Meredith
Grey falando " it's over, so over ". essas situações têm sido
tão periódicas que já não consigo ir por mim mesmo.
Pessoas são tão estranhas que podem te abraçar, dizer
que gostam de você, questionar seus sentimentos e, no
trajeto de você ir até o bar comprar uma água e voltar
dez minutos depois, essa mesma pessoa está beijando outro
alguém. coisas da vida moderna. não é complicado,
culpa moderna que não vai retroceder e que não vou
participar ou roubar pra mim.
'so so so over,' seu imbecil de dois meses.
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marco
às
13:24
pedindo músicas pra tentar não pensar.
esse tempo não volta como novas escolhas,ele fica pra trás,
como vozes invadindo suas mãos até o cérebro.as vezes os
sonhos são como pagamentos e hoje dormi muito mais do que
podia, tenho sempre dormido mais.e onde andará aquele
manual prático que me ajudava a não afundar?
caindo caindo caindo sem ver nenhum pedaço, não vejo essas
partesque caem e por isso não percebo o quanto estou afogado.
uma vez era dinheiro e agora é só questão de espaço ou de tempo.
as vezes é vergonhoso ver o que fiz pra chegar, sinto que o
caminho foi mais vivo do que essa conquista: tenho ela nas mãos e
não sei o que fazer. extasiado por tê-la, não consigo aproveitar nada
disso. são tardes muito longas - e agora muito frias – e não posso
correr pra passar ou esquecer. posso, mas enxergo coisas que depois
pensarei que estão erradas. algumas pessoas fazem falta quando as
novas estão longe, me ache novamente: só quero ter meu tempo de volta.
só quero uma tarde com sentido, pra enxergar minha própria direção.
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marco
às
13:58
Vou começar, juro que vou começar. Antes de dormir planejo
todo o meu 'amanhã'. Vou estar disposto, vou sorrir, vou voltar
a ler sem parar, vou estudar, vou parar de escutar o último do
Beck, vou parar de comer açucar, vou limpar esse teclado imundo,
vou voltar a escrever, vou me decidir com quem ficar, vou voltar
a ir na academia, não vou dormir a tarde toda, vou me organizar.
Vou começar, juro que vou começar.
Então o despertador toca: primeiro acho que estou sonhando
- sempre acho que estou sonhando com celulares e relógios,
se é que se pensa enquanto sonha e quase acorda - continua
tocando e eu tenho que acordar. Bocejo bem alto, o que faz minha
mãe bater na porta. Hoje vai ser o dia em que vou começar, penso,
hoje vou seguir tudo que planejei, hoje vou estar bem. Levanto e
sinto minhas pernas, a luz amarela, todas essas coisas que lembram
que nada acontece como realmente pensamos que iremos sentir. Eu
quero me sentir bem, mas tem sido tão dificil. Eu quero começar, mas
já não sei como se faz, tenho a sensação de que vai continuar assim
dia após dia e o medo de que eu perceba que o ano acabou trava
minhas pernas, atinge minhas costas; tenho essas dores ridiculas e
essa sensaçãode que nada mais tem graça. Ficar em casa é ruim, sair
é pior ainda. Espero não dormir essa tarde,
conseguir isso seria um bom começo.
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marco
às
12:15
solidão é pura pressão, uma merda, piração;
meus olhos ficam cansados, tenho vontade de
estar contigo, quando nos encontramos tenho
vontade de ir pra casa, quando chego em casa
tenho raiva porque voltei. etc. tenho colecionado
bilhetes e números de telefone, quando isso começa
a parar? sinto sede de coisas ásperas, fome de
coisas fáceis, vontade de coisas úmidas; deseducando
o que consegui nos últimos meses, vou desistindo
das poucas coisas que comecei a construir. sabe,
parece que tudo vai caindo, ou sendo menos dramático:
tudo meio sem graça depois de ter conseguido, que
me vejo calmo, calmo demais, calmo como não sabia
que podia ser. isso é bom, se alguns momentos de
confusão não invadissem essa calmaria blasé.
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marco
às
22:49
de não saber sobre o futuro. de amor. de propriedade.
de alma. de si mesmo. o tempo não parou de correr, mas
agora corre leve, folgado e sem objetivo. caminho rápido
pra chegar onde não quero; passo a noite esperando pra
encontrar alguém que não gosto; respiro o dia todo por
uma vida que devia ser.
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marco
às
16:45
Alguns dias estavam estranhos, diferentes. Tudo caminhava doloroso, queimando a pele como úlceras, dormindo o dia inteiro. e sabia que estavam diferentes, estranhos. Antes, apesar de querer dormir, não dormia. apesar de doer, a dor não crescia queimando e se multiplicando pelo o corpo.
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marco
às
20:54
é um modo diferente de estar: passar pelo lado das coisas.
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marco
às
21:26