sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

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com dias contados surge um medo ligeiro nessas últimas horas.
o dia foi bom, as coisas foram boas e passaram de alguma linha
considerada limite. o silêncio ou a ausência nessa noite dá a
impressão de que ter ultrapassado o limite modificou alguma coisa
que estava boa pra caramba. é o que parece, posso estar viajando.
fato é que sempre que tudo está bom assim, alguma coisa
acontece. que merda, hein? só espero que agora não passe e que
realmente seja só impressão e que eu não comece a colocar
esperanças em algo que é bom mas que não tem futuro. é por
isso que não gosto de gostar demais: fico fora dos meus propósitos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

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e é tão estranho a maneira que as coisas acontecem, sem
querer antecipar nada.
as indicações são inteiras, mas não são diretas.

se eu tivesse como perguntar, o faria rapidamente, daquele
jeito que a resposta se apresenta na forma como a pessoa se
comporta ao ouvir: nem precisa falar nada. algumas pessoas a
gente conhece sem conhecer e o mais complicado de confiar
rapidamente é que as coisas sempre parecem acabar rápido
demais, antes que eu saiba aproveitar de verdade e. ok, não
vou pensar em nada, só estudar, como havia prometido.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

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queria saber de onde certas pessoas se conhecem, o que as une,
o que já aconteceu ou não e, principalmente, se eu to
tão desinformado e encaixado num papel idiota assim. o pior não é a
preocupação em ser passado pra trás, mas a sensação de que não
dá pra confiar em quase ninguém. salvando as exceções. até dá
pra confiar, mas o soco no estômago vai vir tão usulmente que
prefiro ficar na defensiva. um pé atrás diverte menos, mas também
machuca menos.e o pior: o que era ontem antes de dormir, 24 horas
depois já não é mais certeza por causa de uma informação tosca
que me faz pensar onde grudam as teias de quem me procura. saco.

onde grudam e pra onde vão. eu não sei quem vai dizer de mim.
posso colocar meses no lixo, posso fingir que não senti nada já que parece
ser assim que todo mundo faz. o que vale é a contagem. só vale a contagem
e a soma da nota do corpo. entendam sem precisar refletir, é tão óbvio:
é tão ridículo que chego a duvidar sobre estar no meio certo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

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hoje eu consigo me sentir. só me sinto quando existe dor em mim.
não é mais sobre dúvidas e vontades mas sobre o quanto me
encontro quando a tristeza permeia o dia. sinto que me querem bem,
mas não conseguem carregar tantas coisas que sou. de certa forma
ninguém foi embora pra sempre e também ninguém ficou ao meu
lado o tempo todo.

domingo, 22 de novembro de 2009

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assim como eu sou. assim o sábado seguiu me fazendo desistir
um pouco mais de algumas coisas que pensei, seriam diferentes.
não gosto de generalizar atitudes de um ou alguns, mas começa
a ficar difícil. sei exatamente das minhas coisas, da minha atitude
e comportamento; e sem querer me fazer singular, mas ainda
não me relacionei com alguém que compreenda metade do que
espero de um relacionamento, ou como sou quando estou em um.

e a coerência, cadê?
não to feliz com isso, é uma sensação de estar num filme sem nexo
e pessoas sem noção. ok, me dê um desconto porque o fim de
semana foi um saco. num dia tu ouve uma coisa, no outro a atitude
é totalmente inversa. eu sei eu sei que já devia estar acostumado
com isso, mas não estou livre de sentir decepção/raiva. vou indo,
agradeço a injeção de realidade, pois eu andava desarmado até
algumas horas atrás.

sábado, 21 de novembro de 2009

ultimamente percebi que quando a conversa é muito séria
e eu não quero me envolver, é só começar a rir. depois que
a gente aprende a rir, virando o rosto pra todos os lados
pra outra pessoa não perceber, vai pegando a prática e logo
não precisa mais ter nenhuma conversa tensa.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

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continuo ouvindo 'The Sounds' repetidamente sem enjoar porque me
faz lembrar de alguma fase boa em que as incertezas eram constantes,
mas não me abalavam tanto: eu tinha tempo, eu sentia uma certeza
de que daria tempo pra fazer tudo. agora, as incertezas são constantes
perturbadoras, chatas de sentir e de se tentar resolver. são de amor,
de amizade, de situações em que os dois se envolvem; são de trabalho
ou a falta dele, ou a falta de vontade de estudar o que não gosto,
ou a incompatibilidade entre o que eu quero fazer e o que eu faço. se o
que eu faço fosse momentaneo, beleza; mas o que acontece agora é
todo o restante, o hoje é a voz ditando os fatos do futuro:
e medo. todo mundo sente, mas e o saco? acho que só não sente o
vazio quem não deseja nada mais do que é ou tem, e tão completo acho
que não conheci ninguém. tudo meio tenso por aqui.

domingo, 15 de novembro de 2009

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e é tão ruim de sentir. logo o tempo passa e não fiz nada, não
parei em ninguém. queria ter certeza de estar certo do que
quero fazer, mas quando eu acho que vai dar certo, percebo
que não sei conviver com isso, que talvez esteja tentando
fazer alguém caber no meu sonho quando a idéia é totalmente
diferente. não sei, não sei. tenho vontade de falar tanta coisa,
mas já não consigo escrever tanto aqui, já não consigo conversar
bem com alguém, não me decido e fico matando tempo e sofrendo
por querer.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

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nem sei quem foi que disse, só sei que não tinha resposta
e
pensei: "13 minutos, e aí?"

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

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por conversas rápidas aprendemos muitas coisas sobre
nós mesmos, acabei percebendo que o entusiasmo de
que falava era tão tão tão miserável por causa da carência.
a carência de alguém não passou, mas digo, depois de
me perceber não como sou, mas como consigo ser, tirei
um peso grande das mãos. só preciso parar de pensar
que tudo está direcionado aos meus problemas. esqueci
que dividir não é se doar totalmente, então, fico por aqui
comigo mesmo terminando o que já comecei até o
momento que a real vontade acontecer. e agora um café.

e agora um "ir atrás".

domingo, 8 de novembro de 2009

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olha, eu não entendo o descontentamento. não tem diferença
alguma estar ou não. um lugar terá mais fumaça e pessoas, o
outro terá mais comida e silêncio. acho que a insatisfação de
estar em casa é que não haverão chances de depravação que
não sejam as da internet. no final, eu gostaria apenas de ter
aproveitado melhor o tempo, ter assistido menos filmes e ter
desenhado mais. ter dormido menos e ter bebidp mais. não sei,
tanto faz. fico enraizado em várias pessoas e não consigo me
mover quando sinto vontade de beijar alguém que me convida,
sabe, tenho medo de que minha vontade se concretize e que
depois não era o que eu queria e virei o mair chato de galochas.
não precisava estar em casa, mas talvez não tivesse afim de
sair e chegar frustrado por não voltar com marcas de sexo.

ontem foi bom apesar de ter rolado um bolo enorme de alguém
que eu considero importante. e eu não entendo, cara. depois de
muito tempo repetindo as desculpas, tenho a sensação de que
não quero nem ouvi-las mais. ficar sozinho é ruim, mas ter de
fingir não sentir é pior ainda. to sentindo uma coisa estranha,
tentarei dormir antes que o efeito me transforme num lobisomen
juvenil.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

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não foi o melhor, mas não tenho coragem pra dizer que foi
o pior: conquistei algumas coisas que não pras quais não dou
o devido valor, a grana não tava tão curta, ganhei alguns
amigos (destaque! uma parte importante que eu espero que
continue me fazendo bem), alguns outros amigos se dissiparam.
poucos amores, mas muitas histórias: algumas que me fisgaram
e outras que preciso de esforço pra lembrar. foi tranquilo.
talvez o mais conturbado tenha sido querer sempre que
melhorasse, e melhorar pra mim é agitar sem ser cansativo.
dos últimos 3, o que teve mudanças mais brandas, que me
encantou e ensinou menos, mas foi. ta aí o próximo, faço
minhas listas, tento cumpri-las, tento me animar. quero estar
despreocupado quanto ao que será, pois daí o que vier é grande
conquista e não apenas algo pra me conformar. (sobre)viverei, acho.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

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e fica aquela incerteza de que seja sempre assim. eu queria ver
sentido, mas os últimos dias passaram rápidos por terem sido
pouco. a coisa se envolve em momentos que não me encaixo. tudo
o que queria escrever estava guardado hoje de manhã, e agora
passou. não era idéia, não era vento: tinha alguma substância
estranha sobre os comprimidos desnecessários de uma noite longe
do meu colchão e agora sinto as dores da cama que não era minha.
as vezes o tempo parece curto em relação ao que preciso fazer.
quando faço as contas percebo que muito sobraria, mas onde coloco
a vontade de terminar o esboço da árvore enraizada num coração
humano?restando uma hora e seis minutos,tendo que terminar um
texto inteiro que pouco entendo. e pouco entendo o que tem acontecido,
pouco decido quem me interessa ou quem vai me deixando aos poucos:
não sei mais levar, apesar de continuar desejando os mesmos erros,
apesar de saber exatamente o que quero, me confundo com as
diferentes entradas que venho conseguindo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

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A situação de carência vivida no quotidiano das massas, onde
não há nenhuma ocorrência excepcional, onde o indivíduo
tem de levantar-se cedo todas as manhãs, pegar um ônibus
cheio, passar lá mais de uma hora, executar um trabalho
maçante, relacionar-se superficialmente com os seus colegas
de trabalho, ir cansado para casa, pegar outro ônibus cheio e
viajar mais tanto tempo, chegar em casa, jantar, sentar-se diante
da TV, cochilar e por fim dormir, para ter no dia seguinte tudo
outra vez, por uma vida toda, essa vivência sem novidades, sem
emoções, sem ocorrências que fujam do quotidiano retiram do
sujeito o verdadeiro prazer de viver.

Ciro Marcondes Filho

*ok, não pego uma hora de ônibus, nem rola isso de trabalho
maçante, mas ando me sensibilizando com os movimentos
trabalhistas, sério. vou parar de ler por um tempo. não gosto
de me envolver demais nesses assuntos. sou do tipo ''palitinho'',
nada extremista.

sábado, 17 de outubro de 2009

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já sentiu falta de algo que não te fazia bem? pois eu sinto. todos
os dias. não me fazia sorrir - pelo contrário- e nem me fazia
crescer,mas era a minha cara, era algo que eu podia chamar de
meu e sentia que realmente o era. não sei onde quero chegar,
não sei qual caminho devo escolher- se é que ainda posso escolher
alguma coisa- sinto quetodas as possibilidades não são minhas,
não são pra mim, não são o bastante. entre o tal momento e o meu
hoje existe um vazio imenso e, não sei como, mas pareço ter dado
um salto até aqui, como se não tivesse vivido esse espaço: simplesmente
cheguei a esse ponto que tanto detesto.tenho medo da enorme
interferência que esse descontrole da situação possa afetar o que
vem pela frente, e muito me irrita me preocupar tanto com o que está
por vir. hoje não é um dia bom: o tipo de dia em que eu desistiria
de tudo por outra coisa qualquer. por mais que eu tente de diferentes
formas, não consigo esvaziar essa sensação.as músicas que tocam
automaticas e aleatórias parecem ter sido escolhidas para uma sessão
nostalgia. queria poder deixar um bilhete e, como a Izzie acaba de fazer
no último episódio, apenas ir embora. ir embora, assim, sem saber
se volto, pra onde eu esqueça um pouco disso, um pouco de mim, se me
despreocupo com o futuro e se consigo estar por mim mesmo sem ser
este que lamenta agora. *sim, era de ti que eu falava, acho. talvez não
só da pessoa por inteiro, mas de toda a situação que me faz bem; que
me deixa desconfortável com o papo sobre cigarro, mas estamos aí.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

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não há tempo pra pensar que o tempo passou; é isso agora
ou só em cinco dias, uma semana, um mês ou quanto
tempo mais demorar pra sentir a sintonia e vontade de
fazer. quero talmovimento que não posso acessar agora,
não é imediato e, quando conseguir, todo tempo de
planejamento que o antecede, vai tirar todo seu sumo
elétrico que quero sentir na pele. enquanto o tempo passou
e continuei sem descansar, penso num café cremoso e
em como a minha insatisfação não vai chamar a tua atenção.
planejo sentar e pedir minha bebida pois as coisas que
acontecem ao acaso estão acabando comigo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

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o momento em que as coisas não parecem estar erradas,
mas o sentimento é de que nada nada nada está certo.
o momento em que tudo parece estar preenchido, mas o
movimento que toca minha pele não está aonde vivo.

falta alguma coisa, cara. e eu sei o que é. e acho que meu maior
medo é de que no dia em que eu conseguir essa 'coisa', esse
sentimento de vazio continue vivo pra que eu descubra que não
era aquilo que eu precisava. a merda da eterna insatisfação
humana: super compreensível, todo mundo entende e ninguém
pode consertar isso. é uma sensação incontrolável de ter o controle,
de poder ficar em silêncio, mas deixar que tudo role da maneira
mais difícil.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

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tem esses momentos de reparar em cerâmicas antigas
e pensar em músicas que queria muito ouvir agora, e
nem estar bêbado pra deixar tudo passar mais liso do
que realmente está. pessoas perdem roupas íntimas e
eu fico sentado observando as coisas brancas no mesmo
lugar, o cigarro me esperando, alguém que queria muito
conversar e acabei querendo tanto dormir que nada falei;
na verdade eu só quero dormir e esquecer de mães e
lugares em que as pessoas deixam de falar o que realmente
interessa. as idades não são compativeis, esqueço de
fazer alguns convites e outros eu faço sem pensar. it's over.

estou em casa desconhecida e queria estar com alguém que
está longe, que pouco conheço, mas que me faz bem pra caramba
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

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como não dá pra resumir esses acontecimentos bizarros
do meu dia, não sinto vontade de falar sobre outras coisas.
acho que todas as crises com as coisas que deviam ser
automaticamente normais a um ser humano vão passando
com o tempo, ou só vou deixando de me importar. acho
bom só voltar quando realmente quiser escrever. enquanto
isso vou plantar um pé de sagu, haha. nãosouengraçado, sei.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

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um dia vou pisar o chão molhado que imagino agora.


gosto de antecipar as coisas, mas nao gosto de sentimento.
penso demais, me consome demais; nem deitar tranquilo
consigo. é que eu acho estranho demais. até hoje eu mudei
pra caramba. mudei de casa, de cidade, de família. mudei
nos sentimentos, nas atitudes e no corpo. sempre gostei
dessas mudanças -repentinas ou lentas- e continuo gostando,
mas até hoje tudo estava envolvido comigo e não com as
coisas ao meu redor. se pensar bem, percebo como tenho
dificuldade em ver que as coisas mudam muito. na correria
nem dá pra perceber as transformações da vida, das pessoas,
dos lugares, de tudo o que me trouxe até aqui. espero mesmo
que tudo fique bem, esse até parece um post muito dramático
e provavelmente eu estou exagerando em me preocupar com
coisas que nem dizem respeito diretamente à minha vida.
então, as coisas ao meu redor mudam e parece estar na hora
de praicar a arte do desapego. bate aquela preguiça, aquele
medo de ter de fazer várias coisas que não estão nos meus
planos e de não poder fazer várias coisas que vinha planejando.
um pouco penso que sinto decepção por não ter pensado em
mim em estágio algum da decisão. um pouco penso que estou
sendo egoísta. e pra piorar não posso falar realmente o que
sinto, porque OI, sou querido e não quero magoar ninguém.
tudo fica engasgando aqui na garganta, só esperando um cigarro
que venha piorar a sensação de gripe. to cagando de medo.
e com todo esse ar de mudança, lembrei que morreu o vizinho
velho que sempre me dava 'oi' quando eu passava de manhã.
morreu. e vou realmente tentar estudar pra não e sentir
culpado depois ao ver a nota da prova.