domingo, 18 de novembro de 2007

Planejando.

E aprendi a viver mais em paz, não ser mais visitante
e não querer ter atenção.
Deixei muitas dúvidas e presenças em uma só relação.
uma intuição de ser mais difícil, porém mais agradável.
Colcjões e peles, seios e alguns destinos a escolher.
como deslizar sob a sombra que o sol faz em você,
como descer as escadas do lugar a mado e
beber sentado à mesa amigável.
E quem resolve acaba por esperar reações
sem saber mais,
sem imaginar e nem querer esperar mais tempo.
é tão possível o tempo voltar. Uma querida chance.
é difícil carregar as pessoas juntas.
é difíil esperar o tempo passar. Vê-lo correr incessante pelas
águas verdes.
Você, alguém e eu.
viajar em toalhas sujas e esperar em anos, ter curtas distâncias e
menos indecisões paradas. Fazer amor.
Tentar sair. Fácil, como sempre escorregar. Decido e espero.
A mania me consomem mas a coragem continua absurda e
intacta. E meses depois revivo algo juvenil que sempre houve.
Agora ou amanhã. Espero muito antes que tudo, me aliviar.

Marco Antonio

EU ESPERO O SILÊNCIO E A CONCORDÂNCIA, por favor.

partida.

Quando você ouve alto, mas todos só encontram silêncio.
luzes e jogos, gostaria de conseguir dormir.
Sentar e apenas não pensar. Enlouquecer de tentar.,
uma coleção que perde a graça com o tempo, e então,
o tempo tirou a graça de todo o resto.
Deslocar-se. Manter e arrastar para si os planos panorâmicos.
tentar transforma as paredes no imenso que se espera,
fugir de algo que ainda não te procura.
Quando as luzes acabam, os sons se tornam claros e
chocantemente únicos. Beleza de um céu por último.
a falta de água, três dias depois. Últimas frases bem
recomendadas, dando esperanças à um tempo que
eu espero conhecer. Sensação de poder, sensação de agora e
pra sempre., Visões perdidas de anos afim.
Tua foto ficará embaixo da pilha de planos. Junto as que eu
quero ao meu lado. O tempo despede o cansaço. E bom pensar
querer-te pra mim, e ao mesmo tempo saber que a minha foto
também importa pra ti.
Os ossos que junam minha insônia. Me perco em horas, xícaras e
folhas. Gritar não mostra o quanto eu preciso agora te ccontar.

Marco Antonio

terça-feira, 13 de novembro de 2007

domingo.

e lembro das coisas de uma noite,
mas era tudo baixo.
Parecia ser tudo seu, uma visão de se estar no
negro e um pouo acima. Um dia que mistura o que estava claro,
mas nõ,, não eram as coisas sobre você. Era uma visão
de voltar, de misturar o que foi e o que eu quero melhorar.
Querer satisfazer os olhares vampirescos. Querer satisfazer
as exibições paternas. Querer satisfazer o fogo que se alastra pela casa,
deixando os filmes, os anos e a sensação vazia.
Melhor pra mim,. Estabilidade de uma honra só. o fogo
novo que entra pela casa.

Marco Antonio

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

ligações e decisoes.

eis entao, que você põe na mão de outros,
a tua própria vida. e esses outros te gritam as decisoes,
vocêolha pra baixo, olha pro horizonte, pro céu
azul das 17 horas e pra mangueira ali do lado. Em segundos,
já nao ouve mais a voz de quem fala, pois o verde se torna tão
intenso e tão interessante que você se interessa mais em
pensar naquele verde, em ser uma folha do que em saber
o que será feito com tua própria vida. É ridiculo, mas acontece.
Entao, novamente, as outras pessoas que escrevem teus futuro,
ligam, e se querer te obrigam a estar de acordo com os
mandamentos. Sair da linha é ser retirado do círculo familiar.,
pensar em sair mesmo assim, é ser ridiculo, inconsciente e
querer desestruturar o que pouco estruturado é.

ocê tem medo de tomar as proprias decisoes, pois
elas surgem de voce, mas são peneiradas pelos caretas.
pelas pessoas que nao sabem o que se passa em sua cabeça,
que nao sabem quantos remédios voce toma para aliviar
a ansiedade, que nao veem seus choros escondidos,
pq elas não querem saber se você quer lutar pelo que almeja,
o caminho delas é mais fácil, e você deve querer ir por este.

Talvez esteja ao nosso alcance fazer o que queremos,
mas nem sempre coincide com o que te querem fazer pensar.
VocÊ ama, abdica e depois de anos se divorcia, vai pra baladas
tenta refazer as amizades e a vida e entao, não é um ano arrependido
sao décadas perdidas. Quando se tem esse plano nas mãos,
ir em frente e escrever um e rasgar o outro
torna-se muito mais complicado do que o divórcio futuro.

Sempre a liberdade está em nossas mãos, cabe a nós decidir
perder o conforto e comodismo pra corrr atrás sofridamente
e plenamente feliz.

É tragico e ridiculo, eu sei.
Marco Antonio

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

desesperO

silêncio, sentimentos errados, banho quente e
um monte de certezas inconstantes.
as idéias que vem e partem no
mesmo instante, fácil para sentir escorrer o que
se tem de esconder do que está além do sofá.
os mesmos sentimentos de morte de um tempo atrás.
já nao importa como vai ou quem fica, o
que agrada é saber que acaba.

sábado, 3 de novembro de 2007

~Voltar.

Quando você sabe que o copo vai cair..
já não considero traição as dores que me enccomodavam
dias atrás, porque as horas passaram e os rostos ficaram
mais suaves. O que eu compreendo de alguém, pode ser
impaciente por outros. A rotina se torna mais falsa por ter
sido lembrada e outra vez imposta. O copo não cai. Os
movimentos as redor tornan-se tão envolventes quanto
a fumaça impregnada do terceiro cigarro. Uma mão cortada
ou até mesmo sua própria função. Esqueço das palavras.
Das poucas palavras que me visitaram à pouco. A dor e o
medo de enfrentar o que antes era ignorado, omitido aos olhos
desatentos. Entender aqueles maternos instintos de esperar
amanhecer. Saber que so despertar, o ânimo e a falta de
enredo não vão evoluir. No fim da metade. Na metade do
Inicio do Fim. As coisas são mais preenchidas e divididas do
que nos importa saber, e a quem importa, os punhos abrem
por não mudar-lhes o efeito. Entender qual foi a situação
imposta em minhas palavras já não é digno de ser importante,
pois, para mim escrever é, antes de querer mostrar-lhes o
que sinto, aliviar de mim mesmo o que estou guardando.

Marco Antonio :~~

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

feriado.

Mesmo não acreditando fiamente no bloqueio de escritores,
preciso de uma desculpa para não escrever algo. Uma desulpa
para querer fazer um bolo, mas não sentar e escrever qualquer
coisa que fosse. Tenho medo da prosa e suas linhas que precisam
ter simetria nos fatos. Enquanto eu penso demais nas coisas,
deixo elas estagnarem em minha gargante e não escrevo. Deixo
que elas escorrem por meus dedos, que deslizem pelos pêlos
arrepiados, mas não passo ao papel o que eu quero, como se eu
tivesse em conflito com ele. as palavras parecem nao aliviar
tudo como antes, e começo a pensar que realmente tudo já não
tem mais qualquer tipo de solução. Começo a fazer dos
meus próprios atos futuros uma literatura só. Imagino os
diálogos e então as reações. Se preciso mudo tudo novamente para
que a reação seja a esperada. Enquanto isso não vejo o cigarro
queimar, nem os olhares da janela ao lado. A história se dissipa
em minha mente e outros planos começam a estourar em mim,
os anteriores viram nada, apenas se passaram. Se eram plano
esperançosos, eu consigo matá-los logo com os proximos e
assim consigo fazer com que minha indecisão e desinteresse comigo
mesmo vá se acabando. Sem escrever e sem um olhar ouvinte,
eu sinto que já não dá mais, que apesar de ter segurado
por um tempo, não consigo mais carregar tamanho cansaço.
Penso, penso novamente, durmo e não me importo mais.

Marco Antonio :~~

sei lá.


sei lá.


sei lá.


quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Sálvia.

o tipo de alguém que eu não veria jamaiS,
ficou como minha responsabilidade cuidar do Que sai,
e não entender as coisas que correm deslocadas.
É como saber de tudo, saber de si mesmo novamente, tentar
não descer além do que é possível suportar.
e agora que as cores mudam em segundos,
de mistérios e de mim, saber de si mesmo novamente torna-se uma virtude.,
Plantar as noites frias do lugar inacessível.
esquente a mim. O que for possível.
O nosso homem lutando e morrendo no início do tempo.
Saber que ninguém é bom, é o começo para acabar sozinho.
então o azul se invade de branco como as damas que chamam
suas peças. Acabar com o silêncio que pode ACABAR com o que é evidente.
Levantar sozinho e querer dormir por todo o Restante.
no início ver que o tempo não cobre as trevas, nem
mesmo pode abrir claridade em um dia que foi
pré-determinado acima de si mesmo, na solidão da alma incansável.

Marco Antonio

terça-feira, 23 de outubro de 2007

câncer.

Já nao compreendo as coisas de ontem.
eu não durmo, mas acabo o que recebi..
combino mas acabo nem entrando, nem saindo.
Caindo no que há de errado e depois de um certo período,
acabando com o que não tinha conseguindo.
Nao achar o bilhete, esquecer do pão ou de erguer-me,
torna cada segundo mais pesado e mais consciente
da verdadeira desapropriação. Eu espero,
mas não acredito. Vejo mais tempo, mais horas,
mais segundos repetidos. Anos cortados ao meio
para ter o que é indefinido.

Marco Antonio

domingo, 21 de outubro de 2007

A parede. de novo.

Quando conviver torna-se exacerbadamente insuportável,
o sol te dá a raiva necessária para continuar.
As vozes acabam com a tua vontade de viver
e flagrar a situação que tua vida se tornou.
Atrás, a morte em aspectos abruptos. Faltam adjetivos
para manter o próprio suicídio.
Aos poucos, o sempre.
A falta de necessidade maior dentro do falso afeto.
o amor que u não queria dar,
Sentir demais para abandoná-la.
A grande sacanagem de precisar escolher,
a dolorosa sensação de arrependimento nos mesmo
segundos da decisão. A vida já basta assim.
Falta de coragem para agarrar-se a uma gilete.
sentir a carne granulada,
fazer em maior volume até os olhos incandescerem,
até qe os dedos estalem extasiados..
Um sono difícil, um sonho provável. Me misturo
em meio a essas provas, suor e páginas rabiscadas.
A cada segundo que passa, a decisão parece mais longe do
que eu possa segurar.

Marco Antonio :~~

anfetamina

porque em dias secos a terra se bloqueia em vertentes,
e o dia se fecha para os loucos
para a inspiração e a mesquinhez.
Dedos que não acham alívio,
os músculos de uma doce preocupação.
Vasto e desocupado luto
e não ter mais, não haver mais reclamações
Estar transparente no meio de infinitos reflexos.

Marco Antonio

sábado, 20 de outubro de 2007

Depois do só.

Algumas pessoas são as melhores.
eu sinto agora o doce que esbanja acidez
em minhas veias,
os cinco minutos de amor nas premilimares.
à espera Do sexo vulgar.
Os mesmos tempos combinam entre si,
uma voz mansa que te arrepende infinitmente.
O som cinza que ecoa das últimas lamentações,
eu confirmo despesa, planejo decisões e não
vou mover um móvel de lugar.
vou caminhar pela ilusão de que tudo acabará bem.
incêndios e pinturas Sem razão. A inspiração que
te faz baixar. Sentir a vontade de estar só.
Não querer o banho e morrer de estranho amor.
pensar no que nao acontecerá ajuda a realizar o que é provável.
Folhas iguais, duplos sentidos uma unica vontade de não existir mais.

Marco Antonio

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

que mudaram o mundo.

Hoje é simplesmente.
é sempre complicado manter-se por perto
fácil ficar sempre longe.
Longe. Invocar o necessário para esquecer.
No fundo saber.
Sentir que se deve ir embora,
o pólo extremo, parecido com outra pessoa.
Não a conheci. O comportamento exato que é preciso manter.
O espelho complexo que é preciso repetir.
Agradar ou não.
Como hoje, eu sei que preciso ficar em silêncio.
e o que há de vermelho..
Se deixar. e a ausência, como se a vida não fosse minha. É o fato.
A mulher com quem me casaria. Mar sem cores. Ligações que nao transcendem o que eu sinto.
e eu sinto o mundo,
essa vida que faz parte de muitas coisas sem valor.

Marco Antonio.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Fim de domingo.

Essa é a vida que tu menospreza sentir.
A doença flutuante.
Os cabelos renovados da dor. Esse é o aperto que decidi ter em períodos.
Faltas e soluços.
O apoio, o segundo, tempo, segundo. Andar em círculos.
Redigi o proprio diagnóstico e repito tudo outra vez..
as chances de achar estranho são mais do que mergulhar
e deixar.
E sentei e permaneci. Preparei de certa forma.
Arte.
Desabei como gostaria de já ter feito. No fim de tudo,
a culpa é do desenho.
da criatividade. Esquecimento. Velhas habilidades. Novos hábitos.,
a demora para rasgar, jogar, quebrar..
senti extrema e novamente a falta de ar galopante cortando a garganta.
O estômago.
Um tempo que não interessa e que perdura,
o filme que eu vi foi maior que qualquer passe.
Eu entendi,
chorei mesmo assim. A decisão não vem com o alívio, mas o reflexo se
estende além do ar sexo, dos abraços e das compreenções.

Marco Antonio,

domingo, 14 de outubro de 2007

domingo.

Feche esta porta onde habitam esses medos
e onde escapam minhas virtudes.
Queria esquecer e ao mesmo
tempo ser lembrado.
Aquele som. O comportamento que o acompanha. O perigo.
Os perigosos boatos sobre suas companhias. é com ser
vigiado pelo o que te cerca.
Ser atormentado depois
Cobrado bem antes de pensar em amar. Não ter a vergonha
de ser verde.

Sentir seus pés repousando levemente em grama seca. Esperar
desesperadamente o que esta atrasado. Úmido. Voltar a ser.
Confiar, sentir atrás do que não se demonstra.
Morrer a tempo de decidir a cor das próprias flores.

Marco Antonio

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

sabado.

Voar na tarde vazia onde queimam
borboletas no vento azul.
A parte boa de nao estar presente, e
a grande desvantagem de sonhar estar mais perto.
Sim, eu sinto o toque enquanto acontece, eu acordo
com a sensação real que acaba em dois segundos.
O espaço entre um e eu. entre o dormente e o adormecido.
Eu
penso sempre em como fazer algo que nao termine
com o caminho, mas realmnte nao me interessa, foi
um tempo que pensei e esqueci ao mesmo tempo.

Se fosse ruim tardaria em reclamar direitos. Eu nao
vivo a sua porque me interessa mais fazer da minha
o que mostram as telas cinzas que invadem meu chão.
O riscado que corre nos pés.
A mulher sentada no meio-fio.
Que desaparece e retorna na próxima rua,
no quarteirao em que desisto de tudo.

Me esqueço. Sinto teu rosto e no fundo, não sei o que senti.

Marco Antonio

às 6:13 AM. eu te Odeio.

Café frio, xícara florida se equilibrando nos próprios tons.
Ouvir repetidas vezes,
gostar depois. Amar primeiro.
Sem nem entender, morrer..
soltar alguma coisa. Pisar
no que soltou. Aprender a compreender e a ignorar.
Ignorar o que aprendeu. E depois não mais compreender..
existem diferentes caminhos e possibilidades
para o mesmo problema, nós Não nos decidimos.
Canhotos reclamados,
apenas sentamos e ouvimos. Reclamamos.
Vievmos no tamanho do reflexo,
não reclamamos. Talvez sejam os dias,
a mente, a mente, a falta.

Marco Antonio