segunda-feira, 16 de março de 2009

.


acho uma merda. tempo não volta. é meio desesperador
pensar sobre isso nessas tardes sem razão. vontade de
abraçar, vontade de ter as mesmas coisas de antes,
de não pensar como agora, de não importar-se, de não
querer ser sempre. é ruim ver como algumas coisas
mudam e outras ficam no mesmo lugar, mas com
um cenário diferente, personagens novos e blasés.
talvez só queira assistir, só queira uma manhã sentado
num banco ao lado de alguém, e nós dois querendo dormir.
talvez só
não queira os últimos dois anos. tudo mudou nessa
bosta e não sinto satisfação alguma. não quero parar pra
conversar nao meio da rua ou saber que passa das onze. quero
ouvir black star com o mesmo sentimento. falar sobre o
teu cabelo e te ouvir reclamando da mesmas coisas que eu.
quero ir no show do radiohead. quero sair dessa insônia,
desse bater de pés, desse não ter inacabável.

domingo, 15 de março de 2009

.

- sincronizado num contexto quimico/fisico/biologico, ele disse.

- nao posso saber como conduzir essa falta, eu respondi.
sei que já nao comprometo as mesmas coisas que antes,
em cada segundo o ponto muda de lugar, minhas escolhas
sao desenfreadas porque por mais contínuas que pareçam
essas relaçoes, nenhuma se efetiva em espécie. não depende
de equilibrio algum. é inegavel essa condição, como se nao
houvesse espaço; e não reservo espaço: nao sei se realmente
o tenho, nao sei se realmente quero ter um. mesmo sem
precisar planejar o sono e o cansaço, percebo que venho
voltando agora às agonias que pensei ter esquecido. nao quero
prioridades, talvez só queira instalar alguma coisa logo adiante.
ninguém me conta algo sério: sou a noite de sexta, a tarde
de sábado. não me preocupo com o tempo, só com os reais e
difusos valores. qual é, eles nem existem: sem remodular
essas coisas: sem recondicionamento: sem comportamento:
já nao falamos em personalidade. quero agora saber o que
quero, sem pensar em todos nós , sem responder questão alguma.



Shine, shine, shine on/ yes/ wont you shine, shine on

shine on, The Kooks

sexta-feira, 13 de março de 2009

.





quando quando quando quando quando

as coisas se aproximam devemos recuar,
segundo os sábios conselhos dela. então
sem saber se estou próximo ou não, como
fico? as vezes euforia com vontade de sim.
as vezes sem enxergar razão em nada
disso nem daquilo. parece mais chato quando
realmente acontecem: precisa sustentar
toda a situação, é cansativo; sem explicação.

quarta-feira, 11 de março de 2009

.


ode aos cinco fumantes.


vejo vocês: 2+2=5; *sem pensar em músicas.
e foram meses sem poder ser tão despreocupado,
foi difícil, estranho, mas foi renovador. sono e um
susto do caramba. sei tomar o lugar e observá-los
pra confirmar que muitas coisas já passaram.
parecem ser o mesmo ou quase iguais com gestos
repetidos, semblantes diferentes de lugar onde
esqueceram de sentimentalizar as expressões. meu
segundo cigarro pra não precisar sair daqui, não
precisar passar e fingir que não lembro. assim,
parado, olhando, fumando o segundo cigarro seguido,
sem gosto: só pra não levantar; só pra não passar.

e agora sou eu.
e percebi que minhas idéias eram muito
diferentes do que realmente alguém pode ser.
'por aí'... que lembra cazuza.

.

não temos mais o que dizer e, de certa forma, isso me
deixa melhor do que antes. não precisar procurar alguém
no meio dos outros e do meu dia. não precisar deixar de
dormir pra pensar se ainda pensa em mim. ruim não
poder ter o novo 'completamente', mas ainda é bom por
ser alguma coisa. nada de face to face, por enquanto.
quero te ver logo, logo, logo e quero aprender a não
repetir perguntas.

domingo, 8 de março de 2009

.

- não sei o que estou dizendo
- nem eu
- quer fumar o último dos moicanos?
- pode ser. eu to tão... sabe, com medo disso tudo
- bem sei, quando me querem.. você sabe
- também desisto, é uma droga
- não quero criar expectativas
- nem eu, é uma droga
- sabe, sei lá
- quer esquecer até irmos embora?
- pode ser, você sabe, só quero esquecer um pouco.
- andei chorando
- bem sei, percebi no telefone
- então, vamos esquecer?
- sim, esquecido! eu nem sei o que estou dizendo
nem
sei quem estou esperando
- nem eu

.


muita coisa desperdiçada, mas tudo no lugar.

frio e coca-cola, nada diferente nem atenção.

não quero saber das coisas dela nem quero
tentar me esforçar pra demonstrar interesse.
ela dorme e eu aqui tentando, balançando o pé.

sexta-feira, 6 de março de 2009

.

é um pouco. e é um pouco mais. um momento é menos
e logo parece um tanto melhor. quero. logo não quer.
quando resolve, não tenho certeza de ir. silêncio. silêncio
até que as idéias passem e possamos reclamar de não
ter feito alguma coisa. yeah, yeah. tédio.

quinta-feira, 5 de março de 2009

me,





You ain't got no love today
You
You ain't got no love today
You

You ain't got no love today
You
You ain't got no love today
You
You ain't got no love today
You
You ain't got no love today






.


"Começo de uma nova vida?

Fim de tudo, caos, despedida.
Sem dia, sem hora marcada,
chega de repente ou
é pelos remédios adiada.

Palavra proibida, rumo inevitável.
Se fosse possível, seria melhor inverter:
Começar com a morte e depois sobreviver.
Nascer velho e rejuvenescer.

Mas a natureza é sábia, divina.
É no auge da juventude que devemos aprender
para então na velhice, olhar para trás,
colher os frutos, talvez se arrepender.

Mas alguns ainda jovens pulam todas as etapas.
Sem explicação aparente, sem nada dizer,
deixam esse mundo e nada podemos fazer.
Sofre quem fica, só tem alento,
se em outra vida acredita."

Ana Mello




preguiça de escrever; nada pra escrever ou nada que
eu queira compartilhar. nada tão bom, algumas coisas
pela metade - como alguns passos dado sem ter chegado
final do caminho, sempre. ar de coisas velhas. ar de
coisas que quase acontecem, mas sem realmente
acontecer por algum motivo idiota, sempre. precisando
descançar de verdade. e entendendo que to mundo
precisa de alguém, mesmo que pareça o contrário. antes
parecia o contrario, mas agora é estranho. perdi
grande parte de muita coisa porque achei que não valia
o que não me fazia crescer e no fim tudo é a mesma
merda.

quarta-feira, 4 de março de 2009

.

ow cara, que susto. que puta susto daqueles que não
da pra disfarçar a surpresa, acho. e que superficial
esses sentimentos que nos enganam; uma hora
parecem estar nos destruindo por nada acontecer e
quando realmente visualizamos o que esperávamos,
não existe sentimento nenhum. total ausência de
sentimento para com essa coisa que eu acho que
criei, sabe, foi idiota demais. tanto tempo e pensamento
perdido, haha. é pra rir, rir, rir e lamentar por não
estar correndo atrás de alguma coisa que me mantenha
ocupado ao invés de pensar em coisas que eu nem
quero de verdade. e posso ficar feliz por pensar que
a satisfação da noite não foi ter sanado minha dúvida,
e sim o telefone tocando quando chego em casa.

mesmo que esteja errado quanto a expectativas e
tudo o mais. estar bem por ter essa situação nova
me faz abandonar/ esquecer a situação anterior.

.

nem todas as noites são salvas e na maioria
das vezes podemos achar um modo de nos
encaixar na culpa disso; na maioria é idiotice
que engana, mas o processo pode ser extremamente
doloroso e chato, mais ainda quando horas ociosas
sobram para venda.



Tudo vai ficar bem, só não sei se vou ficar também.

tudo vai ficar bem, Pato fu.

terça-feira, 3 de março de 2009

yeah.

well i think you're just evil /you're just some racist
who can't tie my laces /your point of view is medieval

fuck you / fuck you very, very much
cause we hate what you do and we hate
your whole crew
so please don't stay in touch


Fuck You, Lily Allen


nem sei se realmente fez sentido agora, mas talvez eu
saiba realmente direcionar tudo isso, planejar ao menos.

segunda-feira, 2 de março de 2009

.

e assim como esses momentos terríveis em que
tudo parece estranho acontecem, um fio de contato
com alguém te deixa melhor, melhor: como sair de
toda aquela confusão de gente e ir pra pro terraço
sentir o vento e ouvir cat power cantando 'love and
communication' e sim, tudo parece melhor, como
ter a noite salva ou qualquer coisa assim. e ninguém
diria; não, ninguém diria -mesmo que eu esteja tentando
não criar expectativas sem fundamento- mas ninguém
diria algo assim. por isso alguns dias parecem ter sido
programados, por isso algumas noites em que nada
promete acontecer são as noites em que muitas coisas
podem melhorar. tenho dito, não me pergunte porquê.


achei tudo um inferno, uma coisa sem graça e que me
deixou puta confuso, mas tem que ser, então devo
aguentar, me acostumar ou tomar pra mim o espaço
claro pra fumar exageradamente e pensar, e expressar
tudo em sms's nada confusas, bem declaradas até.



domingo, 1 de março de 2009

.

reclamem a vontade, porque eu achei tudo muito
fóda. achei tudo muito bom. chegar, olhar, olhar,
olhar, apresentar-se, gostar, olhar, olhar, mas
putaqueopariu ainda não tinha me encontrado
daquele jeito.
amanhã vai ser tosco, mas ok.
hoje foi bom. boa sensação de vínculo e tal, sorriso
e disposição apesar de tudo, talvez saiba de onde
veio tal desespero já que não quero repetir os
dramas alheios nem me culpar pelos mesmos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

.

foi meio tranquilo e meio fóda. mas foi bom caminhar
como alguns meses atrás: o ar. o ar é um pouco frio,
noite marrom e luzes laranjadas correndo como vultos
sobre o asfalto que vejo na frente. não era você e era
você. isso não devia me deixar mal desse jeito. ok, nem
mal estou, só pensativo e isso não é novidade. mas putz,
eu queria saber se era o que eu vi ou não. não importa.
não fui correr, de novo. não tinha meu número, como
sempre e acabei não comprando nada e ficando meio
vazio. quanto mais perto chego, mais assisto ao caos
futuro e mais isso me excita. baby, isso é grande coisa.


só porque as coisas mudam, não significa que você
não vai até lá passar a noite: a ligação que volta. mas
nada aconteceu, ninguém disse Adeus! e todos ficaram
nesse tremendo vazio.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

.


não, não digo que tenho certeza que gostaria de estar lá.

o estranho de meu desconhecer me excita um pouco, talvez
me aproxime mais
. o tempo também aproxima, mas minha
vontade de passar pelo o que ainda não conheço vai inflando
aé que o resto de ar inscreva meus pecados no céu e que
possa imaginar o quanto meus sentimentos tem agido de
forma cansativa e desnecessária. as vezes penso que vai
ser um inferno e outras penso que vai ser bom pra caramba.
sei, sei que não dá pra saber e sei, sei que sou pessimista.
mas é sempre bom tatear o banco antes de sentar: evita
sentar em tinta fresca ou resto de chuva. estou cansado,
como ontem e sempre. frio no estomago porque eu não sei
mesmo como vai ser toda essa merda. antes tinha companhias
no inferno e nesse novo inferno ainda não sei. comportamento
sociável ativar! hahaha. não vejo a hora de me perder naquilo.

Well it's time to begin as the summer sets in
It's the scene
You set for new lovers
You play your part painting in a new start
But each gate will open another


Gatekeeper, Feist.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

.

queria que esse dia tivesse sido diferente: ter corrido,
achar que tudo o que fiz realmente valeu alguma coisa
que terminasse o dia pensando que 'sim, posso'. mas
tenho certeza de que. os outros.

'vire meu relógio', ela disse.
como se tempo tivesse ladoA e ladoB, pensei. como se
os minutos fossem faixas que rodam sem parar ou se
repetem como eu e cat power nos meus maus dias. mas
aquele perfume, boca, smsquerosexo, e ela disse: 'não
quero ver o tempo enquanto estiver contigo'. poutz, virei
o relógio: 'quero te sentir até a hora de parar'. e até hoje
as horas ainda não pararam e o sentir continua ali.
'vire meu relógio', penso,'prefiro não ver quanto tempo
do meu dia penso em você.' e ela foi ver todas as
temporadas dos simpsons e friends. repetindo várias vezes.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

.

cri cri cri cri. to cansado. não tomei café porque
preciso dormir cedo e esses primeiros dias de
voltar ao trabalho vão ser um lixo. logo, se não tomei
café não tenho vontade de escrever ou de contar
que meu almoço foi as 5 da tarde ou que foi divertido
brigar com um garçom as 6 da manhã. pfffu"!não
pensei muito em ninguém, nenhum problema,
nenhuma ligação chata e nenhum frio no estômago.
tudo em perfeita ordem: assistir grey's anatomy
comendo amendoim japonês e dormir. tentar dormir.

e acabou o carnaval, obrigado. obrigado.

Passion and its brother hate, they come and go
Could easily be made to stay for longer though
Many people play this game so willingly
Do I have to be like them, or be lonely?

Love is no big truth, kings of (C)onvenience

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

.

disseram que era mais fácil do que pensava e então
deitei e descansei. babei, talvez. tive vários sonhos
induzidos, foi bom: não sabia se ainda estava induzindo
ou se já estava sonhando. o telefone tocou na parte
boa do sonho, como sempre. oito da noite, eu preciso
dormir mais. mas daí o papel vermelho e várias
faltas pra se conversar, não devia estar nem perto de
conseguir aquilo e então eles dizem que tudo está
perto demais pra desistir agora. comecei a escolher
personagens e cada um dizia uma coisa, uma atitude
diferente, uma reação contrária, uma imagem melhor.
decidi deixar correr, sem decisões e no fim o que
aconteceu deve ter sido decisão minha, ou do que deixei
simplesmente acontecer. nada desesperado. totalmente
no meio, expansível, cansado, sem antes e vontades
exageradas, fumaça branca em manhã ensolarada de
segunda-feira: equilibradamente no meio. por enquanto.




Aliás, não aprofundavam nada, como se não houvesse tempo,
como se existissem coisas demais sobre as quais trocar idéias.
Não percebendo que não trocavam idéia nenhuma.

Clarice (L)ispector