segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
ócio, decisões, não ter alguém =
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Como assim? não entendo o que não fiz o dia todo.
Não fiz história,
não fiz comida,
não fiz sorrisos,
não fiz cigarros. Devia ter feito alguma coisa.
Devia ter feito ondas com os dedos naquele copo vazio,
devia ter feito uma música e me
preocupado com tudo o que vem acontecendo.
As vezes olho pela janela e só posso ver essa parede verde que
começa com tijolos descascados e cheios de limo. Como assim?
agora penso que devia ver mais, mas eu não posso enxergar.
Quero te dizer que cada vez mais eu me vejo menos.Sim,
me
vejo agora: estou deitado de lado na cama, fones de ouvido
jogando Pink Floyd em mim, pés estendidos e cruzados, alguns
livros abertos sobre os vários travesseiros mostram que começo
e tento me prender a eles, mas não percebo muita coisa. A luz
tornou-se amarela novamente,
posso me ajudar, posso observar tudo, mas só quero te dizer que
esse estilo de relaxar e ser tão sexual é mentira. Não acredito que
tudo vá dar certo e
se o que venho pensando se confundir com que venho sendo,
serei eternamente essa dúvida fingida que não sai do lugar!
Entendeu?
eu vejo tudo o que acontece. Vejo o que acontecerá e o que
pode acontecer.
um deles está distante demais - é assim que o sinto -
pode adivinhar qual é?
Não sei,
trouxeram-me restos de pipoca doce e tentei dar um
significado a isso. Preciso dar significado para adivinhar o
que acontecerá. Por um momento acho que posso escrever
alguma história, mas precisarei dar vida à personagens,
precisarei continuar aqui deitado e meus pés já
se cansam e essas mesmas músicas tocando sem parar
transbordando em mim. As vezes eu olho e planejo tudo
tão bem que um cigarro parece o topo: eu posso tanto e
fico muito bem. Então chegam esses trinta dias, essa data
terrível, essa renúncia e essa
promessa de festas, sempre odiei tanto essas festas que
começo a planejar fugir delas,
e planejo demais,
planejo coisas que me deixam mais longe,
cada vez mais longe dessa distância de mim mesmo.
Eu diria que quero ir, sabe? Mas tem tudo isso que envolve
tudo isso sobre EU ir e daí, o que posso fazer? sei lá.
Não fazer nada e esperar que a 'the wall' acabe.
Devo continuar olhando essa parede de tinta barata
ou trocar de janela
-ir até o quarto ao lado -
ou mesmo pular por alguma delas?
quero alguém que deite aqui e me ajude a enxergar.
tenho estado sozinho demais pra
fechar esses livros, pra acaba-los e vestir minha calça.
A música acabou.
O vento esta
forte e frio
e eu
fecho a veneziana.
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Marco Antonio
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marco
às
22:09
domingo, 19 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
i say no.
vou embora dessa merda,
nao quero decidir nada,
nao quero falar com ninguém,
preciso beber e decidir,
decidir e depois beber arrependido. vou embora agora,
logo que puder, assim que tudo terminar e
nao existir mais nada em que eu acredite e ninguem que
realmente importe. vou dormir enquanto ainda não fui !
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marco
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15:01
terça-feira, 14 de outubro de 2008
bad day.
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marco
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22:12
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
gozo.
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que desestimulante.
por isso acho que deveriam congelar
ou mover no âmago do climax que nos
enfurece e enaltece. pois
o descanso é desestimulante
a frigidez do depois, o acaso
com que o passado repousa murcho no presente
faz com que eu diga que nao vale a pena viver,
só
até
o momento...........................................certo.
.
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Marco.
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marco
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21:49
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
três pessoas.
nao posso fazer disso um grande acontecimento,
fico esperando,
lendo e ouvindo essas músicas, e na minha vez de
caminhar ninguém me espera. Aceito o que me
oferecem e sempre vejo as mesmas coisas.
prometo que vou acabar com a babaquice, mentira!
porque eu sempre volto. nao posso dizer o quanto é
previsivel tudo o que vejo tu fazer., como se cada olhar
ao teu lado fosse uma previsão do que verei quando
estiver indo embora. é quase ciumento, acho que é
quase rídiculo ser você.
quero trocar as pessoas
continuar lendo e ouvindo essas musicas, mas sem esperar ninguém. nem a mim.
Marco Antonio
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marco
às
21:10
três papéis.
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,hoje vocês me chamam e de repente isso
pareceu engraçado.
preciso me fazer de infatigável, cubro o
rosto com a coberta azul ao invés de fechar a fresta por
onde o vento ecoa. Queria
aquela luz, a descida linear
a sobriedade que resplandesce em mácula. preciso dizer
a mim mesmo que estou cansado demais pra fazer dos
próximos anos o que os últimos meses não foram. existe
uma conexão que não se dá por conhecimento, corpo ou
livros iguais, mas por tempo., somos todos o mesmo se
encontrando em momentos certos e distintos pra cada
um.
preciso te contar que estou cansado demais pra aguentar
o que acho que acontecerá. tudo se caracteriza nisso. eu
esqueço coisas sob as coisas e nem ao menos me importo,
nem ao menos sinto falta. O horário era esperado e sentei
pra me apresentar. é, a imaginação esta fazendo da espera
uma coisa previsível, e como disse, CANSaTIVA.
Marco Antonio.
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marco
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21:00
domingo, 5 de outubro de 2008
.correr e desconhecer.
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droga, eu corri e eu vi. passei uma vez e te vi de costas,
achei que era, mas a cena parecia tanto com as [nossas]
cenas, claro que com outro cara, que eu preferi continuar
a correr. eu vi um corpo diferente, um rosto magro e o
cara de camisa preta, ok. preferi fingir que nao era mesmo.
continuei correndo, sufoquei, me faltava ar com aquele
vento gelado e meu corpo quente. Na volta, vinte minutos
mais tarde, já stava na descida, que antes foi subida,
correndo ainda, e vi de longe a camisa dele voando aberta.
jurava que podia ser outro alguém, mas o alguém se virou:
era exatamente você. acho que eu nao queria isso, eu
não gostei do cara da camisa, eu gostei de ver teu rosto
magro depois de todos esses meses.. tirei os fones de ouvido
e parei, tentando respirar. Eu só ia dar um 'oi', mas tu deixou
ele e caminhou pela calçada até a rua onde eu estava. Ele me
olhou e agora eu acho que ele não gostou de nos ver, onde eu
cheguei, eu devia estar com ciumes, nao estava (?).
deus! pra que conversar comigo, pra que dizer que eu nao
mando mensagens e dizer que na ultima vez que saiu de lá
resolveu nao voltar..? e o cara da camisa me observando
incomodado! Sim, eu esperava qualquer coisa numa corridinha
de domingo pela avenida deserta num dia de eleições, domingo
nunca dá nada bom. cansei de não reconhecer mais ninguem.
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marco
às
19:50
escrever ou não.
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existe essa história com os personagens.
não consigo desenvolvê-la porque ainda
nao encontrei um enredo que me satisfaça,
se não estou gostando, não posso avançar
nisso. Falta um pouco de tudo, algo que fisgue
os meus olhos e que me faça esquecer das outras.
Quando tiver certeza de qual escreverei, quando
tiver apenas uma, a singular, a única e estiver
toda em mim, começo a escrever. Mas nada sai
muito bem, tudo é tolo e clichê demais,. confio
pouco em minhas próprias histórias e vivo elas
menos ainda.
Marco Antonio ~
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marco
às
12:48
ddd.
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marco
às
12:42
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
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marco
às
21:40
domingo, 28 de setembro de 2008
segunda parte.
essas horas, esses blocos que precisam ser vividos.
Podemos adormecer, podemos fugir e ele estará ali.
Elas trazem a música que ele compõe desde sempre para
que nos lembrássemos que é preciso viver. Mas eu creio
que ele para de contar [para cada um] no momento em que
o ar deixa de sustentar nosso corpo.
Eu acho que é tão preciso e tão arrepiante que gostaria
imensamente de pará-lo, sacudi-lo pra me certificar se esta
paralisado e suspirar, sentir o alivio de que já não é mais preciso
continuar. posso tremer em minhas pernas ou apertar os pés ou
arranhar a pele da mão direita: ao meu redor tudo se movimenta
em linhas brancas com círculos e formas coloridas que vejo de
olhos fechados, no meio da escuridão. Ele esta à espreita,
trazendo o ruído sedutor, a necessidade, o impulso. posso ficar
e nao ter mais coragem. Adormeço. Acordo e o ar da noite invade
a persiana. Devo levantar? algumas horas passaram e dessas não
me recordo. Elas eu nao amei ou odiei, não as senti ou vivi, mas
eram minhas. Devo enfrentar novos blocos e esperar que tudo se
acabe da mesma forma outra vez.
Marco A.
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marco
às
15:56
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
;
nem tem ajudado muito.
esqueço de olhar para os lados,
por isso nao te vi. nao sei se é
importante planejar uma viagem.,
nem sei se quero tentar novamente.
e as coisas continuam iguais, a espera
é a mesma. o marasmo sem fim do
tédio incontrolável. O alguém continua sendo
o mesmo, mesmo com a vontade de mudar.
Saudade de cavar a terra.
Marco,
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marco
às
22:04
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
[degraus de cada Um]
Acho que escrevo igual, também acho que a esperança
está descascando a própria pele,
está caminhando: posso tocar sua sombra e os pedaços
que caem no chão. Quero
mudar esse horário e trocar a história de
[degraus de cada um] escadas!
bom ter notícias e querer desistir por elas. Sempre quero desistir.
Acho que desistir também é mudar. Então, sempre quero mudar.
não desisto por medo de qualquer coisa, mas por medo da
mudança.
Desisto de pensar nisso. é dificil querer não ser eu.
nao quero pensar nisso. insisto: como quatro caminhos,
como conhecer muitos ao mesmo tempo. como desligar
um e trocar pelo o que está ao lado. como enxergar a luz
e nao saber de onde ela vem.
Não quero essa coisa fixa, mas preciso esperar que a noticia
vire fato e que a paciencia que acumulei seja suficiente para
explodir uma liberdade ociosa.
não gosto de sentir tudo de novo, é como ler o que escrevo:
acho sempre igual.
Marco Antonio
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marco
às
22:20
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
então, haverá.
haverá um ano em que haverá um mês, em
que haverá uma semana em que haverá um
dia em que haverá uma hora em que haverá
um minuto em que haverá um segundo e
dentro do segundo haverá o não tempo sagrado
da morte transfigurada.
clarice L.
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marco
às
00:04
sábado, 26 de julho de 2008
sabado.
A forma de um traço é o caminho que o ontem contorna nos sinais amanhecidos. Os textos são perfeitamente retos e é tão insuportável conviver com eles que posso tornar pior morar com suas cinzas. Se hoje não preciso ter idéias –elas não dariam certo- ouço as frases dos próximos dezesseis dias, todas num recorte, todas flutuando na água que escorre pela noite. Eu não preciso mais desistir. Também não preciso esperar. As coisas tornam-se pegajosas, harmoniosas. Calmas demais; por isso deixei de desistir. As coisas são como eu estou e a cada camada de brancos aumenta o tempo que amo e odeio essa boa convivência. Ela é contra e é neutra. Mas não preciso mais esperar, o dia se forma em blocos de cores sem graça e cada aglomerado de tempo se dissolve como se as manchas que o frio causa na pele branca fossem ilusões de açúcar que se dissolvem eu meu estomago. E cada frase infla em meu peito enquanto o telefone toca –outra ilusão- e, de repente, sinto que todo esse ar esfumaçado que entra em meus pulmões trouxe qualquer coisa nova, qualquer atitude jamais mencionada. Uma família inteira de cegos que não podem enxergar seu caminho aprendeu a sentir as pedras com as mãos e, mesmo sem ver pra onde estão indo, conseguem ficar de pé nas pedras e sentir o vento da glória falsificada, já podem se afogar em pequenos troféus gelados. Talvez eu não quisesse tenta conversa ou o silencio exagerado das molduras na gaveta. Mas sinto que é isso que a casa quer, é isso que o dia assovia sob meus dedos: não preciso decidir ou acionar nada, apenas sentar sobre a mala e sentir a facada de um vento novo que é o ar que qualquer estrela constrói sob as águas pelo nosso amor e pelo o que podemos nos tornar.
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marco
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14:11
quarta-feira, 23 de julho de 2008
; ~~
Fiquei um ano pairando sobre telas e teclas e hoje isso não me atrai mais. Sou só eu, eu e você e não tem mais nada, só o mundo inteiro dentro de uma tela, espreitado sob um clique.
Uma parte é tempo perdido, ilusão cansativa de estar vivendo, sentado e vivendo nos próprios dedos, se equilibrando no que pode ver e que só imagina tocar. As vezes vêm a anciã de mudar e ser todos ao mesmo tempo, rever tudo e mudar novamente.
Pra quê sair? já nem precisa levantar.
Tenho os quadros ao meu alcance enquanto os pêlos se arrepiam em fila; mas isso realmente não me atrai mais.
Ficaram resquícios de vontade, restaram algumas janelas, algumas partes que ainda me interessam. Vivendo nessa mentira não podia começar a procurar a essência do que quero viver. Procuro me excitar com outros corpos e, enquanto as folhas de sálvia secam, os olhos começam a murchar. A diferença é não ser mais escravo da dor que essas distâncias trazem, é difícil acabar com elas e assim é melhor esquece-las, esquecer do caminho pra não querer mais voltar. Continuo procurando, ela pode estar nas faces, nos olhares e nas atitudes pouco genuínas, mas não descansa nessa nova e extensa mentira da qual todos já querem fazer parte.
Marco
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marco
às
17:47