sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

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acabo de receber uma propaganda de um mer que diz assim:
'neste Natal, seja feliz.' não sei se estou surdo ou o quê, mas
lembro bem de minha consciência (super consciente de minha
situação) dizer que sou pobre e não vou ter dinheiro pra comprar
os ingressos do show do Radiohead+passagens ida/volta+hospedagem.
ok, hospedagem nem é importante, posso deitar em qualquer
lugar desde que não levem minha digital (afinal, tirar fotos do
thom de uma distancia básica de 500 metros é pra ficar na história
da minha existência). mas entao, é como ficar inerte aqui., minha
grande banda, meu cara zarolho vai estar cantando kilometros daqui
pela primeira (provavelmente única) vez e eu nao tenho coragem
de secar minha poupança. coragem, marco.

voltando, como posso ser feliz assim, sem poder assistir thom revirando os
olhos, ops, um olho no palco? como posso ser feliz sem poder fazer vozinhas
cantando creep no meio da multidao? é, não dá pra ser feliz assim,
sinto muito felicidade, sinto muito natal, mas assim não dá;.


vou de carona, to falando. mas os ingressos se acabam logo, preciso decidir q.

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rá, last night foi fóda, fóda,fóda.
muitas risadas depois do copo numero 34154692.
acabaram os free e os carlton, ui. foi fóda. todo mundo
ficou fora, blasé demais: pessoas do Chile tentando me
agarrar dentro de um carro que podia ser sequestrado
comigo e nadja dentro no meio da rua deserta as 2 da
manhã. muito fóda.

NO GOOD.NO GOOD. NO GOOD. NO GOOD. eu e
Nadja cantanto e fazendo osmoze pra ver se deixamos
de ser sentimentalóides, ou se eu deixo né. NO GOOD.
NO GOOD depois do copo cheio numero 34155022.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

nada que eu goste tanto quanto comer miojo cru na
frente do computador, ok, muitas coisas que gosto

são mais divertidaas e prazerosaas,etc.CONSEGUI dormir

tava dificil, mas dormi tres horas e meia numa tarde pouco
quente com edredom até os tubos e o travesseiro mais
pesado nos ouvidos. .acordei melhor,
apesar dealguma coisa nao estar dando certo já que a nota
aumentou consideravelmentee talvez meus pontos não
sejam suficientes, mas não vou me desesperar agora.
já foi grande ter conseguido passar.
pensamentos otimistas sempre parecem blasés.

Fui na banca comprar uma hq do Wolverine que eu
tinha visto,era tipo uma edição especial daquelas que
a gente lê uma vez com todo o cuidado e depois coloca
na gaveta que nunca é aberta, entao.
Lá estava a garota loira parecida com Joana
comprando uma Sexy da Ellaine Alves .

mas não dá pra ser stalker e ela se foi. então que a
verdadeira Joana apareceu logo depois do meio-dia pra conversar.
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não vai dar pra contar agora o que Joana tem feito
porque depois de ter dormido a tarde toda preciso ir
na festinha dos 4 semestres beberatéficarmal e ser
obrigadoa ouvir funk's e tunztunz's e e pagode's achar
o máximo, porque a cerveja faz coisas
pra que as pessoas aturem as músicas que as outras
gostam e até a gostar de quem você nao gosta.
vai la marco, socialize-se.
dê sorrisos, ajude seu ego, esqueça de Joana e de sexo.
lembre quão escrotos eram as festas dos seriados de
vida universitária em que serviam ponche e alguém
colocava uma fita cassete (gente, uma fita!) em que a
personagem principal confidenciava que ainda era virgem,
e todo mundo ficava sabendo disso pelos próximos dois
anos,haha. vai la marco, porque nada tão ruim assim pode
acontecer contigo, até porque já não é mais virgem e não
tem fita/cd/dvd nenhum =) vai la e bebe a cerveja
porqueétudofree e tu tá precisando, rapá.
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fui dormir já que mensagens instantêneas nao chegam
nem cervejas e nem toca meu ringtone super maneiro
com a música dos strokes, porque ninguémmeliga,claro.
.acordar de mau humor e virar zumbi.

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eu p-r-e-c-i-s-o dormir, mas quero ficar aqui. bebi muita
cerveja. MUITACERVEJA! vou para com isso, eu vou. ok,
sexta feira porque amanha tem festa (que seria sexta) e
vou comprar um engov já que a bebida é free. a bebida é
free. meia noite e pouco, não é hora de ter sono, não é.
vou venderminha tv pra pagar o ingresso do show do
Radiohead (daki a 4 meses) e talvez vá até SP ou o RJ de
carona. esse é o plano.
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muitoskilosdemaçãfujinamochila,é,esseéoplano!

alguém quer comprar uma tv velha e quase inútil que

pouco é usada?
alguém quer dar uma volta pra me pagar umas cervejas

e conversar sobre a chuva em Santa Catarina?
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eu p-r-e-c-i-s-o dormir, mas quero ficar aqui.
eu nem devia ficar aqui, sabe, tempo perdido

que parece. enfim. parece. as vezes a gente se
sente idiota porque faz as coisas e depois fica
boiando no limbo infinito do desprezo, o que é
very cool pra autoestima que não anda das melhores.
mas é isso né. quero pular pra fevereiro direto, nao
to achando legal isso aqui. aghãm, esse fim de ano nao

tá legal. queromemudardenovo.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

ok, nada como um dia depois do outro. haha.LEVEME. apesar do
mau humor matinal habitual que se estende pelo o resto do dia, o
dia nao ta tao bad quando ontem.- oh, so cool.(risadinhasironicas).

último dia de aula, último dia de prova, último dia de uri, tirando a
festenha de sexta. andthelord sabe como preciso me ocupar aqui.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

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é, estou aqui nesse dia ruim, repetindo isso, só para constar.
luminaria no chão, gato Lênin pendurado na janela, vento, ouvindo
i don't blame you, mas isso não significa nada pois não ha nada
para se fazer. sabe,quanto a não perdoar alguém. ok, poderia
começar as rebeldes conversas sobre os pais separados e tal, mas
todo mundo já sabe isso e todo o mundo sabe a merda que saiu dessa
geração. me questiono agora sobre escrever essas coisas banais aqui
( o gato pulou pra fora) e talvez a resposta seja a falta de companhia.
tanto faz, só não tenho o que fazer: tédio glorioso. ninguém chegou
ainda e já passaram as duas horas e confesso que tentei dormir, mas
fiquei olhando pra parede ao invés de ir estudar. estudar pra quê?
*dando uma de Lady Averbuck do interior sem grandes visitações.

.sentarláforaenquantoninguémfalacomigo.
nada que sr. murphy não possa piorar num dia ruim. levemesenhor.
porque as 16:09 eu percebi no que virou meu naosei ou coisaassim e
a entrega ainda não chegou e eupreciso cair na donabrahmaextra pra
tentar ficar melhor agora.na falta dela me sobra um bacardi novinho.
é, éagora que eu repito que há algo de errado com esse dia ou com tudo
que eu venho fazendo. preciso me ocupar urgentemente. vai chover e
tenho prova. e não volto mais aqui hoje. já deu.

nao sei as 2 da madrugada.

não bastasse esse dia ruim, ainda precisei mudar o layout dessa merda
que ninguém lê. eu queria escrever bem ASSIMcorridinhotudojunto,
e toda aquela parafernalha ali do lado não ajudavA caso faça diferença
pra alguém: está tudo lá ni finalzinho do fundo preto.



o-k. não bastasse esse dia ruim, estou remoendo muitas coisas. uma
delas é o meu "não sei" eu nunca sei nada, pra mim tudo 'tanto faz',
mas eu reclamo depois de terem feito o que pra mim tanto fazia.
por enquanto eu estou entendendo. PRECISO parar de 'nao saber'.
as pessoas sabem.,, eu devia saber. devia saber. devia saber.
eu PRECISO dormir e como não durmo fico respondendo 'não sei'
as duas da manhã pra alguém quando na verdade eu queria responder
'logo, logo' ou 'amanhã, amanhã' ou 'terça,terça'.
não sei, se a resposta tivesse sido diferente
o dia não estaria tão bad. não sei, só sei que GOSTEI. não da minha
resposta, mas de todo o resto.

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dia ruim pra caraleo. sim,13 :44. nao sei, acho que nao tenho o
que fazer. estou esperando aquela encomenda vermelha de minha
mãe e preciso ficar acordado mais duas horas porque se for dormir
agora, nao consigo acordar quando chegarem. Vou abrir a porta,
ficar em pé - podia lixar as unhas - e dois minutos depois está tudo
d-e-s-c-u-i-d-a-d-o-s-a-m-e-n-t-e descarregado na garagem e eu
posso dormir, mas daí faltará uma hora pra ir na aula, terei que tomar
banho e todas essas coisas - ou pular todo esse ritual fajuto de quem
não tem o que fazer - e não posso dormir porque preciso acordar porque
tenho prova na qual irei me ferrar porque não estudei PQ PQ PQ PQ PQ
PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ PQ

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

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sinto que queria escrever algo aqui.

antecipações.

como agora posso dizer que realmente não durmo.
planejei cada passo e palavra e continuo aqui sentado
sem dormir, mas os olhos me denunciam. acredito
demais quando me prometem e fico pensando coisas
pessimistas

a queda será menor se estiver acostumado com ela
mas esperar cansa mais ainda se no fim ele não chegar
e eu não dormir.
procurarei sinais pelo corpo
meu corpo que se modifica e só o percebo quando
- como hoje -
não posso mais parar em pé, pois esses pés nao são meus.
esse sentimento idiota de três dias não pode ser genuíno.
nao posso me reconhecer assim,
se os dias já nao contam mais e se faço dessa agulha uma
espada. Esperei demais planejando e suando preocupado
com os lugares das cadeiras que
sentaríamos.
Estou pendurado
Dou os números, mas não sou eu quem recebe. Estou me desligando.
Marco Antonio .

terça-feira, 25 de novembro de 2008

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apareço.halellujah. dou dois passos e apago.
o dia termina e a sensação de tudo ter sido
feito da maneira errada permanece. é assim.
roubar e matar. ser feliz e transar. a mesma
sensação permance em qualquer segundo de
sentimento., no happy., hoje eu disse que nao
podia ficar e fiquei mesmo assim. abandonei
o que devia procurar, abandonei, droga. mais
um pouco de sol amanhã, caminhar e fazer cara
de peixe morto pras atendentes de banco que
de tão burocráticas e cheias de mim, já fogem.
mais um pouco de sol, de saco, de sono e pó.

ganho pouco, nao me divirto e ainda fico horas na fila.

sábado, 15 de novembro de 2008

tremer por.

qualquer coisa, algumas palavras tremidas que
saiam dessas
pernas. enaqunto o sol se infiltra por entre os
galhos e as sombras de cachorros e cadeiras,
escapa também essa mão tremida.

tremo pela falta de novidade, por não ser
surpreendido. tremO por deixar escapar em
videos, em sexos muito confusos, em sinais
que não foram entendidos, em grana desperdiçada.
não posso me conter e bato mais forte: o sol me
atravessa inteiro agora.
atravessa as batidas rápidas do meu coração, o
medo de mostrar-me, a exaltação do aprisionamento.
que faixa vermelha desce sempre nessas paixões
de uma viagem de ônibus ?
dez minutos por noite, cinco dias por semana, muitos
amores em um mês, histórias inteiras de sentimentos
inexistentes. a mesma solidão,
a carência inclassificável.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

jump in.

as pessoas aparecem. não sei bem se é como estou
pensando. estou sentado aqui e bem queria depender
menos de tudo isso; não me sobram mais as manhãs de
sábado, eu paguei por todos esses dias e nem
sei o que fiz com eles.
esvaziar toda a preocupação: ela me olha como se eu
não pudesse ter feito nada,
pois nos últimos dias eu exagerei. preciso entender que
daqui pra frente tenho que começar a fazer como todo o mundo:
'jump in'.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

.:.

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queria pedir pra parar. Eu acredito em você, mas todas
essas palavras, tudo o que tem me contado esta me
fazendo mudar. finjo que não, mas me pego sorrindo, me
acho colorindo esses meus cantos tão particulares, tão
encurralados que me dizem pra não confiar nas tuas palavras
doces. Mas elas são realmente doces e escorrem por onde
podem me tocar. queria pedir pra parar.
que não diga que sente se não for verdade. mas eu confio,
não tenho o que fazer agora.
se perdesse essa graça, estaria vazio, mas esse é o ponto no
fundo, a vaga lembrança do desespero e do medo de não tê-lo:
ele anestesia o fim e apressa a chegada da resoluçao inteira.
tudo esta sob falsos pilares, preciso substituí-los e isso nao
depende de mim nem de alguma coisa que eu já conheço.
Enquanto observo e espero,
me apoio nas palavras sussurradas e no teu sexo esperando sob
a luz rasa. As noites são melhores quendo tenho isso que tu
representa, mesmo que isso não seja tudo o que pode oferecer.
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Não acho mais bonito, sabe, capas cor-de-rosa
são cansativas demais. Não sei bem de onde surgiu
essa mancha.
quanto mais tempo tenho, menos coisas eu faço.
esses sorrisos espontâneos estão me confundindo,
nao tenho certeza e tenho medo de não ser o que espera.
quero voltar a ser quem não compra ameixas vermelhas.
tenho quase certeza de que não sou quem espera, como
naqueles jogos de labirintos: não nos achamos ou.., mas
ouvimos um ao outro. Preciso deitar nas almofadas e parar
de pensar em comprá-las: nao tenho mais dinheiro. posso
dormir o quanto quiser pois o dinheiro acabou. queria ter
certeza sobre teu rosto e teus pêlos, mas aquele vermelho
me ocupa inteiro;
preciso comprar todas antes que apodreçam,
preciso te conhecer antes que tudo isso passe e que eu
presenteie alguém - que não é você - com a ameixa mais
bonita,
porque entao já estarei indo embora,

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ócio, decisões, não ter alguém =

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Como assim? não entendo o que não fiz o dia todo.
Não fiz história,
não fiz comida,
não fiz sorrisos,

não fiz cigarros. Devia ter feito alguma coisa.
Devia ter feito ondas com os dedos naquele copo vazio,
devia ter feito uma música e me
preocupado com tudo o que vem acontecendo.
As vezes olho pela janela e só posso ver essa parede verde que

começa com tijolos descascados e cheios de limo. Como assim?
agora penso que devia ver mais, mas eu não posso enxergar.
Quero te dizer que cada vez mais eu me vejo menos.Sim,
me
vejo agora: estou deitado de lado na cama, fones de ouvido

jogando Pink Floyd em mim, pés estendidos e cruzados, alguns
livros abertos sobre os vários travesseiros mostram que começo
e tento me prender a eles, mas não percebo muita coisa. A luz
tornou-se amarela novamente,
posso me ajudar, posso observar tudo, mas só quero te dizer que
esse estilo de relaxar e ser tão sexual é mentira. Não acredito que

tudo vá dar certo e
se o que venho pensando se confundir com que venho sendo,

serei eternamente essa dúvida fingida que não sai do lugar!
Entendeu?

eu vejo tudo o que acontece. Vejo o que acontecerá e o que

pode acontecer.
um deles está distante demais - é assim que o sinto -

pode adivinhar qual é?
Não sei,
trouxeram-me restos de pipoca doce e tentei dar um

significado a isso. Preciso dar significado para adivinhar o
que acontecerá. Por um momento acho que posso escrever
alguma história, mas precisarei dar vida à personagens,

precisarei continuar aqui deitado e meus pés já
se cansam e essas mesmas músicas tocando sem parar

transbordando em mim. As vezes eu olho e planejo tudo
tão bem que um cigarro
parece o topo: eu posso tanto e
fico muito bem. Então chegam esses trinta dias, essa data

terrível, essa renúncia e essa
promessa de festas, sempre odiei tanto essas festas que

começo a planejar fugir delas,
e planejo demais,

planejo coisas que me deixam mais longe,
cada vez mais longe dessa distância de mim mesmo.
Eu diria que quero ir, sabe? Mas tem tudo isso que envolve
tudo isso sobre EU ir e daí, o que posso fazer? sei lá.

Não fazer nada e esperar que a 'the wall' acabe.
Devo continuar olhando essa parede de tinta barata
ou trocar de janela
-ir até o quarto ao lado -

ou mesmo pular por alguma delas?
quero alguém que deite aqui e me ajude a enxergar.

tenho estado sozinho demais pra
fechar esses livros, pra acaba-los e vestir minha calça.

A música acabou.
O vento esta
forte e frio

e eu
fecho a veneziana.
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Marco Antonio

domingo, 19 de outubro de 2008

myself

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- joana não tem bunda.
- pensa nas mulheres gordas que descem apoiadas no corrimão.
- ela acha que é a metade e tem certeza que é formada por um reflexo.

m.A.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

i say no.

vou embora dessa merda,
nao quero decidir nada,
nao quero falar com ninguém,
preciso beber e decidir,
decidir e depois beber arrependido. vou embora agora,
logo que puder, assim que tudo terminar e
nao existir mais nada em que eu acredite e ninguem que
realmente importe. vou dormir enquanto ainda não fui !

terça-feira, 14 de outubro de 2008

bad day.

houve uma renuncia, mas junto com esse dia, uma grande
aproximação. Lembro que os pés pareciam maiores e maiores, dando uma
sensação de que nao tinham função, enraizando toda a existencia e toda a ligaçao
que no momento eu sentia com aquela voz trêmula. Teus lábios tremiam, meu
corpo tambem tremia, mas não me denunciava como a tua voz fazia contigo.
depois de muito tempo a conversa, a cumplicidade e a vergonha era a mesma. A
vontade de juntar nossos corpos era maior, quase inevitável, mesmo não podendo
acontecer. Senti todos os gomos em minha mão. O sulco escorrendo por meus dedos
e descendo, escorrendo. Olhei e procurei maior e maior altivez em meu caminhar,
queria olhar e fazer com que aquele momento - feito do acaso - fosse o mais
ensaiado possível, para que fosse tudo que um reencontro merecia. Embora tenha
acabado, larguei uma centelha de continuidade em teu punho, a sofridao que tremia
em teus lábios me dizia como podia ocorrer o caminhar dessas promessas.
Senti os punhos em meu nariz: o mesmo cheiro de anos atrás. Senti o peso de um
ombro. A possibilidade não esta em minhas mãos e mesmo assim sorrio
pateticamente e espero ansiosamente que o telefone toque. Estou esperando agora,
estou invocando a presença que esperei todo esse tempo. Como num pulo, estou no ar
ainda esperando voltar ao chão, milésimos de segundos adiante. Talvez estar no ar
e a sensação de querer cair seja melhor que sentir o chão sob os pés, mas ambas
são boas sensações. Elas fazem com que me sinta vivo e saber que ainda faço
teus lábios tremerem, ah, isso domina meu corpo inteiro, me entrega numa renúncia
em que esqueço do resto e mergulho aqui, onde posso me esconder e experimentar o
que foi terminado pelo o tempo e trazido de volta por ele.
Marco Antonio