domingo, 5 de abril de 2009

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linhas paralelas no asfalto: de dor e esquecimento; 
de saudade e desconforto; de vacilos e abraços. 
você não conhece ninguém, não conhece nada. seus
hematomas parecem falsos e a voz faz deles o que
precisa pra escapar da dificuldade, tentar sempre 
manter tudo do modo que está: assim os amores 
também pouco te conhecem. 


a preocupação devia estar em outras coisas agora. 


é quase reflexivo, quase brega, quase altruísta. só
queria saber do meu nariz, da minha testa, do meu
ombro. não se tocar parecia essencial, tanto quanto 
ir embora, ir embora, aparecer em casa, sumir, não
ter acontecido, ir embora sem precisar passar por 
todo o longo caminha até meu quarto. engraçado, ler
suicídios era uma diversão e, de repente, tudo parece
se dissipar em momentos passados e ser menor do 
que o que envolve coisas que poderiam ter acontecido. 
não sei bem o que estou pensando agora, como 
percebo todas essas coisas; se estou me relacionando
o bastante com os fatos ou se deveria rodear o restante
ou. cansei. o coração não rasga, mas é estranho 
achar que tem alguma coisa sangrando por dentro 
- sem sentimentalismos - e a dor da buffy parece maior
que a minha, porque no fundo eu queria me chamar
de otario, porque além de tudo, quem mais, além de
mim, pode ter controle de onde estou e o que to fazendo?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

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todas as pessoas são dificeis pra caralho. algumas

tem uma dificuldade interessante, daquelas que dá 
vontade de instigar, de conhecer e descomplicar.
outras são tão sem graça queo existir, por si só, já 
chateia a sombra que ocupa. ultimamente só os tipos
blasé tem aparecido. "então, beberás para que tua 
consciência ache que está no lugar certo, com as 
pessoas certas, no tempo certo." não posso beber 
agora...então, dormirei para que minha consciência 
não esteja acordada, rs.        etcaetera. ecaetera. 

quarta-feira, 1 de abril de 2009

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''ai, que legal. ai, que bonito!'' haha. algumas coisas sempre 

mudam, acho bacana. de qualquer forma, umas coisas 
meio estranhas, mudanças de vontade de uma semana pra 
outra e tal, nem estou falando de mim, e isso me deixa meio. 

terça-feira, 31 de março de 2009

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as vezes precisamos aguentar reviver tudo para 

poder esquecer o que passou, o que magoou. 

nos dias em que tudo está fácil, é difícil lembrar.
estou cansado e só o que faço é lembrar. preciso 
dormir e tem todas essas coisas, e amanhã menos 
sozinho também e até medo de não querer isso e. 





porra, será que ninguém vai com a minha cara? 
já não tem mais graça. 

segunda-feira, 30 de março de 2009

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ninguém entende nada e sempre acham divertido fazer

joguinhos, como se eu estivesse caindo no papo. ah,sei
exatamente quem é, mas acabo me divertindo ao fingir
que estou acreditando, entende? não devia ser engraçado, 
mas não tinha mais o que fazer e. 


ninguém entende nada e sempre acham que qualquer pingo 
no braço é início de chuva. os sorrisos não são doces todos
os dias, não é possível carregar tanta transparência: não acho
que seja tão simples assim se relacionar. falam de outro alguém
como 'sim' ou 'não', como se realcionamento fosse acionado 
em um botão, sabe?  acho tão brega. gosto do complicado, do 
envolvimento, da tentativa, da dúvida, do risco e do prazer. 
-quer? 
-quero/ não quero
parece tão blasé, tão automático. e depois que criam vigas nas 
veias dos gêneros, acusam os outros de preconceituosos, sem 
perceber que não levam as coisas de modo natural. prefiro 
ficar dormindo sozinho a sentir obrigação de ter alguma merda 
com alguém; isso porque algumas pessoas idiotas me testam 
por medo de fazer perguntas ou aparecer. argh. dormi pouco e
hoje o dia não está. não estou. mánemfodendo saio de casa hoje. 

sábado, 28 de março de 2009

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quando não esperamos nada do próximo momento, 

ele pode ser tão agradável quanto eu visualizaria se 
tivesse esperado alguma coisa interessante dele. quero 
pedir que deixe-me ser, porque eu também cansei de 
pensar nisso até doer. e nunca estar tranquilo  decidiu 
minhas próprias confusões; até que, num sábado de 
sono e pouco dinheiro, sentei no sofá vermelho e voltei 
a escrever exatamente como antes, me doendo todo e 
esvaziando toda essa mesma dor. e tudo ficou tranquilo, 
não esperei nada do próximo segundo e vivi melhor 
esses que estão passando. 

sexta-feira, 27 de março de 2009

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porra, mês fóda, totalmente merda. quando eu vi já terminou.
e provavelmente logo o fim do ano está aí. rs.

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entendi agora. apesar de não ser engraçado, ri bastante
é um pouco ardido sentir isso, sabe, gargalhar sem sorrir
e ter que acordar cedo. ligo na hora certa, incrivel como
não posso designar indiferença se não conseguem me
diferenciar do restante, etc etc. alguns cumprimentam.
ando tão sem saco. ando tão sem tudo, tão com nada, enfim


hoje eu não quero ver pessoas, não vou sair de casa.
acho um pouco bom, CSS

quinta-feira, 26 de março de 2009

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quente. não: transformação. éé, transformando.

sentindo o vento quente como uma transformação.
emoldurando meu corpo que caminha frio e transformando
o que tem por dentro. queria entender isso só pra saber o
que fazer, mas é complicado demais. ao mesmo tempo que
tudo chama, eu não tenho mais vontade; ao mesmo tempo
que ouço direto isso direcionado pra mim, não quero mais
me envolver demais com esse tipo de situação. e nem quero
falar disso, quero dormir a tarde toda porque tudo esta
estranho. no fim do dia não lembro metade das decisões que
tomei, porque foi tudo impensado demais, automatico demais
e não gosto quando fica assim e daí começa essa baboseira de
transformação. religião é o fim. alguém coloca um pouco de
consciencia nisso. o tempo demora pra passar, mesmo quando
durmo e fiz alguma coisa diferente e acho que todo esse tempo
diferente me desestruturou demais e logo vai mudar de novo
e mais um bom tempo até conseguir assimilar a nova rotina,
etc. tudo um grande saco.

terça-feira, 24 de março de 2009

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né, acho um cú. começando a gostar de quarto,
casa e todos esses programas caseiros e blasés.


What comes is better that what came before

I found a reason, cat power

segunda-feira, 23 de março de 2009

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apesar de tudo parecer pesar, nada que acontece me
chateia a ponto de querer mudar as coisas, de acordar
determinado à vida ou chorar.
-você tem fome?
-pode ser.
não, não tenho, droga! tem tanta graça catar alguém pra
chegar em casa, vomitar e
lembrar que beijou desconhecidos (ou quase) ?
agora, mais patético que ter exteriorizado que sentia, é
perceber que realmente senti tudo aquilo. argh.
e eu não, tosco. tenho priorizado as coisas erradas
novamente. só percebo que são erradas quando já resultaram
em merda e é bem assim.
o ponto fica onde eu quiser.

quarta-feira, 18 de março de 2009

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, essas
coisas que antes mexiam comigo agora já nao mexem mais
etc etc etc. estando tanto tempo sozinho assim, percebo que
quanto mais próximo fico, também vou ficando sem saco pra
aguentar
, pra continuar, pra achar bacana novamente.
quem eu via não é como eu pensava. o que eu disse

não faz parte do que eu realmente sou e tudo soa tão falso que
não tenho vontade de continuar, apenas de ficar sentado e ler
o tal de 'menina má'.

terça-feira, 17 de março de 2009

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assim: ninguém fala com ninguém. porque
é muito mais fácil. talvez até um olhar pode entregar
alguma coisa, you know, entregar. de qualquer forma,
pareceu mais bacana, ar de centro, vento gelado, olhar
falando ao telefone - não com a mesma pessoa, etc. me
avisaram que voltei a ser abstrato, oks, não quero me
entregar, you know, por isso escrever de uma forma que
só eu compreenda frases como 'ninguém fala com ninguém':
sei de quem falo, visualizo a situação, escrevo essa coisa
e dou uma escoada no que não sai da minha cabeça.

segunda-feira, 16 de março de 2009

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acho uma merda. tempo não volta. é meio desesperador
pensar sobre isso nessas tardes sem razão. vontade de
abraçar, vontade de ter as mesmas coisas de antes,
de não pensar como agora, de não importar-se, de não
querer ser sempre. é ruim ver como algumas coisas
mudam e outras ficam no mesmo lugar, mas com
um cenário diferente, personagens novos e blasés.
talvez só queira assistir, só queira uma manhã sentado
num banco ao lado de alguém, e nós dois querendo dormir.
talvez só
não queira os últimos dois anos. tudo mudou nessa
bosta e não sinto satisfação alguma. não quero parar pra
conversar nao meio da rua ou saber que passa das onze. quero
ouvir black star com o mesmo sentimento. falar sobre o
teu cabelo e te ouvir reclamando da mesmas coisas que eu.
quero ir no show do radiohead. quero sair dessa insônia,
desse bater de pés, desse não ter inacabável.

domingo, 15 de março de 2009

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- sincronizado num contexto quimico/fisico/biologico, ele disse.

- nao posso saber como conduzir essa falta, eu respondi.
sei que já nao comprometo as mesmas coisas que antes,
em cada segundo o ponto muda de lugar, minhas escolhas
sao desenfreadas porque por mais contínuas que pareçam
essas relaçoes, nenhuma se efetiva em espécie. não depende
de equilibrio algum. é inegavel essa condição, como se nao
houvesse espaço; e não reservo espaço: nao sei se realmente
o tenho, nao sei se realmente quero ter um. mesmo sem
precisar planejar o sono e o cansaço, percebo que venho
voltando agora às agonias que pensei ter esquecido. nao quero
prioridades, talvez só queira instalar alguma coisa logo adiante.
ninguém me conta algo sério: sou a noite de sexta, a tarde
de sábado. não me preocupo com o tempo, só com os reais e
difusos valores. qual é, eles nem existem: sem remodular
essas coisas: sem recondicionamento: sem comportamento:
já nao falamos em personalidade. quero agora saber o que
quero, sem pensar em todos nós , sem responder questão alguma.



Shine, shine, shine on/ yes/ wont you shine, shine on

shine on, The Kooks

sexta-feira, 13 de março de 2009

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quando quando quando quando quando

as coisas se aproximam devemos recuar,
segundo os sábios conselhos dela. então
sem saber se estou próximo ou não, como
fico? as vezes euforia com vontade de sim.
as vezes sem enxergar razão em nada
disso nem daquilo. parece mais chato quando
realmente acontecem: precisa sustentar
toda a situação, é cansativo; sem explicação.

quarta-feira, 11 de março de 2009

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ode aos cinco fumantes.


vejo vocês: 2+2=5; *sem pensar em músicas.
e foram meses sem poder ser tão despreocupado,
foi difícil, estranho, mas foi renovador. sono e um
susto do caramba. sei tomar o lugar e observá-los
pra confirmar que muitas coisas já passaram.
parecem ser o mesmo ou quase iguais com gestos
repetidos, semblantes diferentes de lugar onde
esqueceram de sentimentalizar as expressões. meu
segundo cigarro pra não precisar sair daqui, não
precisar passar e fingir que não lembro. assim,
parado, olhando, fumando o segundo cigarro seguido,
sem gosto: só pra não levantar; só pra não passar.

e agora sou eu.
e percebi que minhas idéias eram muito
diferentes do que realmente alguém pode ser.
'por aí'... que lembra cazuza.

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não temos mais o que dizer e, de certa forma, isso me
deixa melhor do que antes. não precisar procurar alguém
no meio dos outros e do meu dia. não precisar deixar de
dormir pra pensar se ainda pensa em mim. ruim não
poder ter o novo 'completamente', mas ainda é bom por
ser alguma coisa. nada de face to face, por enquanto.
quero te ver logo, logo, logo e quero aprender a não
repetir perguntas.

domingo, 8 de março de 2009

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- não sei o que estou dizendo
- nem eu
- quer fumar o último dos moicanos?
- pode ser. eu to tão... sabe, com medo disso tudo
- bem sei, quando me querem.. você sabe
- também desisto, é uma droga
- não quero criar expectativas
- nem eu, é uma droga
- sabe, sei lá
- quer esquecer até irmos embora?
- pode ser, você sabe, só quero esquecer um pouco.
- andei chorando
- bem sei, percebi no telefone
- então, vamos esquecer?
- sim, esquecido! eu nem sei o que estou dizendo
nem
sei quem estou esperando
- nem eu

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muita coisa desperdiçada, mas tudo no lugar.

frio e coca-cola, nada diferente nem atenção.

não quero saber das coisas dela nem quero
tentar me esforçar pra demonstrar interesse.
ela dorme e eu aqui tentando, balançando o pé.