domingo, 19 de abril de 2009

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esse é o tempo em que encontro tempo pra entender; 

tempo pra fazer o que você me ensinou. sabe, eu ficava
 imaginando e tentando superar o outro, mas nada parecia
resolver o problema; e peguei tuas mãos, ri das tuas 
caretas e, mesmo que seja recente, percebo que o 'nós'
não se resume à uma noite ou pequenos cumprimentos
no intervalo (como com o outro). tento deixar os olhos
fechados, não pensar em outras coisas, e percebo que tem 
sido bom, e isso importa mais  que entender meu próprio
tempo, já que esticar lençóis quentes é melhor que escrever 
diários pouco originais. o dia em que eu entregar, a paz 
vai acabar. 

terça-feira, 14 de abril de 2009

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esse é o tempo em que encontro nada, sinal algum: 
só o corpo e um pouco de alma. sinto essa coisa 
que não posso definir; uma coisa que vem com torradas,  
salas brancas e um suor diferente do anterior. posso 
dizer posso dizer que saí de lá por alguns instantes -  fui 
até a cama e desejei dormir-esquecer-fingir - mas parecia 
não ser possível me privar de um momento bom e 
voltei, voltei com força num cigarro, nas tuas 
mãos, no teu cheiro de roupa lavada, no teu sabor
sempre inesperado. essas são as coisas que hoje não 
quero nomear e que tento não pensar, não planejar, porque
você tem sido a melhor coisa dos meus dias. das noites. 
das conversas. das atenções. do que desconheço. 



domingo, 12 de abril de 2009

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e precisamos de uma definição. tenho que rir, tenho 

que escrever, mas parece que isso muda o rumo das
coisas. como uma punição por rir ou por colocar no 
papel o que sente sobre a situação. uma merda. não 
dirijo carro algum, mas é o que a música diz e é na
situação que me senti seguro. não sei definir o essa
segurança, nem detalhar a sensação. alguém perguntou
alguma coisa, só não queria estar no mesmo lugar 
de quem quer me conhecer e acho que essa preciptação
que me confunde as vezes, mas é assim e tento não 
acreditar logo de inicio, mesmo que não o sinta assim. 

quinta-feira, 9 de abril de 2009

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sim, as vezes fica a incerteza da coisa, da 

riqueza ou do que parece ser verdade. é possível
responsabilizar o cara por não ter tomado 
noção dos outros que amaciava;  geralmente 
o momento é estranho, a indecisão é grande e 
fatos combinados anteriormente são, por regra, 
impossíveis de desmanchar. fica a impressão, o 
pouco que não escorreu, o pouco que se detalhou, 
o fundo de impaciência que levou à imersão no 
próximo e distante caminho pra casa.  e agora 
que moramos mais perto, 
as coisas me confundem e  duvido mais do que 
podemos não ter mais de agora em diante. 

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i don't wanna be your friend, i just wanna be. 



querendo que meus mínimos possam ser mais verdadeiros, 
covardes e despreocupados. 

quarta-feira, 8 de abril de 2009

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bá, que merda grande. vi: viram. finjo que não vi:

mostram o que viram. vou test ando t estando como
eles pode me ver depois desse tempo testando o que
eu significava pra nós. eles, nada.  

agora é assim: saio, encontro, não serve, reconheço, não levo; 
cheguei, voltei, fui, entrei, desci, sentei, acendi, olhei, reconheci, 
fumei, olhei, reconheci, ri da gaga, virei, olhei, terminei de fumar, 
vi saindo, imaginei coisas. imaginei coisas. imaginei coisas. 
fui repreendido por rir da gaguinha. imaginei coisas. 


arrisquei, fui respondido, humor, haha, hehe, huhu, 
não achei graça, mas satisfez.não dei tchau, ganhei
muitos L's, fiquei feliz, tosse parou, vou dormir. amanhã 
essa porra tem que sumir. 

domingo, 5 de abril de 2009

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linhas paralelas no asfalto: de dor e esquecimento; 
de saudade e desconforto; de vacilos e abraços. 
você não conhece ninguém, não conhece nada. seus
hematomas parecem falsos e a voz faz deles o que
precisa pra escapar da dificuldade, tentar sempre 
manter tudo do modo que está: assim os amores 
também pouco te conhecem. 


a preocupação devia estar em outras coisas agora. 


é quase reflexivo, quase brega, quase altruísta. só
queria saber do meu nariz, da minha testa, do meu
ombro. não se tocar parecia essencial, tanto quanto 
ir embora, ir embora, aparecer em casa, sumir, não
ter acontecido, ir embora sem precisar passar por 
todo o longo caminha até meu quarto. engraçado, ler
suicídios era uma diversão e, de repente, tudo parece
se dissipar em momentos passados e ser menor do 
que o que envolve coisas que poderiam ter acontecido. 
não sei bem o que estou pensando agora, como 
percebo todas essas coisas; se estou me relacionando
o bastante com os fatos ou se deveria rodear o restante
ou. cansei. o coração não rasga, mas é estranho 
achar que tem alguma coisa sangrando por dentro 
- sem sentimentalismos - e a dor da buffy parece maior
que a minha, porque no fundo eu queria me chamar
de otario, porque além de tudo, quem mais, além de
mim, pode ter controle de onde estou e o que to fazendo?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

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todas as pessoas são dificeis pra caralho. algumas

tem uma dificuldade interessante, daquelas que dá 
vontade de instigar, de conhecer e descomplicar.
outras são tão sem graça queo existir, por si só, já 
chateia a sombra que ocupa. ultimamente só os tipos
blasé tem aparecido. "então, beberás para que tua 
consciência ache que está no lugar certo, com as 
pessoas certas, no tempo certo." não posso beber 
agora...então, dormirei para que minha consciência 
não esteja acordada, rs.        etcaetera. ecaetera. 

quarta-feira, 1 de abril de 2009

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''ai, que legal. ai, que bonito!'' haha. algumas coisas sempre 

mudam, acho bacana. de qualquer forma, umas coisas 
meio estranhas, mudanças de vontade de uma semana pra 
outra e tal, nem estou falando de mim, e isso me deixa meio. 

terça-feira, 31 de março de 2009

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as vezes precisamos aguentar reviver tudo para 

poder esquecer o que passou, o que magoou. 

nos dias em que tudo está fácil, é difícil lembrar.
estou cansado e só o que faço é lembrar. preciso 
dormir e tem todas essas coisas, e amanhã menos 
sozinho também e até medo de não querer isso e. 





porra, será que ninguém vai com a minha cara? 
já não tem mais graça. 

segunda-feira, 30 de março de 2009

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ninguém entende nada e sempre acham divertido fazer

joguinhos, como se eu estivesse caindo no papo. ah,sei
exatamente quem é, mas acabo me divertindo ao fingir
que estou acreditando, entende? não devia ser engraçado, 
mas não tinha mais o que fazer e. 


ninguém entende nada e sempre acham que qualquer pingo 
no braço é início de chuva. os sorrisos não são doces todos
os dias, não é possível carregar tanta transparência: não acho
que seja tão simples assim se relacionar. falam de outro alguém
como 'sim' ou 'não', como se realcionamento fosse acionado 
em um botão, sabe?  acho tão brega. gosto do complicado, do 
envolvimento, da tentativa, da dúvida, do risco e do prazer. 
-quer? 
-quero/ não quero
parece tão blasé, tão automático. e depois que criam vigas nas 
veias dos gêneros, acusam os outros de preconceituosos, sem 
perceber que não levam as coisas de modo natural. prefiro 
ficar dormindo sozinho a sentir obrigação de ter alguma merda 
com alguém; isso porque algumas pessoas idiotas me testam 
por medo de fazer perguntas ou aparecer. argh. dormi pouco e
hoje o dia não está. não estou. mánemfodendo saio de casa hoje. 

sábado, 28 de março de 2009

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quando não esperamos nada do próximo momento, 

ele pode ser tão agradável quanto eu visualizaria se 
tivesse esperado alguma coisa interessante dele. quero 
pedir que deixe-me ser, porque eu também cansei de 
pensar nisso até doer. e nunca estar tranquilo  decidiu 
minhas próprias confusões; até que, num sábado de 
sono e pouco dinheiro, sentei no sofá vermelho e voltei 
a escrever exatamente como antes, me doendo todo e 
esvaziando toda essa mesma dor. e tudo ficou tranquilo, 
não esperei nada do próximo segundo e vivi melhor 
esses que estão passando. 

sexta-feira, 27 de março de 2009

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porra, mês fóda, totalmente merda. quando eu vi já terminou.
e provavelmente logo o fim do ano está aí. rs.

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entendi agora. apesar de não ser engraçado, ri bastante
é um pouco ardido sentir isso, sabe, gargalhar sem sorrir
e ter que acordar cedo. ligo na hora certa, incrivel como
não posso designar indiferença se não conseguem me
diferenciar do restante, etc etc. alguns cumprimentam.
ando tão sem saco. ando tão sem tudo, tão com nada, enfim


hoje eu não quero ver pessoas, não vou sair de casa.
acho um pouco bom, CSS

quinta-feira, 26 de março de 2009

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quente. não: transformação. éé, transformando.

sentindo o vento quente como uma transformação.
emoldurando meu corpo que caminha frio e transformando
o que tem por dentro. queria entender isso só pra saber o
que fazer, mas é complicado demais. ao mesmo tempo que
tudo chama, eu não tenho mais vontade; ao mesmo tempo
que ouço direto isso direcionado pra mim, não quero mais
me envolver demais com esse tipo de situação. e nem quero
falar disso, quero dormir a tarde toda porque tudo esta
estranho. no fim do dia não lembro metade das decisões que
tomei, porque foi tudo impensado demais, automatico demais
e não gosto quando fica assim e daí começa essa baboseira de
transformação. religião é o fim. alguém coloca um pouco de
consciencia nisso. o tempo demora pra passar, mesmo quando
durmo e fiz alguma coisa diferente e acho que todo esse tempo
diferente me desestruturou demais e logo vai mudar de novo
e mais um bom tempo até conseguir assimilar a nova rotina,
etc. tudo um grande saco.

terça-feira, 24 de março de 2009

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né, acho um cú. começando a gostar de quarto,
casa e todos esses programas caseiros e blasés.


What comes is better that what came before

I found a reason, cat power

segunda-feira, 23 de março de 2009

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apesar de tudo parecer pesar, nada que acontece me
chateia a ponto de querer mudar as coisas, de acordar
determinado à vida ou chorar.
-você tem fome?
-pode ser.
não, não tenho, droga! tem tanta graça catar alguém pra
chegar em casa, vomitar e
lembrar que beijou desconhecidos (ou quase) ?
agora, mais patético que ter exteriorizado que sentia, é
perceber que realmente senti tudo aquilo. argh.
e eu não, tosco. tenho priorizado as coisas erradas
novamente. só percebo que são erradas quando já resultaram
em merda e é bem assim.
o ponto fica onde eu quiser.

quarta-feira, 18 de março de 2009

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, essas
coisas que antes mexiam comigo agora já nao mexem mais
etc etc etc. estando tanto tempo sozinho assim, percebo que
quanto mais próximo fico, também vou ficando sem saco pra
aguentar
, pra continuar, pra achar bacana novamente.
quem eu via não é como eu pensava. o que eu disse

não faz parte do que eu realmente sou e tudo soa tão falso que
não tenho vontade de continuar, apenas de ficar sentado e ler
o tal de 'menina má'.

terça-feira, 17 de março de 2009

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assim: ninguém fala com ninguém. porque
é muito mais fácil. talvez até um olhar pode entregar
alguma coisa, you know, entregar. de qualquer forma,
pareceu mais bacana, ar de centro, vento gelado, olhar
falando ao telefone - não com a mesma pessoa, etc. me
avisaram que voltei a ser abstrato, oks, não quero me
entregar, you know, por isso escrever de uma forma que
só eu compreenda frases como 'ninguém fala com ninguém':
sei de quem falo, visualizo a situação, escrevo essa coisa
e dou uma escoada no que não sai da minha cabeça.

segunda-feira, 16 de março de 2009

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acho uma merda. tempo não volta. é meio desesperador
pensar sobre isso nessas tardes sem razão. vontade de
abraçar, vontade de ter as mesmas coisas de antes,
de não pensar como agora, de não importar-se, de não
querer ser sempre. é ruim ver como algumas coisas
mudam e outras ficam no mesmo lugar, mas com
um cenário diferente, personagens novos e blasés.
talvez só queira assistir, só queira uma manhã sentado
num banco ao lado de alguém, e nós dois querendo dormir.
talvez só
não queira os últimos dois anos. tudo mudou nessa
bosta e não sinto satisfação alguma. não quero parar pra
conversar nao meio da rua ou saber que passa das onze. quero
ouvir black star com o mesmo sentimento. falar sobre o
teu cabelo e te ouvir reclamando da mesmas coisas que eu.
quero ir no show do radiohead. quero sair dessa insônia,
desse bater de pés, desse não ter inacabável.