quarta-feira, 3 de junho de 2009

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retratando o posto anterior: as coisas voltam, as coisas voltaram.
não vou retirar as coisas, mas é como se nada tivesse
acontecido e, apesar de saber que isso vai contra a
forma que geralmente me comporto, aceito tudo de novo.
alguma coisa está acontecendo, oi. desde quando todo esse
sentimentalismo? ããi. 3 da tarde, 9ºC e todas essas listas
enquanto meus dedos congelam. todas essas notas e esperanças,
muitas opçoes em minha frente, alinhadas, um frenesi do caramba.
sabe, ansiosidade e todas essas coisas porque ali está tudo o que
pode ser feito e ao mesmo tempo tudo que não querem que eu faça.
ããi, de novo. tentando parar de reclamar e beber menos café.

domingo, 31 de maio de 2009

it's over, so over

não vou roubar culpa nenhuma, não vou falar 'é complicado',
não vou mais chegar em casa de madrugada e escrever
enquanto tua bebida não me deixa dormir. foi tão. eu me
senti tão. estranho, como essas coisas e pessoas sem
importância alguma podem te magoar quando a noite está
muito fria, quando a música é alta demais e, principalmente,
quando essa pessoa faz questão de fazer alguma coisa.
você sabe, de propósito. geralmente sei o que fazer: saio em
silêncio como quem deixa um recado óbvio, como Meredith
Grey falando " it's over, so over ". essas situações têm sido
tão periódicas que já não consigo ir por mim mesmo.
Pessoas são tão estranhas que podem te abraçar, dizer
que gostam de você, questionar seus sentimentos e, no
trajeto de você ir até o bar comprar uma água e voltar
dez minutos depois, essa mesma pessoa está beijando outro
alguém. coisas da vida moderna. não é complicado,
culpa moderna que não vai retroceder e que não vou
participar ou roubar pra mim.

'so so so over,' seu imbecil de dois meses.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

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pedindo músicas pra tentar não pensar.

esse tempo não volta como novas escolhas,ele fica pra trás,

como vozes invadindo suas mãos até o cérebro.as vezes os

sonhos são como pagamentos e hoje dormi muito mais do que

podia, tenho sempre dormido mais.e onde andará aquele

manual prático que me ajudava a não afundar?

caindo caindo caindo sem ver nenhum pedaço, não vejo essas

partesque caem e por isso não percebo o quanto estou afogado.

uma vez era dinheiro e agora é só questão de espaço ou de tempo.

as vezes é vergonhoso ver o que fiz pra chegar, sinto que o

caminho foi mais vivo do que essa conquista: tenho ela nas mãos e

não sei o que fazer. extasiado por tê-la, não consigo aproveitar nada

disso. são tardes muito longas - e agora muito frias – e não posso

correr pra passar ou esquecer. posso, mas enxergo coisas que depois

pensarei que estão erradas. algumas pessoas fazem falta quando as

novas estão longe, me ache novamente: só quero ter meu tempo de volta.

só quero uma tarde com sentido, pra enxergar minha própria direção.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

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Vou começar, juro que vou começar. Antes de dormir planejo
todo o meu 'amanhã'. Vou estar disposto, vou sorrir, vou voltar
a ler sem parar, vou estudar, vou parar de escutar o último do
Beck, vou parar de comer açucar, vou limpar esse teclado imundo,
vou voltar a escrever, vou me decidir com quem ficar, vou voltar
a ir na academia, não vou dormir a tarde toda, vou me organizar.
Vou começar, juro que vou começar.

Então o despertador toca: primeiro acho que estou sonhando
- sempre acho que estou sonhando com celulares e relógios,
se é que se pensa enquanto sonha e quase acorda - continua
tocando e eu tenho que acordar. Bocejo bem alto, o que faz minha
mãe bater na porta. Hoje vai ser o dia em que vou começar, penso,
hoje vou seguir tudo que planejei, hoje vou estar bem. Levanto e
sinto minhas pernas, a luz amarela, todas essas coisas que lembram
que nada acontece como realmente pensamos que iremos sentir. Eu
quero me sentir bem, mas tem sido tão dificil. Eu quero começar, mas
já não sei como se faz, tenho a sensação de que vai continuar assim
dia após dia e o medo de que eu perceba que o ano acabou trava
minhas pernas, atinge minhas costas; tenho essas dores ridiculas e
essa sensaçãode que nada mais tem graça. Ficar em casa é ruim, sair
é pior ainda. Espero não dormir essa tarde,
conseguir isso seria um bom começo.

sábado, 9 de maio de 2009

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a izzie andava me irritando, mas poxa, ela
nem pode morrer. e se ela ficar bem,
talvez resolva fazer alguma cirurgia, fazer
alguma coisa que não ser irritante, hein;

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solidão é pura pressão, uma merda, piração;
meus olhos ficam cansados, tenho vontade de
estar contigo, quando nos encontramos tenho
vontade de ir pra casa, quando chego em casa
tenho raiva porque voltei. etc. tenho colecionado
bilhetes e números de telefone, quando isso começa
a parar? sinto sede de coisas ásperas, fome de
coisas fáceis, vontade de coisas úmidas; deseducando
o que consegui nos últimos meses, vou desistindo
das poucas coisas que comecei a construir. sabe,
parece que tudo vai caindo, ou sendo menos dramático:
tudo meio sem graça depois de ter conseguido, que
me vejo calmo, calmo demais, calmo como não sabia
que podia ser. isso é bom, se alguns momentos de
confusão não invadissem essa calmaria blasé.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

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de não saber sobre o futuro. de amor. de propriedade.
de alma. de si mesmo. o tempo não parou de correr, mas
agora corre leve, folgado e sem objetivo. caminho rápido
pra chegar onde não quero; passo a noite esperando pra
encontrar alguém que não gosto; respiro o dia todo por
uma vida que devia ser.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

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Alguns dias estavam estranhos, diferentes. Tudo caminhava doloroso, queimando a pele como úlceras, dormindo o dia inteiro. e sabia que estavam diferentes, estranhos. Antes, apesar de querer dormir, não dormia. apesar de doer, a dor não crescia queimando e se multiplicando pelo o corpo. 

sábado, 2 de maio de 2009

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eu entendo esse tipo de recado,  não repita. 

estou com febre, dor e sem saco, nao repita.

domingo, 26 de abril de 2009

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é um modo diferente de estar: passar pelo lado das coisas. 

dizer que é errado; olhar pra trás e querer tanto que
tudo volte; olhar pra trás e achar tão ridículo; olhar 
pro presente e achar que tudo está tão bom; olhar pro 
presente e achar que tudo está tão errado; 

quero tanto ser eu mesmo, quero tanto aquela vida,
mas estou sempre passando do lado dela, observando as 
imagens, analisando as cenas e esquecendo de participar. 

sexta-feira, 24 de abril de 2009

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8 horas estudando direito financeiro e tributário=


17 bombons,
5 xícaras de café,
2 pacotes de amendiom japonês,
14 cigarros,
2 pacotes de pipoca doce,
um saco muito grande.



i could sleep forever.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

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tua recusa foi tão, tão imbecil. cara, imbecil! eu 

olho pra ela e sei que ela sabe e, depois de correr
duas vezes o mesmo caminho pra pegar um livro 
que não chega nunca, enfio uma faca no meio da 
tua ferida, aquela ferida que tu me contou e... 
recusa idiota. isso faz meu dia melhor, caminho 
mais rápido e não sinto aquele frio que poderíamos

domingo, 19 de abril de 2009

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esse é o tempo em que encontro tempo pra entender; 

tempo pra fazer o que você me ensinou. sabe, eu ficava
 imaginando e tentando superar o outro, mas nada parecia
resolver o problema; e peguei tuas mãos, ri das tuas 
caretas e, mesmo que seja recente, percebo que o 'nós'
não se resume à uma noite ou pequenos cumprimentos
no intervalo (como com o outro). tento deixar os olhos
fechados, não pensar em outras coisas, e percebo que tem 
sido bom, e isso importa mais  que entender meu próprio
tempo, já que esticar lençóis quentes é melhor que escrever 
diários pouco originais. o dia em que eu entregar, a paz 
vai acabar. 

terça-feira, 14 de abril de 2009

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esse é o tempo em que encontro nada, sinal algum: 
só o corpo e um pouco de alma. sinto essa coisa 
que não posso definir; uma coisa que vem com torradas,  
salas brancas e um suor diferente do anterior. posso 
dizer posso dizer que saí de lá por alguns instantes -  fui 
até a cama e desejei dormir-esquecer-fingir - mas parecia 
não ser possível me privar de um momento bom e 
voltei, voltei com força num cigarro, nas tuas 
mãos, no teu cheiro de roupa lavada, no teu sabor
sempre inesperado. essas são as coisas que hoje não 
quero nomear e que tento não pensar, não planejar, porque
você tem sido a melhor coisa dos meus dias. das noites. 
das conversas. das atenções. do que desconheço. 



domingo, 12 de abril de 2009

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e precisamos de uma definição. tenho que rir, tenho 

que escrever, mas parece que isso muda o rumo das
coisas. como uma punição por rir ou por colocar no 
papel o que sente sobre a situação. uma merda. não 
dirijo carro algum, mas é o que a música diz e é na
situação que me senti seguro. não sei definir o essa
segurança, nem detalhar a sensação. alguém perguntou
alguma coisa, só não queria estar no mesmo lugar 
de quem quer me conhecer e acho que essa preciptação
que me confunde as vezes, mas é assim e tento não 
acreditar logo de inicio, mesmo que não o sinta assim. 

quinta-feira, 9 de abril de 2009

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sim, as vezes fica a incerteza da coisa, da 

riqueza ou do que parece ser verdade. é possível
responsabilizar o cara por não ter tomado 
noção dos outros que amaciava;  geralmente 
o momento é estranho, a indecisão é grande e 
fatos combinados anteriormente são, por regra, 
impossíveis de desmanchar. fica a impressão, o 
pouco que não escorreu, o pouco que se detalhou, 
o fundo de impaciência que levou à imersão no 
próximo e distante caminho pra casa.  e agora 
que moramos mais perto, 
as coisas me confundem e  duvido mais do que 
podemos não ter mais de agora em diante. 

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i don't wanna be your friend, i just wanna be. 



querendo que meus mínimos possam ser mais verdadeiros, 
covardes e despreocupados. 

quarta-feira, 8 de abril de 2009

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bá, que merda grande. vi: viram. finjo que não vi:

mostram o que viram. vou test ando t estando como
eles pode me ver depois desse tempo testando o que
eu significava pra nós. eles, nada.  

agora é assim: saio, encontro, não serve, reconheço, não levo; 
cheguei, voltei, fui, entrei, desci, sentei, acendi, olhei, reconheci, 
fumei, olhei, reconheci, ri da gaga, virei, olhei, terminei de fumar, 
vi saindo, imaginei coisas. imaginei coisas. imaginei coisas. 
fui repreendido por rir da gaguinha. imaginei coisas. 


arrisquei, fui respondido, humor, haha, hehe, huhu, 
não achei graça, mas satisfez.não dei tchau, ganhei
muitos L's, fiquei feliz, tosse parou, vou dormir. amanhã 
essa porra tem que sumir. 

domingo, 5 de abril de 2009

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linhas paralelas no asfalto: de dor e esquecimento; 
de saudade e desconforto; de vacilos e abraços. 
você não conhece ninguém, não conhece nada. seus
hematomas parecem falsos e a voz faz deles o que
precisa pra escapar da dificuldade, tentar sempre 
manter tudo do modo que está: assim os amores 
também pouco te conhecem. 


a preocupação devia estar em outras coisas agora. 


é quase reflexivo, quase brega, quase altruísta. só
queria saber do meu nariz, da minha testa, do meu
ombro. não se tocar parecia essencial, tanto quanto 
ir embora, ir embora, aparecer em casa, sumir, não
ter acontecido, ir embora sem precisar passar por 
todo o longo caminha até meu quarto. engraçado, ler
suicídios era uma diversão e, de repente, tudo parece
se dissipar em momentos passados e ser menor do 
que o que envolve coisas que poderiam ter acontecido. 
não sei bem o que estou pensando agora, como 
percebo todas essas coisas; se estou me relacionando
o bastante com os fatos ou se deveria rodear o restante
ou. cansei. o coração não rasga, mas é estranho 
achar que tem alguma coisa sangrando por dentro 
- sem sentimentalismos - e a dor da buffy parece maior
que a minha, porque no fundo eu queria me chamar
de otario, porque além de tudo, quem mais, além de
mim, pode ter controle de onde estou e o que to fazendo?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

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todas as pessoas são dificeis pra caralho. algumas

tem uma dificuldade interessante, daquelas que dá 
vontade de instigar, de conhecer e descomplicar.
outras são tão sem graça queo existir, por si só, já 
chateia a sombra que ocupa. ultimamente só os tipos
blasé tem aparecido. "então, beberás para que tua 
consciência ache que está no lugar certo, com as 
pessoas certas, no tempo certo." não posso beber 
agora...então, dormirei para que minha consciência 
não esteja acordada, rs.        etcaetera. ecaetera.