voltei a visualizar demais e logo vem a sensação de branco. eu queria tanto, mas agora percebo que não paro de fugir do vazio. seja enxergando coisas em alguém ou planejando coisas futuras que não terei coragem de fazer.basta aceitar a situação, nem parece tão difícil assim, só falta conseguir.
a gente passa por tantas situações que chega o momento em que aprendemos a conviver com os finais. mas levar os finais numa boa, acaba interferindo nos inicios e nos meios e nos processos do término. nos acostumamos a não sofrer por alguém que é apenas mais um alguém, dos tantos que provavelmente aparecerão. não que soframos menos a cada alguém, e também não nos curamos com mais rapidez, apenas aceitamos de forma menos revoltosa. até que passa. as vezes demora, as vezes isso requer cigarros demais, garrafas vazias proporcionais ao quanto se chorou, mas passa. e fica aquela sensação de que não saberemos lidar novamente com qualquer novo alguém: e saímos felizes por não querer mais e já ter desenvolvido o desapego. aham, desapegado. de quem mesmo? pois é, esquecemos do fato de que ainda existem muitas outras pessoas e que alguma delas vai ser teu próximo alguém e você vai querer saber tudo tudo porque vocês gostam das mesmas coisas e os lábios são macios e apertar é melhor do que ser só conhecido do alguém. mas é tudo tão novo, e você lembra que antes o anterior era novo também, se estendeu por meses e acabou doendo e demorando pra cicatrizar. quanto tempo precisamos estar com alguém pra achar tão legal a ponto de querer que tudo dê certo dessa vez? pois é, não existe tempo certo. daí dá medo. não pode acontecer tão rápido, não posso querer me mostrar tão rápido, enviar músicas e compartilhar gostos sem saber que a pessoa realmente quer receber. parei. só quero, mas vou esperar quererem também. comecei do ponto firme que foi a conversa e terminei falando do ponto incerto em que me encontro cheio de vontades de alguém, já que até agora não tinha encontrado alguém com quem tanta coisa fechasse. pode ser pegadinha do malandro, fiquem ligadinhos.
temos uma pequena (ok, enorme) capacidade de sentir prazer em ficarmos sozinhos; não por um momento ou uma hora ou por um dia, sozinhos como situação. quando decidimos nossa situação, enquanto estamos comparando os beneficios e merdas que envolvem tudo, não podemos prever o tamanho da dor que virá. ela é meio silenciosa no inicio, lá quando ainda nçai caiu a ficha, quanto nada começou a fazer sentido e tomamos rumos diferentes pra não precisar ficar topando por aí. ninguém sente nada ou é simples e mais facil evitar o sentimento porque não estamos vendo aquilo que antes estava ali e que agora já faz falta e constrói o vazio.
Quando estamos diante de uma possibilidade de relacionamento começamos a nos questionar se é a pessoa certa ou não. Começamos a pensar nas afinidades, nas diferenças, no que o outro tem a oferecer o no que temos a oferecer para o outro. As vezes não pensamos em nada, em nenhuma consequencia, em futuro algum porque, porra, sentir-se bem na presença do outro ultrapassa todos os raciocínios e vida e futuro e presente são feitos de agora, de ser, de estar e não de respostas e exposições sobre gostos, músicas preferidas e perspectivas de vida. Nesta mistura de estar e querer conhecer, os dois ficam cada vez mais próximos. Próximos dos problemas, da rotina, dos sorrisos gratuitos, das respostas insipidas, da vontade de beber, da vontade de dormir e da vontade de se ter. As vezes o cálculo racional de escolher não funciona, e a escolha afetiva acontece sozinha, sem que possamos comandar. Algumas pessoas, apesar de se entregaremà suas escolhas afetivas, continuam dando murros em blocos de concreto, querendo muito mais do que sentir-se bem, precisam saber para onde estão indo; é inseguro, perigoso ou doloroso estar numa relação que é open season com nenhuma previsão de novas temporadas. a idade já se torna desnecessária, ninguém muda pra parecer mais livre, ninguém começa a beber por ter cansado de ser certinho, nem para de beber por ter cansado de ser ele mesmo. Nas expectativas amorosas, ou nos falta amor e somos desprezados, ou temos amor demais e somos sufocados. Inventamos inúmeras situações que nos irritem pra terminar com os motivos de gostar do outro; nos agarramos em ilusões, em avatares, em relações que gostaríamos de ter, e assim, achamos que o outro já não é tão certo. O raciocinio parece estar tão aguçado, mas na verdade nunca falhou tanto. Tentamos fingir que o lado afetivo está limpo, claro e vazio como antes da pessoa ter aparecido, afinal, foi tudo errado, certo?
Ninguém mais está satisfeito: reclamam por terem sido desprezados; abandonam o barco por terem medo de que afunde mais uma vez, tomando um controle ilusório do próprio rumo. São os mesmos que medem as pessoas por imagem, aparência, por aquilo que podem ganhar com elas, com o que os outros irão pensar se estiverem com elas, com o que poderá fazer com elas, quase criando um script perfeito pra uma relação que mal começou. Com certeza, todos estão cheios de medo de gostar do outro. de gostar demais. de gostar e não ser correspondido. de gostar e ser otário. Mas o medo fundamental é o do simples gostar. Não se pode gostar sem receber alguma coisa, não se podegostar se não tiver controle de toda a relação. controle não é saber lidar. e saber lidar não é gostar do outro com sinceridade. O gostar, que aqui usei para não precisar escrever amor e não parecer tão profundo (dramático?), talvez exija alguém que tenha coragem suficiente para seguir gostando sem ter medo de que o outro não goste. alguém caminhe pelo desconhecido da mesma forma que comanda seus próprios desejos. Alguém que saiba gostar depois de perder, já que as relações se renovam a todo momento, mas as pessoas não se vão, a essência não é passageira: continuarão sendo as mesmas que nos faziam bem antes, mas sem as amarguras de querer ser apenas um. Alguém que suporte a angústia de não se deixar enquadrar em nenhum lugar imaginário, e que assim permita a quem está ao seu lado a possibilidade apenas viver aquele momento, sem nada mais esperar. Nunca estive tão reflexivo (estive?) como nos últimos dias. Está tudo em branco e nem sei como preencher ou me comportar. É certo sim. Não sei mais falar quando tenho vontade, deixo as pessoas falarem assim na minha frente e eu só espero que tudo termine. que o dia termine, que eu possa emborae que eu consiga limpar todo esse pó que se formou sem razão, tentando resgatar desenhos, tentando descobrir até onde pude ser vazio e até onde conseguirei entender certas atitudes.
but that joke isn't funny anymore /it's too close to home
and it's too near the bone/ more than you'll ever know. The Smiths, That joke isn't funny anymore
e quando, sem percerber, estava me esvaziando de ti, vem você pra me oferecer mais. pra me lembrar das tardes inteiras ouvindo Lou Reed com a eterna indecisão pelo sabor do pastel. o cimento era queimado, a cortina era um cobertor e o futuro não importava tanto. importou tão pouco que desapareceu, mesmo que quiséssemos ter tido um. tivemos por um tempo. até um tempo em que o tempo e a vontade diminuiram. e daí, no meio da chuva e de faróis, vem você pra relembrar mais, querendo preencher um copo já quase vazio. pouco soube o que dizer, até não havia o que. tenta me resgatar com Caetano e com
teimo em desacreditar que passaram-se dois anos desde os pastéis, um ano desde a ida até a farmácia, outro ano desde a casa nova e os quadros de lata, 8 meses da espera nas cadeiras, das escadas de amigo, da coisa mais rápida e mais louca que já passou. as vezes eu queria ser exatamente essa coisa que já passou.
talvez isso seja um aviso um pedido uma despedida. outra despedida? penso. não falo nada, não quero mostrar que penso que qualquer coisa esteja se repetindo. AGORA nada está se repetindo.nem sei. talvez nada seja. talvez nada tenha sido. porque tenho certeza que não mais será. mas não posso dizer, tão pouco admitir que será mais fácil esquecer e sorrir. o dia não será o mesmo amanhã, mesmo que continue chovendo. eu só queria estudar e dormir e dormir. e agora tudo isso. e agora mais nada. e agora não sei o que me apavora mais, depois de todo esse tempo que renasceu em uma ligação e uma visita. você ainda nem sabe se vai ficar. e eu tenho certeza que não quero que fique.
This is my final fit, my final bellyach (...) No Surprises - Radiohead
as vezes percebemos que pessoas não querem pessoas ou relacionamentos, elas só querem encontrar possibilidades
possibilidades de ter aquele drama bonitinho de seriado
possibilidades de pelo o menos uma vez sentir o amargo no peito e reclamar dele, mas no fundo sentir que ele faz a vida pulsar e que sem tudo isso o resto é só o resto, porque quando ele pulsa, ninguém importa. nada importa. tudo importa. agora tudo importa, tudo pesa. nada se encaixa, mas tudo parece ter sido premeditado. eu, que vivia me afogando em "se tivesse" ou "se não tivesse", percebi que minhas atitudes são pequenas ao poder que as pessoas tem de modificar tua confiança e tua preocupação e teu querer bem.
o que não importa mais é resolver tudo, pois essas coisas feitas não tem resolução. e pensar que podem ter tantos culpados, tantos "se", tantos momentos em que pessoas deveriam ter freiado, se controlado ou só terem cuidado dos sentimentos e fatos que lhe dizem respeito. me sinto no centro de uma sala fria, rodeado de crianças que ainda não tiveram o momento de crescer e ter seus próprios relacionamentos, que não percebem as coisas fódas da vida e que não conseguem manter uma atitude linear e congruente pq no fundo acham que sentem muito mais do que sentem de verdade. não é demais querer certa segurança, menos instabilidade e controle. coisa de adulto que nem tão velho precisa ser, mas também não precisa ser menininha frágil se perdendo histéricamente. no fim, passei um dia liso, tentando não pensar em nada disso. não vejo horizonte, nem futuro, nem coisa próxima e preciso -só uma vez - me ver tão meu que.
eu acredito em ti. assim, sincero ou sem piscar. eu queria só dizer eei, pergunte-me como eu me sinto ao perceber que tudo isso é verdadeiro, mas agora eu só estou tentando fazer com que tudo se transforme em verdade. é nisso que estou acreditanto. não podemos voltar, mas deixar como está. que caminhe, que seja. sei que sobre ontem, jamais me senti tao à vontade. aprendi a não querer mais ser o centro enquanto não tiver certeza de que o meu está no lugar. não quero machucar, e o único jeito de evitar isso é ficando como/onde estou. perdi principios e coisas que pensava serem certas. não os quero mais. agora só tenho perguntas, agora só quero saber pra onde foram tantas pessoas, pq já não sinto nada pela familia e quero ser alguém assim tão cheio de mim. nos últimos dias a melhor sensação que tive foi não me sentir sozinho enquanto estava sozinho. durou pouco tempo, meio cigarro talvez, mas foi grande. as últimas conversas não tem sido de esperança, mas de fuga. cada vez mais percebo que apesar de ter todos esses caminhos, o que seguirei será o mesmo que já foi traçado e pelo qual venho caminhando. se não acredito que tudo possa ser como quero, qual é a força que me movimenta? aquela de que a qualquer momento tudo pode mudar ou aquela que não deixa a engrenagem parar por maior que seja a merda envolvida?
acho que sempre fico com a primeira opção. todas as minhas visões são dramáticas, todas funcionarão e todas levarão um bom tempo para surtirem efeito. até lá só tenho poucas bandas e uma vontade de me preparar que nada tem a ver com estudar. só tenho questionamentos sobre o tempo e a certeza.
as vezes basta apenas uma estrela para salvar a noite inteira. sinto medo. talvez eu tenha perdido minha maior habilidade, pelo menos a que eu tinha certeza que conseguia controlar. agora tudo é flácido e eu comecei a olhar mais para trás do que para o que estou esperando.
nem sei como descrever. nem posso começar. nem tentar. fujo no meio de festas e cancelo cafés que eu tanto queria, pessoas reaparecem, eu reapareço: faltam pedaços, sobram vontades e dúvidas, como sempre. está gelado, quero tempo para ler, não quero que troquem agora, queria participar e ao mesmo tempo só quero conseguir me organizar. e organizar não envolve apenas papéis, arquivos e tentar descobrir com quem está aquele cd do Chico Buarque, preciso saber o que estou fazendo, pelo o que estou caminhando agora pra que a próxima mudança não seja novamente frustrada. também não quero esperar parado, mas talvez eu tenha me arrependido de algumas decisões por ver que nada precisava ter mudado. ao mesmo tempo pode ter sido válida uma mudança pro crescimento de toda a coisa. nada está certo, nada está errado também: não quero mais entender, só continuar a rir como tenho feito ultimamente -mesmo que para isso sejam necessários algumas cervejas e uma carteira de Marlboro Light. não estou fugindo de mais nada por aqui. um tempo certo pra retomar meu lugar, que seja grande ou pequeno, mas que o sinta como meu de verdade. se não o tenho agora, que eu fique em silêncio até que o encontre. todos temos um lugar certo, esperando ou vindo ao nosso encontro.
quando não há esperança, não há medo. e assim, não exito. e se não exito, a vida fica morna. planejar demais me deixa muito realista e sem outras vontades, só pronto pra ser aquela coisa, pra fazer o que estou querendo e nada mais.sinto que só sentirei vida quando sair pra fazer aquilo para o que estou me preparando.
"so please, please, please, let me, let me, let me get what I want these times. " (the Smiths)
esqueci como era sentir todas essas coisas que só acontecem em fim/inicio de semestre. acho uma merda: é sempre um monte de decisões, tantas coisas pra pensar e tudo sempre caminhará do mesmo jeito de antes. medo de dormir e não descansar. medo de dormir mais sete anos no mesmo horário e acordar da mesma forma. assim, os rostos conhecidos não fazem bem à mudança e a indecisão não é compatível com as esxpressões e os choros. é tão dificil falar em ir quando algo enraizou. e é tão dificil arrancar uma raiz quando se quer ir. quaisquer das situações só potencializam minha indecisão. continuo querendo dormir pra sempre e esvaziar tudo que tenho aqui. planos são só planos, mas dessa vez são notas diferentes. nunca tinha me visto tão fundo e depois de tantos litros, de tão bêbado numa segunda-feira, senti que a base de que ela falava, até poderia me atrasar mas prolongaria tudo o que tenho imaginado; antes eu sabia o lugar, mas achava que me carregariam até ele, até fim do caminho. agora só comecei a caminhar novamente com a certeza que estou indo pra algum lugar, e já posso sentir o cheio e a textura das pedras.
hoje eu acordei mais cedo, senti a cerveja de ontem e só queria água. e só queria alivio. só queria entender por onde caminho. assim, talvez devesse ter abusado mais da bebida, mesmo que não fizesse nada sumir. era exatamente o que eu precisava, ou quem eu precisava. certas coisas a gente não faz por falta de ponto, certas decisões a gente não toma por falta de amigos. os verdadeiros te encorajam mesmo que não exista possibilidade alguma de tudo se concretizar. hoje eu não tomei café, roubei balas de menta e esqueci de comer a granola. esqueci: de como se fala certas coisas. aprendi: a suportar esses dias em que eu não queria que fosse um dia.
o sol é muito forte, o sentimento anda na mesma linha e eu não sei lidar com isso. tenho medo de dar passos e, na verdade, hoje eu queria ser daquele tipo que nem liga. mas eu ligo. ligo demais. e quando não respondi certas coisas, foi por não saber dar certos passos. não: talvez eu saiba dar os passos - até bem largos - e consigo, só não sei acompanhar/manter/controlar esse caminhar. eu só não sei me acompanhar/me manter/me controlar.
não sei fazer nada do qual eu esteja com medo de que termine. e se me reservo, é por autodefesa, assim, inconsciente-consciente-sem-conseguir-mudar-de-atitude. não gosto de gostar demais, não sei, pareço planta em água que ainda não ferveu.
cochilei por uns dois minutos e sonhei que estava deitado no sofá (exatamente como peguei no sono) e David Bowie chegava gritando na minha cara "CH-CH-CH-CHAAAAAAAANGES!" e só eu sei a dor de conhecer o significado que essa musica tem na minha vida. acordei, claro. angustiado, claro. provavelmente não durma mais hoje. comerei pipoca, beberei café e tentarei preencher algumas folhas do moleskine. mas não sei, dia vazio. ficou tudo meio vazio depois das noticias da manhã. é meio como não ter planos. é meio como nao querer mais ter planos. é meio como ter perdido tanto a noção de por onde se está caminhando, que também perdi a noção de valores e estruturas e contagens de tempo e grana e ter ou não ter. e mais nada. só café, nenhuma vontade. quando não se tem vontade de segurar a si próprio, dificil fica ter coragem de reparar erros ou pedir desculpas ou simplesmente continuar aprendendo a dividir. sos não ajuda. ter ao lado também não, nunca aceitei bem essa história.
rabisquei um gato no moleskine e depois um pássaro: um em cada canto da página. imaginei as almas e uma aquarela azul, os prédios tão velhos e o cheiro de multidão, me veio Engenheiros: "..o melhor esconderijo, a maior escuridão, já nao servem de abrigo, já não dão proteção.."
não existe acaso: existe escolha. não tente enfiar a culpa no cu da vida, ela não tem nada a ver com isso. a condição é feita, as escolhas são construídas e os amores são escolhidos pelo próprio corpo, por pólos que se encontram. os caminhos não são uma visão que se segue, são os rastros que podem indicar que foi trilhado, o resto faz parte da paisagem. as pessoas estao sempre julgando o que os outros vivem, mesmo que estejam cheias de histórias sobre suas próprias vidas. até seria bacana se elas usassem o tempo desperdiçado comigo, para espalhar o itinerário sórdido das próprias relações. com o tempo os idiotas te desconhecem -ou fingem que- e logo me pego pensando se eu mesmo já os conheci alguma vez. com o tempo, você sente profundamente quem realmente faz falta e que o que era anterior não passava de tentativa. quando se sente vontade de dividir, de querer, de passar a noite, de largar o resto, de esquecer do trabalho, da familia e do que algumas pessoas possam estar pensando, quando não se sente. quando se tem medo de que passe, de que se perca, de que diminua; quando pensa que, mesmo acabando, foi natural e bom pra caramba. quando o dia virou um vazio por saber que no final da noite não terá o aperto e o cheiro, quando tantas coisas assim e muitas outras acontecem, a gente sente que o anterior foi todo tentativa e o importante é este agora, transbordando xícaras e circulando abraços solitários. não seja idiota, responda. deixe os próprios sentimentos de lado e lembre que cada um é um por si e que sozinhos somos mais interessantes.
chega a ser bizarro como tenho vontade de falar que as pessoas se comportem da maneira que eu acho certo. não certo de absolutamente correto, mas certo pra mim: como podem estar sendo babacas, como perdemos quando fazemos questão de se fixar em idéias que não vingaram. o último era o último e nada pode ser mais frustrante que insistir. no segundo de solidão, olhar fixo no frio que deixa as coisas tão vazias, percebo a diferença entre os amigos no sentimento e os amigos de presença. os de sentimento estão no seu devido lugar; pulsam as vezes e são esquecidos com muito mais frequencia, e apesar de pouco presentes, evanescem nas horas certas. os amigos de presença não tem lugar certo: aparecem nas horas bacanas e perduram até que qualquer coisa aconteça, qualquer coisa. e eles logo perdem a característica essencial: a presença. o que você achou que era, independentemente de classificações ou esperanças, logo desaparece e você está na frente do café, observando fumaça úmida, vivendo no frio oco entre as horas corridas. talvez eu espere demais. talvez eu não compreenda. ou eu que sou individualista e egoísta.
vai saber. na dúvida, defendo o meu, ainda dando qualquer tempo que o próprio tempo precise.
já passei por situações assim ants, são desagradáveis, me entristecem, me deixam na dúvida, me fazem escolher e me mostram exatamente quem quer/merece estar comigo, independende da posição. não agora, mas mais pra frente, talvez eu perceba que não há nada para argumentar. cada um faz o que deve fazer, eu levo tudo da forma como sempre levei: aprendi a não brigar e é muito mais fácil. não significa que não seja doloroso. enfim, não são coisas minhas, apenas observações, escolhas, olhares e encontros tensos, a FALTA de convites: nada que tenha feito minha noite pior, pelo contrário. mas que faz a gente repensar um monte de coisas, isso faz. merecimento é uma construção e não é qualquer esforço pretencioso que vai conquistá-lo.
no mais
toda a pessoa me faz bem: as frases, a presença, o toque, o modo que eu me sinto convivendo com tudo isso; a vontade que cresce, a lista de motivos, o conhecer lento, saber das pequenas coisas, mas não saber do que veio antes, parece até essencial, como se fosse agora, sem importaros outros tempos. só me faz bem e é assim que eu quero manter.