myself
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- joana não tem bunda.
- pensa nas mulheres gordas que descem apoiadas no corrimão.
- ela acha que é a metade e tem certeza que é formada por um reflexo.
m.A.
vou embora dessa merda,
nao quero decidir nada,
nao quero falar com ninguém,
preciso beber e decidir,
decidir e depois beber arrependido. vou embora agora,
logo que puder, assim que tudo terminar e
nao existir mais nada em que eu acredite e ninguem que
realmente importe. vou dormir enquanto ainda não fui !
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marco
às
15:01
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marco
às
22:12
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que desestimulante.
por isso acho que deveriam congelar
ou mover no âmago do climax que nos
enfurece e enaltece. pois
o descanso é desestimulante
a frigidez do depois, o acaso
com que o passado repousa murcho no presente
faz com que eu diga que nao vale a pena viver,
só
até
o momento...........................................certo.
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Marco.
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marco
às
21:49
nao posso fazer disso um grande acontecimento,
fico esperando,
lendo e ouvindo essas músicas, e na minha vez de
caminhar ninguém me espera. Aceito o que me
oferecem e sempre vejo as mesmas coisas.
prometo que vou acabar com a babaquice, mentira!
porque eu sempre volto. nao posso dizer o quanto é
previsivel tudo o que vejo tu fazer., como se cada olhar
ao teu lado fosse uma previsão do que verei quando
estiver indo embora. é quase ciumento, acho que é
quase rídiculo ser você.
quero trocar as pessoas
continuar lendo e ouvindo essas musicas, mas sem esperar ninguém. nem a mim.
Marco Antonio
Postado por
marco
às
21:10
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,hoje vocês me chamam e de repente isso
pareceu engraçado.
preciso me fazer de infatigável, cubro o
rosto com a coberta azul ao invés de fechar a fresta por
onde o vento ecoa. Queria
aquela luz, a descida linear
a sobriedade que resplandesce em mácula. preciso dizer
a mim mesmo que estou cansado demais pra fazer dos
próximos anos o que os últimos meses não foram. existe
uma conexão que não se dá por conhecimento, corpo ou
livros iguais, mas por tempo., somos todos o mesmo se
encontrando em momentos certos e distintos pra cada
um.
preciso te contar que estou cansado demais pra aguentar
o que acho que acontecerá. tudo se caracteriza nisso. eu
esqueço coisas sob as coisas e nem ao menos me importo,
nem ao menos sinto falta. O horário era esperado e sentei
pra me apresentar. é, a imaginação esta fazendo da espera
uma coisa previsível, e como disse, CANSaTIVA.
Marco Antonio.
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marco
às
21:00
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droga, eu corri e eu vi. passei uma vez e te vi de costas,
achei que era, mas a cena parecia tanto com as [nossas]
cenas, claro que com outro cara, que eu preferi continuar
a correr. eu vi um corpo diferente, um rosto magro e o
cara de camisa preta, ok. preferi fingir que nao era mesmo.
continuei correndo, sufoquei, me faltava ar com aquele
vento gelado e meu corpo quente. Na volta, vinte minutos
mais tarde, já stava na descida, que antes foi subida,
correndo ainda, e vi de longe a camisa dele voando aberta.
jurava que podia ser outro alguém, mas o alguém se virou:
era exatamente você. acho que eu nao queria isso, eu
não gostei do cara da camisa, eu gostei de ver teu rosto
magro depois de todos esses meses.. tirei os fones de ouvido
e parei, tentando respirar. Eu só ia dar um 'oi', mas tu deixou
ele e caminhou pela calçada até a rua onde eu estava. Ele me
olhou e agora eu acho que ele não gostou de nos ver, onde eu
cheguei, eu devia estar com ciumes, nao estava (?).
deus! pra que conversar comigo, pra que dizer que eu nao
mando mensagens e dizer que na ultima vez que saiu de lá
resolveu nao voltar..? e o cara da camisa me observando
incomodado! Sim, eu esperava qualquer coisa numa corridinha
de domingo pela avenida deserta num dia de eleições, domingo
nunca dá nada bom. cansei de não reconhecer mais ninguem.
Postado por
marco
às
19:50
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existe essa história com os personagens.
não consigo desenvolvê-la porque ainda
nao encontrei um enredo que me satisfaça,
se não estou gostando, não posso avançar
nisso. Falta um pouco de tudo, algo que fisgue
os meus olhos e que me faça esquecer das outras.
Quando tiver certeza de qual escreverei, quando
tiver apenas uma, a singular, a única e estiver
toda em mim, começo a escrever. Mas nada sai
muito bem, tudo é tolo e clichê demais,. confio
pouco em minhas próprias histórias e vivo elas
menos ainda.
Marco Antonio ~
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marco
às
12:48
Postado por
marco
às
12:42
Postado por
marco
às
21:40
essas horas, esses blocos que precisam ser vividos.
Podemos adormecer, podemos fugir e ele estará ali.
Elas trazem a música que ele compõe desde sempre para
que nos lembrássemos que é preciso viver. Mas eu creio
que ele para de contar [para cada um] no momento em que
o ar deixa de sustentar nosso corpo.
Eu acho que é tão preciso e tão arrepiante que gostaria
imensamente de pará-lo, sacudi-lo pra me certificar se esta
paralisado e suspirar, sentir o alivio de que já não é mais preciso
continuar. posso tremer em minhas pernas ou apertar os pés ou
arranhar a pele da mão direita: ao meu redor tudo se movimenta
em linhas brancas com círculos e formas coloridas que vejo de
olhos fechados, no meio da escuridão. Ele esta à espreita,
trazendo o ruído sedutor, a necessidade, o impulso. posso ficar
e nao ter mais coragem. Adormeço. Acordo e o ar da noite invade
a persiana. Devo levantar? algumas horas passaram e dessas não
me recordo. Elas eu nao amei ou odiei, não as senti ou vivi, mas
eram minhas. Devo enfrentar novos blocos e esperar que tudo se
acabe da mesma forma outra vez.
Marco A.
Postado por
marco
às
15:56
nem tem ajudado muito.
esqueço de olhar para os lados,
por isso nao te vi. nao sei se é
importante planejar uma viagem.,
nem sei se quero tentar novamente.
e as coisas continuam iguais, a espera
é a mesma. o marasmo sem fim do
tédio incontrolável. O alguém continua sendo
o mesmo, mesmo com a vontade de mudar.
Saudade de cavar a terra.
Marco,
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marco
às
22:04
Acho que escrevo igual, também acho que a esperança
está descascando a própria pele,
está caminhando: posso tocar sua sombra e os pedaços
que caem no chão. Quero
mudar esse horário e trocar a história de
[degraus de cada um] escadas!
bom ter notícias e querer desistir por elas. Sempre quero desistir.
Acho que desistir também é mudar. Então, sempre quero mudar.
não desisto por medo de qualquer coisa, mas por medo da
mudança.
Desisto de pensar nisso. é dificil querer não ser eu.
nao quero pensar nisso. insisto: como quatro caminhos,
como conhecer muitos ao mesmo tempo. como desligar
um e trocar pelo o que está ao lado. como enxergar a luz
e nao saber de onde ela vem.
Não quero essa coisa fixa, mas preciso esperar que a noticia
vire fato e que a paciencia que acumulei seja suficiente para
explodir uma liberdade ociosa.
não gosto de sentir tudo de novo, é como ler o que escrevo:
acho sempre igual.
Marco Antonio
Postado por
marco
às
22:20
haverá um ano em que haverá um mês, em
que haverá uma semana em que haverá um
dia em que haverá uma hora em que haverá
um minuto em que haverá um segundo e
dentro do segundo haverá o não tempo sagrado
da morte transfigurada.
clarice L.
Postado por
marco
às
00:04
Postado por
marco
às
14:11
Fiquei um ano pairando sobre telas e teclas e hoje isso não me atrai mais. Sou só eu, eu e você e não tem mais nada, só o mundo inteiro dentro de uma tela, espreitado sob um clique.
Uma parte é tempo perdido, ilusão cansativa de estar vivendo, sentado e vivendo nos próprios dedos, se equilibrando no que pode ver e que só imagina tocar. As vezes vêm a anciã de mudar e ser todos ao mesmo tempo, rever tudo e mudar novamente.
Pra quê sair? já nem precisa levantar.
Tenho os quadros ao meu alcance enquanto os pêlos se arrepiam em fila; mas isso realmente não me atrai mais.
Ficaram resquícios de vontade, restaram algumas janelas, algumas partes que ainda me interessam. Vivendo nessa mentira não podia começar a procurar a essência do que quero viver. Procuro me excitar com outros corpos e, enquanto as folhas de sálvia secam, os olhos começam a murchar. A diferença é não ser mais escravo da dor que essas distâncias trazem, é difícil acabar com elas e assim é melhor esquece-las, esquecer do caminho pra não querer mais voltar. Continuo procurando, ela pode estar nas faces, nos olhares e nas atitudes pouco genuínas, mas não descansa nessa nova e extensa mentira da qual todos já querem fazer parte.
Marco
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marco
às
17:47
Agora ela leva a beleza da hora;
tudo o que estava aquei escapou pelas frestas de uma tradução.
nao sei se continuarei aqui,
cansei de esperar e de fazer tanta coisa pra me ajudar.
Entao eu deito o rosto pra sobreviver e me expor à luz.
Me comprometi com o que esparramei no chão e preciso decidir que rastro limpar.
Quando levantei pela manhã me arrependi de
ter escrito,
de sentir o comprometimento, de ter prometido e de achar que
queria que tudo ficasse bem também.
Comecei a desistir antes de começar novamente e não saber o certo,
nao se decidir por um rastro é tao enlouquecedoramente envolvente que
cascas sentiram um alivio imediato. Toquei o medo de deixar de ser o
mesmo encontro , pois ha tempos deixaram de me querer por perto.
Enfim, foi-se o tempo em que as sensações eram mais fáceis.
Esperei, disse que receberia; deitei e pintei tudo de verde.
No segundo dia esperei mais um pouco, esperava apagar de mim a sensação de existir sozinho.
Mas a tarde se encheu de luz sobre os lençóis azuis e ouvi aquela musica das miligramas,
da garota do remédio...e a beleza das horas se foram com o próprio tempo que passou.
Marco Antonio
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marco
às
17:45
Postado por
marco
às
17:56