quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

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tudo girando, eu muito excitado com as possibilidades e
um pouco preocupado por alguns planos que podem ser
sabotados por essas possibilidades, mas prometem algo
tão bacana que vou abstrair. ontem eu disse que iria
organizar o caos em que me encontro e de alguma forma
senti que hoje isso realmente começou a acontecer. eu
de bom humor? yeah, aproveite se estiver por perto.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

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eu preciso organizar o caos em que me encontro. estou indo
dormir sob efeito do meu roche e amanhã eu preciso de
linhas, de espaço, de campos abertos e decisões sem medo e
sem volta. tenho ido e voltado com tanta frequência que já
não sei mais qual é meu verdadeiro lugar. vir ao blog mais
seguidamente está na lista da organização de mim mesmo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

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preciso fechar a porta para escrever, para me ver aqui.
hoje manchei alguns desenhos, quis chorar quando tinha de
estar apenas sentado, marchei por obrigações que acabaram
trazendo certas coisas boas que desejava há algum tempo
e que ainda não tinha conseguido. percorri metade do caminho:
talvez a parte mais difícil. o final do dia fora de casa foi a
melhor coisa: sei exatamente quem me faz bem. e cansei.

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não nasci pra ser otário, sabe, putz, que raiva. a única coisa boa
dessas atitudes que me machucam é que alguém me deixar em banho-maria
traz muita raiva, e muita raiva faz com que eu comece a desgostar.
certamente não consigo esquecer, pelo contrário, mas lembro da
pessoa em outra direção. as pessoas enganam. não: as primeiras
impressões enganam. as primeiras atitudes enganam. no meio de
toda essa enganação, só queria saber se é proposital. sabe, se alguém
realmente faz planos e joguinhos no estilo Sebastian Valmont/
Gossip Girl ou se é tudo coincidência. ou se é tudo insensibilidade.
porque só para constar eu me preocupo com o outro antes de ignorar.

acho que "vou desprezar quem não sabe o que quer (quem não se
decide, quem me ignora e depois vem atrás, que acha que pode me deixar
em banho-maria)" vai virar mantra. vou repetir até pegar no sono.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

o gosto de orégano.

que dor enorme essa de saber exatamente o que fazer, mas
não conseguir. sei o que é certo, sei porquê dói. tenho uma
angústia aberta pelo o que não tenho feito por ela e que vai
arder um arrependimento futuramente.

arrependimento pela tarde de hoje. não, acho que não. só que
talvez fosse desnecessário. não sei se o encontro com o outro
ajudou ou se era um sinal do que não devia ter acontecido. foi
bom, foi rápido, foi sem sentimento. passei tanto tempo sofrendo
por alguém que. putz, repetir é bom pra perceber que eu não
tive razão, que me fixei numa idiotice tamanha. só não entendi
o oi, o abraço, o falamos depois. acho que foi toda a situação
que me levou sem culpa pro que veio depois.

as horas passaram. não fiz nada, não fui meu. a noite chegou e
me senti oco. triste. vazio. pedi socorro. ouvi a voz que queria
ouvir, mas continuei sentado. quem eu realmente preciso
quer me ouvir e eu fico aqui. não consigo levantar. nem mudar
eu consigo. enfim talvez eu possa dizer que.

domingo, 3 de janeiro de 2010

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acho que quando está acabando, eu quero ficar. que quando
está terminando, quero continuar. que quando estou perdendo,
quero continuar a ter.

eu já disse e planejei tanta coisa. já tomei tanta coisa. já estive
mais lúcido e já fiz muito mais loucuras do que consigo ter
vontade e fazer hoje. não estou me sentindo inteiramente em
mim. voltam uns medos antigos, medo de coisas bobas, de coisas
futuras, sempre medo de não conseguir ser o que idealizava já
estar sendo agora. porque de alguma forma continuo esperando
que aquilo dê certo. de alguma forma acho que tudo ainda está
pra acontecer. estou num momento liso, de contemplação interna,
de me controlar e conhecer sem fazer as coisas que eu gostava.
não estou me recriando. estou sendo metade de cada. um pouco
do que me largo a ser e um pouco do que estão me cobrando.
como se eu pudesse ser esse dividido por enquanto, já que em
breve terei de ser quem eu sempre planejei, esse eu imaginado
é o que parece ser o meu real.

sábado, 2 de janeiro de 2010

eu te deixo ser, deixa-me ser então.

clarice Lispector

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

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é provável que seja por causa do clima de inicio de ano, mas
to com esse sentimento de ter deixado pra trás certas coisas
que se resolveram exatamente quando 2009 tava acabando.
e agora me sinto leve, bem, melhor. não sensação de desapego, mas de
perceber que me fixava demais nas coisas/pessoas/relaçoes/companhias,
e acho que posso dizer que é uma situação singular, uma pessoa só.

mas talvez amanhã
eu já sinta diferente. hoje o dia foi passou liso: não pensava
muito: não fiquei analisando todas essas situações, só fiquei em
casa sem reclamar. e sempre que eu acho que estou passando da fase
daquele "alguém": chegam mensagens dele no celular, e contente volto
a ficar quando percebo que não me afetou. que nao senti
nada orgásmico como antes.sem recaídas idiotas.

ou a gente aprende a deixar as
coisas passarem por amadurecimento ou por pura indiferença.
agora
vou desprezar quem não sabe o que quer, ou quem não decide se
realmente quer ficar. com quem ficar.
comigo
ou que só não quer.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

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não sei o que dizer. todos me confundem. todos me dão medo.
as vezes acho que estou tão cansado que nem raciocino mais,
mas sei que estou do mesmo jeito, só que com vários machucados
que não tinha antes. não consigo dormir em paz, depois de
tantos dias tentando fazer tudo passar, quando realmente consegui
sentir que não me importava mais: o telefone toca com as
mesmas conversas de sempre, o msn abre com trazendo toda a
confusão de volta. queria conseguir dizer que não quero ouvir.
dizer que não quero saber. que não quero porque quando eu
demonstrar que ainda gosto, você vai sumir. e sumiu dois dias depois.
eu tive sonhos ruins de tanto pensar, parei de ler, parei de enxergar.

as pessoas são complicadas demais pro meu saco, não sabem o
que querem, não tem noção do que demonstram, do que prometem,
sugerem, insinuam. eu já não sei o que me faz feliz. nada é tão
irônico do que checar o celular todo momento, fumar sentado
encarando a caixa de
texto do blogger e matar tempo no caixa do
supermercado por ter
medo de voltar pra casa ou de ter que ficar na
rua. ou de continuar
sozinho achando que tenho alguém por presenças
idiotas. promessas
curtas e ridículas. meu amor termina ao ver uma
música bizarra
tocando no teu player, de tanto que eu gosto, de tanto
que eu sei gostar. nasci pra ficar sozinho ou pra encontrar alguém exato,
ou pra aprender sozinho que bom não são os que começam como
tempestade e depois ficam calmos: no próximo ano que as coisas mais
calmas, as pessoas melhores. (eu que escolho a ordem das palavras)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

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e desencanei. fico tanto tempo querendo fazer com que as relações
bacanas continuem, que não percebo que já não me fazem bem e
que não adiante insistir. um dia eu aprendo a não encanar, enquanto
isso vou aprendendo que não adianta sair da órbita que nos interessa,
porque esse negócio de ter que ajudar o outro a se entender é
desgastante demais: já basta tentar entender a mim mesmo.


o pior é que ainda gosto. o pior é que continuarei dando espaço,
a diferença é que não vou mais correr nem me preocupar em
manter alguma coisa. se manterá o a relação do que sobreviver em nós.

domingo, 20 de dezembro de 2009

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o dia era todo meu. o calor. o suor. a lembrança de fotos. a visão
distorcida. tudo meu. e no fim, eu só me entendo quando chego
em casa. me perco quando não sei onde quero estar. me perco
quando quero algo totalmente diferente, quando não entendo como
alguém consegue não se importar com a minha dor do domingo ou
com tornar-se indiferente de uma hora pra outra.

assim como não consigo estar em casa por muito tempo, meu mural
deixou de ser meu, minhas palavras deixaram de ter minha essência,
meus desenhos pararam de me interessar. ultimamente eu tenho
vontade de falar, de pegar um "Clarice" amigo e sair lendo em voz alta.
quero me desapegar das coisas, do costume, dessa falta de concentração,
de calma e silêncio. tenho sido um caos inteiro. só silenciei todo depois
de beber muito, o que certamente me trouxe um dia em que esqueci
do que tem me chateado. e essa coisa que me chateia é toda minha,
não é do tipo que eu queira, ou possa dividir. talvez eu até queira, mas
não posso. talvez se eu contasse ela doeria menos, mas não vou. ela
vai doer por tempos, ela não vai me parar, vai me adoecer e me levantar.

vai me fazer ter medo dos próximos e querer te continuar, mesmo que
não mereças o que.

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depois me perguntam por que não consigo aproveitar o momento,
e fico sofrendo por antecipar o fim dos relacionamentos, esta aí
o motivo: quando alguma coisa mais é muito forte no inicio e mais
parece que vai durar, em poucos dias tudo se dissipa. e dói pra
caramba. então, mais uma vez a vida querida dando tranqueira nas
minhas pernas é só uma soma à todas as anteriores e cada vez
o escudo fica maior e mais forte. tenho dito.


o pior de tudo é indiferença: prefiro que me diga o que tem a dizer
se tiver certeza disso, claro. Se não tiver certeza é só conversar.
agora, ficar em silêncio sem saber o que fazer, horas ignorando e
horas vindo atrás, não dá certo não. tenho dito e ainda gosto.


vida é puro sofrimento.

sábado, 19 de dezembro de 2009

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e um dia a gente encontra alguém numa estação, numa casa, num
dia totalmente vazio de ar; e daí começamos a sentir a beleza de
ter alguém. é uma sensação de estômago, de luzes, sons e presença
constantes. é encher o vazio de ar e deixar de beber e tentar parar
de fumar. ouvir é tão bom e, mesmo com um medo de ficar grudado
demais, é tão bom ouvir aquela frase dita com tanta convicção que
não pensei que passaríamos por isso. ou que não passaríamos por
aquilo que tinhamos vontade. agora, eu prefiro que fale tudo de uma
vez.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

o problema.

e pior é quando as coisa não tem fim: elas continuam assim
sem ser nada, sabe? estamos aqui, não podemos mais por
enquanto, mas ainda somos sem poder ficar juntos. minha
gente, a vida é linda, nós que fodemos tudo, néam? NÃO.
a vida termina com tudo: muita espera e euforia dão em nada.
não tenho mais como sair daqui, só fico esperando.
olharei
meu celular de três em três minutos sem fazer uma ligação.
apesar de saber que quero e preciso, viver sozinho dói
menos menos menos: é uma dor constante de não ter. ter
alguém traz essa dor de perder, que é como arrancar uma
parte; tem sangue, tem diminuição de alguma coisa que não
reconheço em mim mesmo, mas que está aqui por causa de
alguém. de alguém que estava e já não sei mais o que é.

um dia eu chegarei no acerto do jogo, por enquanto só erro
na hora de escolher, não sei ser liso e desinteressado: entrei
com tudo porque assim sentia que o outro lado estava. e
estava. mas né, o tempo não colabora: muda todas as
estruturas que pareciam mudar o meus próximos dias. quando
eu crio expectativa, a vida vêm e mata.
quero ir embora.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

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gosto de reciprocidade, das coisas que me fazem bem,
das que machucam também. a gente se engana ou o quê?
porque assim, no inicio eu pensei muitas coisas e como
sempre fui entrando sozinho num lugar que já tinha me
esquecido novamente; agora, que eu estou quase totalmente
instalado, nao sinto nenhuma ação do outro lado. talvez ação
não seja A palavra, acho que esforço se encaixa melhor. me
sinto meio triste, mas diferente, não sei. enquanto não vejo
um fundo negro, tudo continua sendo meu. talvez não seja
um bom momento pra começar nada, mas eu quero! e quero
que continue, porra. bem, é issaê, me sinto voltando aos
antigos tempos de brasileiraprêta! ou de rua ou de fingir.

tenho prova e não estudei, como se já não me interessasse mais,
ao mesmo tempo que estou preocupado em reprovar, não
aguento estudar. sei lá, todas essas coisas enchem mais a minha
cabeça e me preocupam mais (?) -n.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

das coisas que me irritam,


e muito: inconveniência, não ter noção de limites,
inconstância, incoerência e pessoas que acham que podem
fazer joguinhos amorosos de adolescentes à la Gossip Girl,
muito me irritam. ao ponto de eu querer explodir. olha, eu
pondero muita coisa e, no fundo do meu egoísmo, não me
importo com nada até que eu seja atingido ou que eu sinta
ameaça de tal coisa ocorrer. as coisas vão bem pra caramba,
apesar de ter estagnado nos últimos dias por causa de. nem
sei bem a causa. mas assim, no final do dia é bom. estar
cansado, quase dormindo e mesmo assim querer conversar
é bom. não sentir que estou tão sozinho é bom. uma chamada
não atendida, uma mensagem, é bom. ah, é tudo bom.
então, não me torrem assim. cada um continua exatamente
no seu lugar e tudo continua bem, sem tentar tramar desvios
quando as coisas começam a degringolar. tenho dito.e agradeço.

das coisas que me irritam.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

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ah, no more drama daqui pra frente.
insegurança, meu sobrenome. mas hoje a eterna salvadora das
minhas crises me falou tanta coisa bacana que tentarei diminuir
essa sensação de que tudo vai mudar.se não puder consumir com
ela, ao menos fugir então.

dentre as coisas boas que tem acontecido ultimamente, não posso
reclamar de nenhuma. final de ano é tri cansativo, começar ou
tentar gostar de alguém é mais cansativo ainda, exige paciência,
saco e dedicação, predicados que não são meu forte, mas sabe,
algo me diz que.
e que. e o importante é sentir bem quando juntos,
o resto é o resto e tem todas as coisas da minha vida pra resolver.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

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quero dizer que me faz bem. que tem me feito bem.
não preciso falar baixo, não preciso falar quem.
de onde a gente menos espera, as coisas mais bacanas
acontecem.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

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com dias contados surge um medo ligeiro nessas últimas horas.
o dia foi bom, as coisas foram boas e passaram de alguma linha
considerada limite. o silêncio ou a ausência nessa noite dá a
impressão de que ter ultrapassado o limite modificou alguma coisa
que estava boa pra caramba. é o que parece, posso estar viajando.
fato é que sempre que tudo está bom assim, alguma coisa
acontece. que merda, hein? só espero que agora não passe e que
realmente seja só impressão e que eu não comece a colocar
esperanças em algo que é bom mas que não tem futuro. é por
isso que não gosto de gostar demais: fico fora dos meus propósitos.