domingo, 17 de outubro de 2010

tenho tantas coisas a dizer e ao mesmo tempo tem tantas
pessoas em silêncio ao meu redor que já perco o foco e a
vontade de escrever. quando eu disse que
sabia o que ia acontecer, não foi pra fingir qualquer tipo de
controle ou experiência: eu disse, e aconteceu. mesmo que
eu tenha tentado fingir pra mim mesmo que não pensava
naquilo, numa tentativa de sabotar minhas vontades e meus
pensamentos sobre o futuro, toda a coisa foi diminuindo tão
rápido que não consegui entender direito. acabo por querer
demais quando o outro lado preferia que eu queresse menos.
porque cada vez mais eu percebo que não é uma questão de
afinidades e atrações: as pessoas querem o que não podem
ter ou quem parecer estar desistindo. uma noite é massa.
pensar demais em passar disso parece babaquice enorme e
é aí que certas afinidades podem ser maiores que o desejo de
correr atrás. whatever. é tarde, perdi uma hora da minha
madrugada (e do sono!), plantei três árvores, comprei um
brinquedo novo, mesmo que não receba ligações (indireta para me
ligarem mais, reflitam), bebi pouco, fumei demais, assisti
menos, ouvi as músicas que mais ajudam, esperei certas coisas
que decidi parar de procurar e deixar acontecerem, bebi de
novo e jantei pudim lendo indiretas desnecessárias de pessoas
queridas. devo concluir que noites de sábado sóbrias e
solitárias não terminam bem.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

superfreak

“But no matter how much of a freak you end up being,
chances are there’s still someone out there for you.
Unless of course, they’ve already moved on. Because
when it comes to love, even freaks can’t wait forever.
”

— Grey’s Anatomy 7.03 - ‘Superfreak’

who knows where the time goes



mudar é difícil, mesmo que seja a coisa que você mais
quer
no momento. querer demais sempre ajuda, te guia,
te
encoraja e, depois de vários tombos, te ensina a
querer com
menos intensidade da próxima vez. dá vontade
de querer
tudo, inteiro, a todo tempo, tipo agora. mas
nem está aqui,talvez nem
esteja pra mim como as vezes
parece estar

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

down is the new (white)

voltei a visualizar demais e logo vem a sensação de branco.
eu queria tanto, mas agora percebo que não paro de fugir
do vazio. seja enxergando coisas em alguém ou planejando
coisas futuras que não terei coragem de fazer.basta aceitar
a situação, nem parece tão difícil assim, só falta conseguir.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

next Exit.


a gente passa por tantas situações que chega o momento
em que aprendemos a conviver com os finais. mas levar
os finais numa boa, acaba interferindo nos inicios e nos
meios e nos processos do término. nos acostumamos a
não sofrer por alguém que é apenas mais um alguém, dos
tantos que provavelmente aparecerão. não que soframos
menos a cada alguém, e também não nos curamos com
mais rapidez, apenas aceitamos de forma menos revoltosa.
até que passa. as vezes demora, as vezes isso requer
cigarros demais, garrafas vazias proporcionais ao quanto
se chorou, mas passa. e fica aquela sensação de que não
saberemos lidar novamente com qualquer novo alguém:
e saímos felizes por não querer mais e já ter desenvolvido
o desapego. aham, desapegado. de quem mesmo? pois é,
esquecemos do fato de que ainda existem muitas outras
pessoas e que alguma delas vai ser teu próximo alguém e
você vai querer saber tudo tudo porque vocês gostam das
mesmas coisas e os lábios são macios e apertar é melhor
do que ser só conhecido do alguém. mas é tudo tão novo,
e você lembra que antes o anterior era novo também, se
estendeu por meses e acabou doendo e demorando pra
cicatrizar. quanto tempo precisamos estar com alguém
pra achar tão legal a ponto de querer que tudo dê certo
dessa vez? pois é, não existe tempo certo. daí dá medo.
não pode acontecer tão rápido, não posso querer me
mostrar tão rápido, enviar músicas e compartilhar gostos
sem saber que a pessoa realmente quer receber. parei.
só quero, mas vou esperar quererem também. comecei
do ponto firme que foi a conversa e terminei falando do
ponto incerto em que me encontro cheio de vontades de
alguém, já que até agora não tinha encontrado alguém
com quem tanta coisa fechasse. pode ser pegadinha do
malandro, fiquem ligadinhos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

no time soon.

temos uma pequena (ok, enorme) capacidade de sentir
prazer em ficarmos sozinhos; não por um momento ou
uma hora ou por um dia, sozinhos como situação. quando
decidimos nossa situação, enquanto estamos comparando
os beneficios e merdas que envolvem tudo, não podemos
prever o tamanho da dor que virá. ela é meio silenciosa
no inicio, lá quando ainda nçai caiu a ficha, quanto nada
começou a fazer sentido e tomamos rumos diferentes pra
não precisar ficar topando por aí. ninguém sente nada ou
é simples e mais facil evitar o sentimento porque não
estamos vendo aquilo que antes estava ali e que agora já
faz falta e constrói o vazio.


domingo, 3 de outubro de 2010

variações sobre um mesmo tema.


Quando estamos diante de uma possibilidade de relacionamento
começamos a
nos questionar se é a pessoa certa ou não.
Começamos a pensar nas afinidades,
nas diferenças, no que o
outro tem a oferecer o no que temos a oferecer para o
outro.
As vezes não pensamos em nada, em nenhuma consequencia,
em futuro
algum porque, porra, sentir-se bem na presença do
outro ultrapassa todos os
raciocínios e vida e futuro e presente
são feitos de agora, de ser, de estar e não
de respostas
e exposições sobre gostos, músicas preferidas e perspectivas
de
vida. Nesta mistura de estar e querer conhecer, os dois
ficam cada vez mais
próximos. Próximos dos problemas, da
rotina, dos sorrisos gratuitos, das respostas
insipidas, da
vontade de beber, da vontade de dormir e da vontade de se ter.
As
vezes o cálculo racional de escolher não funciona, e a escolha
afetiva acontece
sozinha, sem que possamos comandar. Algumas
pessoas, apesar de se entregarem
à suas escolhas afetivas,
continuam dando murros em blocos de concreto,
querendo muito
mais do que sentir-se bem, precisam saber para onde estão indo;

é inseguro, perigoso ou doloroso estar numa relação que é open
season com
nenhuma previsão de novas temporadas. a idade já
se torna desnecessária, ninguém
muda pra parecer mais livre,
ninguém começa a beber por ter cansado de ser
certinho, nem
para de beber por ter cansado de ser ele mesmo. Nas expectativas

amorosas, ou nos falta amor e somos desprezados, ou temos amor
demais e
somos sufocados. Inventamos inúmeras situações que
nos irritem pra terminar com
os motivos de gostar do outro; nos
agarramos em ilusões, em avatares, em
relações que gostaríamos
de ter, e assim, achamos que o outro já não é tão certo.
O raciocinio
parece estar tão aguçado, mas na verdade nunca falhou tanto.

Tentamos fingir que o lado afetivo está limpo, claro e vazio como
antes da pessoa ter aparecido
, afinal, foi tudo errado, certo?

Ninguém mais está satisfeito: reclamam por
terem sido desprezados;
abandonam o barco por terem medo de que afunde mais
uma vez,
tomando um controle ilusório do próprio rumo. São os mesmos que
medem
as pessoas por imagem, aparência, por aquilo que podem
ganhar com elas, com
o que os outros irão pensar se estiverem
com elas, com o que poderá fazer com
elas, quase criando um
script perfeito pra uma relação que mal começou. Com
certeza,
todos estão cheios de medo de gostar do outro. de gostar demais.
de
gostar e não ser correspondido. de gostar e ser otário.
Mas o medo fundamental
é o do simples gostar. Não se pode
gostar sem receber alguma coisa, não se pode
gostar se não tiver
controle de toda a relação. controle não é saber lidar. e saber

lidar não é gostar do outro com sinceridade. O gostar, que aqui
usei para não precisar
escrever amor e não parecer tão profundo
(dramático?), talvez exija alguém que
tenha coragem suficiente
para seguir gostando sem ter medo de que o outro não goste.

alguém caminhe pelo desconhecido da mesma forma que comanda
seus próprios
desejos. Alguém que saiba gostar depois de perder,
já que as relações se renovam
a todo momento, mas as pessoas
não se vão, a essência não é passageira:
continuarão sendo
as mesmas que nos faziam bem antes, mas sem as amarguras

de querer ser apenas um. Alguém que suporte a angústia de
não se deixar enquadrar
em nenhum lugar imaginário, e que assim
permita a quem está ao seu lado a
possibilidade apenas
viver aquele momento, sem nada mais esperar. Nunca estive
tão
reflexivo (estive?) como nos últimos dias. Está tudo em branco e
nem sei como
preencher ou me comportar. É certo sim. Não sei
mais falar quando tenho vontade,
deixo as pessoas falarem assim
na minha frente e eu só espero que tudo termine.
que o dia
termine, que eu possa emborae que eu consiga limpar todo esse
pó que
se formou sem razão, tentando resgatar desenhos,
tentando descobrir até onde pude
ser vazio e até onde conseguirei
entender certas atitudes.


but that joke isn't funny anymore /it's too close to home
and it's too near the bone/ more than you'll ever know.
The Smiths, That joke isn't funny anymore

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

no alarms and no surprises, please.


e quando, sem percerber, estava me esvaziando de ti,

vem você pra me oferecer mais. pra me lembrar das
tardes inteiras ouvindo Lou Reed com a eterna
indecisão pelo sabor do pastel. o cimento era queimado,
a cortina era um cobertor e o futuro não importava
tanto. importou tão pouco que desapareceu, mesmo que
quiséssemos ter tido um. tivemos por um tempo. até
um tempo em que o tempo e a vontade diminuiram. e
daí, no meio da chuva e de faróis, vem você pra relembrar
mais, querendo preencher um copo já quase vazio. pouco
soube o que dizer, até não havia o que. tenta me resgatar
com Caetano e com

teimo em desacreditar que passaram-se dois anos
desde os pastéis, um ano desde a ida até a
farmácia, outro ano desde a casa nova e os quadros
de lata, 8 meses da espera nas cadeiras, das escadas
de amigo, da coisa mais rápida e mais louca que já passou.
as vezes eu queria ser exatamente essa coisa que já
passou.

talvez isso seja um aviso um pedido uma despedida.
outra despedida? penso. não falo nada, não quero mostrar
que penso que qualquer coisa esteja se repetindo. AGORA
nada está se repetindo.nem sei. talvez nada seja. talvez nada
tenha sido. porque tenho certeza que não mais será. mas
não posso dizer, tão pouco admitir que será mais fácil
esquecer e sorrir.
o dia não será o mesmo amanhã, mesmo
que continue chovendo. eu só queria estudar e dormir e
dormir. e agora tudo isso. e agora mais nada. e agora não
sei o que me apavora mais, depois de todo esse tempo que
renasceu em uma ligação e uma visita. você ainda nem sabe
se vai ficar. e eu tenho certeza que não quero que fique.

This is my final fit, my final bellyach (...)
No Surprises - Radiohead

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

da noite cheia de manchas e barbas :/

eu não gosto dos que falam demais. Bonito mesmo

é o silêncio, ofingir que de nada sabe pra poder ficar

pensando por dentro. Saber por dentro que é sinal

de perversa maturidade. eu não gosto dos que

falam fingindo que deixaram escapar. E nem interessa

sobre o que/quem estava comentando, sempre prefiro

o silêncio que demonstra controle de si mesmo, que

inspira segurança e sanidade. Sanidade deve ser minha

nova palavra preferida, sabe. Sanidade é fundamental.

tem tanta gente louca falando o que não sabe de

pessoas que neminteressam a elas, que nem sei mais

quem pode me interessar. eu não gosto de quem tem

necessidade de defender pessoas quase desconhecidas

só para manter a posição do outro. Prefiro minhas regras,

tipo essa do silêncio, de apenas criticar da maneira certa:

sem atingir o alvo e o receptor, só divertindo a mim mesmo.

se você sabe coisas dele, não exceda, guarde pra si

mesmo. as pessoas que querem continuar te vendo da mesma

forma, agradecem.



I don’t like you, but I love you (...) I don’t want you, but I need you.

She & Him

terça-feira, 24 de agosto de 2010

alphabet Town.

as vezes percebemos que pessoas não querem pessoas ou
relacionamentos, elas só querem encontrar possibilidades

possibilidades de ter aquele drama bonitinho de seriado

possibilidades de pelo o menos uma vez sentir o amargo no
peito e reclamar dele, mas no fundo sentir que ele faz a vida
pulsar e que sem tudo isso o resto é só o resto, porque
quando ele pulsa, ninguém importa. nada importa. tudo
importa. agora tudo importa, tudo pesa. nada se encaixa, mas
tudo parece ter sido premeditado. eu, que vivia me afogando
em "se tivesse" ou "se não tivesse", percebi que minhas
atitudes são pequenas ao poder que as pessoas tem de
modificar tua confiança e tua preocupação e teu querer bem.

o que não importa mais é resolver tudo, pois essas coisas
feitas não tem resolução. e pensar que podem ter tantos
culpados, tantos "se", tantos momentos em que pessoas
deveriam ter freiado, se controlado ou só terem cuidado
dos sentimentos e fatos que lhe dizem respeito. me sinto
no centro de uma sala fria, rodeado de crianças que ainda
não tiveram o momento de crescer e ter seus próprios
relacionamentos, que não percebem as coisas fódas da vida
e que não conseguem manter uma atitude linear e congruente
pq no fundo acham que sentem muito mais do que sentem
de verdade. não é demais querer certa segurança, menos
instabilidade e controle. coisa de adulto que nem tão velho
precisa ser, mas também não precisa ser menininha
frágil se perdendo histéricamente. no fim, passei um dia liso,
tentando não pensar em nada disso. não vejo horizonte,
nem futuro, nem coisa próxima e preciso -só uma vez -
me ver tão meu que.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

noite de sábado. -s

My Last Days of Romance - Vanguart

You call me in, I check my clock
My shoes were stolen
And you come and you surround me

The sun comes down, the flowers' dirt
The bird that sings
Is the same that surrounds you

But now I'm spinning through
My last days of romance

A good friend said we lasted too long
But now who's going to
Desperately surround us?

I even forgot
the unforgetable caresses
that used to surround us

And now I'm running through
My last days of romance.

You crossed my way, I said goodbye
The rain hit us like
A pillow that surrounded us

I've made up my mind while drivin' a bad trip
And now you're not here
To warmly surround me.

Cause I been heavily hit
By my last days of romance.

domingo, 15 de agosto de 2010

.just like honey

eu acredito em ti. assim, sincero ou sem piscar. eu queria
só dizer eei, pergunte-me como eu me sinto ao perceber
que tudo isso é verdadeiro, mas agora eu só estou tentando
fazer com que tudo se transforme em verdade. é nisso que
estou acreditanto. não podemos voltar, mas deixar como
está. que caminhe, que seja. sei que sobre ontem, jamais
me senti tao à vontade. aprendi a não querer mais ser o
centro enquanto não tiver certeza de que o meu está no
lugar. não quero machucar, e o único jeito de evitar isso
é ficando como/onde estou. perdi principios e coisas que pensava
serem certas. não os quero mais. agora só tenho perguntas,
agora só quero saber pra onde foram tantas pessoas, pq
já não sinto nada pela familia e quero ser alguém assim tão
cheio de mim. nos últimos dias a melhor sensação que tive
foi não me sentir sozinho enquanto estava sozinho. durou
pouco tempo, meio cigarro talvez, mas foi grande. as últimas
conversas não tem sido de esperança, mas de fuga. cada vez
mais percebo que apesar de ter todos esses caminhos, o
que seguirei será o mesmo que já foi traçado e pelo qual
venho caminhando. se não acredito que tudo possa ser como
quero, qual é a força que me movimenta? aquela de que a
qualquer momento tudo pode mudar ou aquela que não deixa
a engrenagem parar por maior que seja a merda envolvida?


acho que sempre fico com a primeira opção. todas as minhas
visões são dramáticas, todas funcionarão e todas levarão um
bom tempo para surtirem efeito. até lá só tenho poucas bandas
e uma vontade de me preparar que nada tem a ver com
estudar. só tenho questionamentos sobre o tempo e a certeza.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

.

as vezes basta apenas uma estrela para salvar a noite inteira.
sinto medo. talvez eu tenha perdido minha maior habilidade,
pelo menos
a que eu tinha certeza que conseguia controlar. agora tudo
é flácido e eu comecei a olhar mais para trás do que para o
que estou esperando.

domingo, 1 de agosto de 2010

a time to be so small.

nem sei como descrever. nem posso começar. nem tentar.
fujo no meio de festas e cancelo cafés que eu tanto queria,
pessoas reaparecem, eu reapareço: faltam pedaços, sobram
vontades e dúvidas, como sempre. está gelado, quero
tempo para ler, não quero que troquem agora, queria
participar e ao mesmo tempo só quero conseguir me
organizar. e organizar não envolve apenas papéis, arquivos
e tentar descobrir com quem está aquele cd do Chico
Buarque, preciso saber o que estou fazendo, pelo o que
estou caminhando agora pra que a próxima mudança não
seja novamente frustrada. também não quero esperar
parado, mas talvez eu tenha me arrependido de algumas
decisões por ver que nada precisava ter mudado. ao
mesmo tempo pode ter sido válida uma mudança pro
crescimento de toda a coisa. nada está certo, nada está
errado também: não quero mais entender, só continuar a
rir como tenho feito ultimamente -mesmo que para isso
sejam necessários algumas cervejas e uma carteira de
Marlboro Light. não estou fugindo de mais nada por aqui.
um tempo certo pra retomar meu lugar, que seja grande
ou pequeno, mas que o sinta como meu de verdade. se
não o tenho agora, que eu fique em silêncio até que o
encontre.
todos temos um lugar certo, esperando ou
vindo ao nosso encontro.

domingo, 18 de julho de 2010

black hole

quando não há esperança, não há medo. e assim, não exito.
e se não exito, a vida fica morna.

planejar demais me deixa muito realista e sem outras vontades,
só
pronto pra ser aquela coisa, pra fazer o que estou querendo
e nada mais.sinto que só sentirei vida quando sair pra fazer
aquilo para o que estou me preparando.


"so please, please, please, let me, let me, let me
get what I want these times. " (the Smiths)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

.

esqueci como era sentir todas essas coisas que só acontecem em
fim/inicio de semestre. acho uma merda: é sempre um monte de
decisões, tantas coisas pra pensar e tudo sempre caminhará do
mesmo jeito de antes. medo de dormir e não descansar. medo de
dormir mais sete anos no mesmo horário e acordar da mesma
forma. assim, os rostos conhecidos não fazem bem à mudança e
a indecisão não é compatível com as esxpressões e os choros. é
tão dificil falar em ir quando algo enraizou. e é tão dificil arrancar
uma raiz quando se quer ir. quaisquer das situações só potencializam
minha indecisão. continuo querendo dormir pra sempre e esvaziar
tudo que tenho aqui.
planos são só planos, mas dessa vez são notas
diferentes. nunca tinha me
visto tão fundo e depois de tantos litros, de tão bêbado numa segunda-feira,
senti que a base de que ela falava, até poderia me atrasar mas prolongaria
tudo o que tenho imaginado; antes eu sabia o lugar,
mas achava que me carregariam até ele, até fim do caminho. agora só
comecei a caminhar novamente com a certeza que estou indo
pra algum lugar, e já posso sentir o cheio e a textura das pedras.

.

change is hard, I should know.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

.

hoje eu acordei mais cedo, senti a cerveja de ontem e só queria
água. e só queria alivio. só queria entender por onde caminho.
assim, talvez devesse ter abusado mais da bebida, mesmo que
não fizesse nada sumir. era exatamente o que eu precisava,
ou quem eu precisava. certas coisas a gente não faz por falta de
ponto, certas decisões a gente não toma por falta de amigos.
os verdadeiros te encorajam mesmo que não exista possibilidade
alguma de tudo se concretizar. hoje eu não tomei café, roubei
balas de menta e esqueci de comer a granola. esqueci: de como
se fala certas coisas. aprendi: a suportar esses dias em que eu
não queria que fosse um dia.

o sol é muito forte, o sentimento anda na mesma linha e eu não
sei lidar com isso. tenho medo de dar passos e, na verdade, hoje
eu queria ser daquele tipo que nem liga. mas eu ligo. ligo demais.
e quando
não respondi certas coisas, foi por não saber dar certos passos.
não: talvez eu saiba dar os passos - até bem largos - e consigo,
só não sei acompanhar/manter/controlar esse caminhar.
eu só não sei me acompanhar/me manter/me controlar.

não sei fazer nada do qual eu esteja com medo de que termine.
e se me reservo, é por autodefesa, assim,
inconsciente-consciente-sem-conseguir-mudar-de-atitude.

não gosto de gostar demais, não sei, pareço planta em água que
ainda não ferveu.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

todo dia será um dia a mais




cheio de sol entre as trevas,
pois só quem tem os sonhos mais básicos pode amar e dizer a verdade.

terça-feira, 22 de junho de 2010

change is hard.

cochilei por uns dois minutos e sonhei que estava deitado no sofá
(exatamente como peguei no sono) e David Bowie chegava
gritando na minha cara "CH-CH-CH-CHAAAAAAAANGES!"
e só eu sei a dor de conhecer o significado que essa musica tem
na minha vida. acordei, claro. angustiado, claro. provavelmente
não durma mais hoje. comerei pipoca, beberei café e tentarei
preencher algumas folhas do moleskine. mas não sei, dia vazio.
ficou tudo meio vazio depois das noticias da manhã. é meio como
não ter planos. é meio como nao querer mais ter planos. é meio
como ter perdido tanto a noção de por onde se está caminhando,
que também perdi a noção de valores e estruturas e contagens
de tempo e grana e ter ou não ter. e mais nada. só café, nenhuma
vontade. quando não se tem vontade de segurar a si próprio,
dificil fica ter coragem de reparar erros ou pedir desculpas ou
simplesmente continuar aprendendo a dividir. sos não ajuda.
ter ao lado também não, nunca aceitei bem essa história.


rabisquei um gato no moleskine e depois um pássaro: um em
cada canto da página. imaginei as almas e uma aquarela azul,
os prédios tão velhos e o cheiro de multidão, me veio Engenheiros:

"..o melhor esconderijo, a maior escuridão, já nao servem de abrigo,
já não dão proteção..
"