blinding.
eu quero tanto. e tanto tento não dizer que quero por ser tão.
por ter sido tão bom. quero tanto, que tenho medo de que não seja
assim tão, quando realmente for, sabe. talvez seja preciptação
mas dividir clipes é tão bom quanto morder.
pessoas são tão diferentes fisicamente, mas todas chegam ao
mesmo lugar numa relação. ou nas relações que compreendo.
toda a vez que você se abrir pra alguém e esse alguém parecer
compreensivo e amigável: um dia a compreensão acabará e
tudo o que antes era relação se tornará conversa alheia. e toda
a vez que você ver a possibilidade de conhecer alguém que
pareça tão incrível em beijo, em gostos e personalidade, certamente
será doloroso de uma forma ou de outra. ou se gosta demais, ou
só podem se ver de menos, ou é complicado demais, ou é
preso demais, ou é aberto demais. pessoas nunca estão satisfeitas
com os relacionamentos porque aprendem a cegar-se aos
benefícios do próprio amor e enxergar em relacionamentos alheios
o que quer para si. mas os outros nunca somos nós, o que serve
para eles não é do nosso molde, o que os faz feliz talvez seja o que
mais detestamos viver. enfim, desista de procurar cascas e
veja o tamanho do interior do que está vivendo: a vida acontece
agora e não no que está por vir.
Postado por
marco
às
23:59
tenho tantas coisas a dizer e ao mesmo tempo tem tantas
pessoas em silêncio ao meu redor que já perco o foco e a
vontade de escrever. quando eu disse que
sabia o que ia acontecer, não foi pra fingir qualquer tipo de
controle ou experiência: eu disse, e aconteceu. mesmo que
eu tenha tentado fingir pra mim mesmo que não pensava
naquilo, numa tentativa de sabotar minhas vontades e meus
pensamentos sobre o futuro, toda a coisa foi diminuindo tão
rápido que não consegui entender direito. acabo por querer
demais quando o outro lado preferia que eu queresse menos.
porque cada vez mais eu percebo que não é uma questão de
afinidades e atrações: as pessoas querem o que não podem
ter ou quem parecer estar desistindo. uma noite é massa.
pensar demais em passar disso parece babaquice enorme e
é aí que certas afinidades podem ser maiores que o desejo de
correr atrás. whatever. é tarde, perdi uma hora da minha
madrugada (e do sono!), plantei três árvores, comprei um
brinquedo novo, mesmo que não receba ligações (indireta para me
ligarem mais, reflitam), bebi pouco, fumei demais, assisti
menos, ouvi as músicas que mais ajudam, esperei certas coisas
que decidi parar de procurar e deixar acontecerem, bebi de
novo e jantei pudim lendo indiretas desnecessárias de pessoas
queridas. devo concluir que noites de sábado sóbrias e
solitárias não terminam bem.
Postado por
marco
às
01:04
“But no matter how much of a freak you end up being,
chances are there’s still someone out there for you.
Unless of course, they’ve already moved on. Because
when it comes to love, even freaks can’t wait forever.”
| — | Grey’s Anatomy 7.03 - ‘Superfreak’ |
Postado por
marco
às
23:43
mudar é difícil, mesmo que seja a coisa que você mais
quer no momento. querer demais sempre ajuda, te guia,
te encoraja e, depois de vários tombos, te ensina a
querer com menos intensidade da próxima vez. dá vontade
de querer tudo, inteiro, a todo tempo, tipo agora. mas
nem está aqui,talvez nem esteja pra mim como as vezes
parece estar
Postado por
marco
às
23:06
voltei a visualizar demais e logo vem a sensação de branco.
eu queria tanto, mas agora percebo que não paro de fugir
do vazio. seja enxergando coisas em alguém ou planejando
coisas futuras que não terei coragem de fazer.basta aceitar
a situação, nem parece tão difícil assim, só falta conseguir.
Postado por
marco
às
12:02
a gente passa por tantas situações que chega o momento
em que aprendemos a conviver com os finais. mas levar
os finais numa boa, acaba interferindo nos inicios e nos
meios e nos processos do término. nos acostumamos a
não sofrer por alguém que é apenas mais um alguém, dos
tantos que provavelmente aparecerão. não que soframos
menos a cada alguém, e também não nos curamos com
mais rapidez, apenas aceitamos de forma menos revoltosa.
até que passa. as vezes demora, as vezes isso requer
cigarros demais, garrafas vazias proporcionais ao quanto
se chorou, mas passa. e fica aquela sensação de que não
saberemos lidar novamente com qualquer novo alguém:
e saímos felizes por não querer mais e já ter desenvolvido
o desapego. aham, desapegado. de quem mesmo? pois é,
esquecemos do fato de que ainda existem muitas outras
pessoas e que alguma delas vai ser teu próximo alguém e
você vai querer saber tudo tudo porque vocês gostam das
mesmas coisas e os lábios são macios e apertar é melhor
do que ser só conhecido do alguém. mas é tudo tão novo,
e você lembra que antes o anterior era novo também, se
estendeu por meses e acabou doendo e demorando pra
cicatrizar. quanto tempo precisamos estar com alguém
pra achar tão legal a ponto de querer que tudo dê certo
dessa vez? pois é, não existe tempo certo. daí dá medo.
não pode acontecer tão rápido, não posso querer me
mostrar tão rápido, enviar músicas e compartilhar gostos
sem saber que a pessoa realmente quer receber. parei.
só quero, mas vou esperar quererem também. comecei
do ponto firme que foi a conversa e terminei falando do
ponto incerto em que me encontro cheio de vontades de
alguém, já que até agora não tinha encontrado alguém
com quem tanta coisa fechasse. pode ser pegadinha do
malandro, fiquem ligadinhos.
Postado por
marco
às
22:52
temos uma pequena (ok, enorme) capacidade de sentir
prazer em ficarmos sozinhos; não por um momento ou
uma hora ou por um dia, sozinhos como situação. quando
decidimos nossa situação, enquanto estamos comparando
os beneficios e merdas que envolvem tudo, não podemos
prever o tamanho da dor que virá. ela é meio silenciosa
no inicio, lá quando ainda nçai caiu a ficha, quanto nada
começou a fazer sentido e tomamos rumos diferentes pra
não precisar ficar topando por aí. ninguém sente nada ou
é simples e mais facil evitar o sentimento porque não
estamos vendo aquilo que antes estava ali e que agora já
faz falta e constrói o vazio.
Postado por
marco
às
22:26
Postado por
marco
às
22:14
e quando, sem percerber, estava me esvaziando de ti,
vem você pra me oferecer mais. pra me lembrar das
tardes inteiras ouvindo Lou Reed com a eterna
indecisão pelo sabor do pastel. o cimento era queimado,
a cortina era um cobertor e o futuro não importava
tanto. importou tão pouco que desapareceu, mesmo que
quiséssemos ter tido um. tivemos por um tempo. até
um tempo em que o tempo e a vontade diminuiram. e
daí, no meio da chuva e de faróis, vem você pra relembrar
mais, querendo preencher um copo já quase vazio. pouco
soube o que dizer, até não havia o que. tenta me resgatar
com Caetano e com
teimo em desacreditar que passaram-se dois anos
desde os pastéis, um ano desde a ida até a
farmácia, outro ano desde a casa nova e os quadros
de lata, 8 meses da espera nas cadeiras, das escadas
de amigo, da coisa mais rápida e mais louca que já passou.
as vezes eu queria ser exatamente essa coisa que já
passou.
talvez isso seja um aviso um pedido uma despedida.
outra despedida? penso. não falo nada, não quero mostrar
que penso que qualquer coisa esteja se repetindo. AGORA
nada está se repetindo.nem sei. talvez nada seja. talvez nada
tenha sido. porque tenho certeza que não mais será. mas
não posso dizer, tão pouco admitir que será mais fácil
esquecer e sorrir. o dia não será o mesmo amanhã, mesmo
que continue chovendo. eu só queria estudar e dormir e
dormir. e agora tudo isso. e agora mais nada. e agora não
sei o que me apavora mais, depois de todo esse tempo que
renasceu em uma ligação e uma visita. você ainda nem sabe
se vai ficar. e eu tenho certeza que não quero que fique.
This is my final fit, my final bellyach (...)
No Surprises - Radiohead
Postado por
marco
às
22:47
eu não gosto dos que falam demais. Bonito mesmo
é o silêncio, ofingir que de nada sabe pra poder ficar
pensando por dentro. Saber por dentro que é sinal
de perversa maturidade. eu não gosto dos que
falam fingindo que deixaram escapar. E nem interessa
sobre o que/quem estava comentando, sempre prefiro
o silêncio que demonstra controle de si mesmo, que
inspira segurança e sanidade. Sanidade deve ser minha
nova palavra preferida, sabe. Sanidade é fundamental.
tem tanta gente louca falando o que não sabe de
pessoas que neminteressam a elas, que nem sei mais
quem pode me interessar. eu não gosto de quem tem
necessidade de defender pessoas quase desconhecidas
só para manter a posição do outro. Prefiro minhas regras,
tipo essa do silêncio, de apenas criticar da maneira certa:
sem atingir o alvo e o receptor, só divertindo a mim mesmo.
se você sabe coisas dele, não exceda, guarde pra si
mesmo. as pessoas que querem continuar te vendo da mesma
forma, agradecem.
I don’t like you, but I love you (...) I don’t want you, but I need you.
She & Him
Postado por
marco
às
09:51
as vezes percebemos que pessoas não querem pessoas ou
relacionamentos, elas só querem encontrar possibilidades
possibilidades de ter aquele drama bonitinho de seriado
possibilidades de pelo o menos uma vez sentir o amargo no
peito e reclamar dele, mas no fundo sentir que ele faz a vida
pulsar e que sem tudo isso o resto é só o resto, porque
quando ele pulsa, ninguém importa. nada importa. tudo
importa. agora tudo importa, tudo pesa. nada se encaixa, mas
tudo parece ter sido premeditado. eu, que vivia me afogando
em "se tivesse" ou "se não tivesse", percebi que minhas
atitudes são pequenas ao poder que as pessoas tem de
modificar tua confiança e tua preocupação e teu querer bem.
o que não importa mais é resolver tudo, pois essas coisas
feitas não tem resolução. e pensar que podem ter tantos
culpados, tantos "se", tantos momentos em que pessoas
deveriam ter freiado, se controlado ou só terem cuidado
dos sentimentos e fatos que lhe dizem respeito. me sinto
no centro de uma sala fria, rodeado de crianças que ainda
não tiveram o momento de crescer e ter seus próprios
relacionamentos, que não percebem as coisas fódas da vida
e que não conseguem manter uma atitude linear e congruente
pq no fundo acham que sentem muito mais do que sentem
de verdade. não é demais querer certa segurança, menos
instabilidade e controle. coisa de adulto que nem tão velho
precisa ser, mas também não precisa ser menininha
frágil se perdendo histéricamente. no fim, passei um dia liso,
tentando não pensar em nada disso. não vejo horizonte,
nem futuro, nem coisa próxima e preciso -só uma vez -
me ver tão meu que.
Postado por
marco
às
22:39
Postado por
marco
às
22:58
eu acredito em ti. assim, sincero ou sem piscar. eu queria
só dizer eei, pergunte-me como eu me sinto ao perceber
que tudo isso é verdadeiro, mas agora eu só estou tentando
fazer com que tudo se transforme em verdade. é nisso que
estou acreditanto. não podemos voltar, mas deixar como
está. que caminhe, que seja. sei que sobre ontem, jamais
me senti tao à vontade. aprendi a não querer mais ser o
centro enquanto não tiver certeza de que o meu está no
lugar. não quero machucar, e o único jeito de evitar isso
é ficando como/onde estou. perdi principios e coisas que pensava
serem certas. não os quero mais. agora só tenho perguntas,
agora só quero saber pra onde foram tantas pessoas, pq
já não sinto nada pela familia e quero ser alguém assim tão
cheio de mim. nos últimos dias a melhor sensação que tive
foi não me sentir sozinho enquanto estava sozinho. durou
pouco tempo, meio cigarro talvez, mas foi grande. as últimas
conversas não tem sido de esperança, mas de fuga. cada vez
mais percebo que apesar de ter todos esses caminhos, o
que seguirei será o mesmo que já foi traçado e pelo qual
venho caminhando. se não acredito que tudo possa ser como
quero, qual é a força que me movimenta? aquela de que a
qualquer momento tudo pode mudar ou aquela que não deixa
a engrenagem parar por maior que seja a merda envolvida?
acho que sempre fico com a primeira opção. todas as minhas
visões são dramáticas, todas funcionarão e todas levarão um
bom tempo para surtirem efeito. até lá só tenho poucas bandas
e uma vontade de me preparar que nada tem a ver com
estudar. só tenho questionamentos sobre o tempo e a certeza.
Postado por
marco
às
22:17
Postado por
marco
às
22:30
quando não há esperança, não há medo. e assim, não exito.
e se não exito, a vida fica morna.
planejar demais me deixa muito realista e sem outras vontades,
só pronto pra ser aquela coisa, pra fazer o que estou querendo
e nada mais.sinto que só sentirei vida quando sair pra fazer
aquilo para o que estou me preparando.
"so please, please, please, let me, let me, let me
get what I want these times. " (the Smiths)
Postado por
marco
às
22:42
esqueci como era sentir todas essas coisas que só acontecem em
fim/inicio de semestre. acho uma merda: é sempre um monte de
decisões, tantas coisas pra pensar e tudo sempre caminhará do
mesmo jeito de antes. medo de dormir e não descansar. medo de
dormir mais sete anos no mesmo horário e acordar da mesma
forma. assim, os rostos conhecidos não fazem bem à mudança e
a indecisão não é compatível com as esxpressões e os choros. é
tão dificil falar em ir quando algo enraizou. e é tão dificil arrancar
uma raiz quando se quer ir. quaisquer das situações só potencializam
minha indecisão. continuo querendo dormir pra sempre e esvaziar
tudo que tenho aqui. planos são só planos, mas dessa vez são notas
diferentes. nunca tinha me
visto tão fundo e depois de tantos litros, de tão bêbado numa segunda-feira,
senti que a base de que ela falava, até poderia me atrasar mas prolongaria
tudo o que tenho imaginado; antes eu sabia o lugar,
mas achava que me carregariam até ele, até fim do caminho. agora só
comecei a caminhar novamente com a certeza que estou indo
pra algum lugar, e já posso sentir o cheio e a textura das pedras.
Postado por
marco
às
22:14
hoje eu acordei mais cedo, senti a cerveja de ontem e só queria
água. e só queria alivio. só queria entender por onde caminho.
assim, talvez devesse ter abusado mais da bebida, mesmo que
não fizesse nada sumir. era exatamente o que eu precisava,
ou quem eu precisava. certas coisas a gente não faz por falta de
ponto, certas decisões a gente não toma por falta de amigos.
os verdadeiros te encorajam mesmo que não exista possibilidade
alguma de tudo se concretizar. hoje eu não tomei café, roubei
balas de menta e esqueci de comer a granola. esqueci: de como
se fala certas coisas. aprendi: a suportar esses dias em que eu
não queria que fosse um dia.
o sol é muito forte, o sentimento anda na mesma linha e eu não
sei lidar com isso. tenho medo de dar passos e, na verdade, hoje
eu queria ser daquele tipo que nem liga. mas eu ligo. ligo demais.
e quando
não respondi certas coisas, foi por não saber dar certos passos.
não: talvez eu saiba dar os passos - até bem largos - e consigo,
só não sei acompanhar/manter/controlar esse caminhar.
eu só não sei me acompanhar/me manter/me controlar.
não sei fazer nada do qual eu esteja com medo de que termine.
e se me reservo, é por autodefesa, assim,
inconsciente-consciente-sem-conseguir-mudar-de-atitude.
não gosto de gostar demais, não sei, pareço planta em água que
ainda não ferveu.
Postado por
marco
às
11:33