quinta-feira, 24 de setembro de 2009

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não quero mais sentir as mesmas coisas erradas. esqueci
as coisas que aprendi por estar querendo compartilhar.
essa vontade de dividir acaba comigo. não é nada complexo,
quero dividir meus 10 minutos, fazer convites nas minhas
horas vagas, dividir o último cigarro. não é uma questão
de procurar sentido, só de ficar bem. bem agora, bem
enquanto durmo, bem pra amanhã. e amanhã realmente
estar. sem risos bobos ou olhares de stalker. ter o abraço
que baste. um copo que seja o último. um cigarro que
satisfaça. um todo-ombros-e-peito que seja mais pesado
que minha mão. por quanto tempo vou me arrepender por
não ter tido coragem de beijar o movimento? enquanto eu
puder rir de minha própria indecisão, dos meus exageros
com o café e da minha dúvida sobre os amendoins.

domingo, 20 de setembro de 2009

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tenho pensado em fazer algumas coisas que preencheriam
as lacunas que sobraram; as vezes parece solução pra esse
vazio, e em outras parece desespero demais pra ser levado
em conta. Acho que é porque corro demais, e corro com uma
vontade deitada, esperando encontrar plenitude, ou paz,
ou alguém, ou eu mesmo. Mas as frustração de sempre ter só
a metade, de ter só um quase tudo da parte inteira de que
gostaria, faz o passo diminuir pra poder olhar ao redor e me
certificar do que quero. a certeza não existe aqui: giro cada
vez mais, afundo cada vez mais numa vontade de ser qualquer
eu que ainda desconheço em mim, mas que talvez seja a
face/defeito/sorriso de alguém.

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acho que tem esse momento em que decido ficar
sem achar que estou fazendo a coisa errada. mesmo
que algumas conversas terminem sempre num
tom bravo e cortante, outras coisas me deixam bem.
e num momento que não esperava, fico sabendo de
coisas que me ajudariam a esquecer do que fomos,
mas tenho essa sensação de que não quero esquecer.
acho que me falta o novo. falta um novo. nem sei pq
ainda aposto nessas esperanças falsas, melhor do
que não tê-las, certamente. nem sei o que tava
querendo dizer. o que aconteceu é que descobri que
o que senti durante um puta tempo podia ter acabado
se eu soubesse antes do que sei agora, etcaetera,
etcaetera. assuntos velhos, caminhos parecidos enquanto
vou perdendo o tato e as curvas brilhantes das palavras.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

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quando me perco na contagem dos dias, é porque me achei
em todo o resto. esse resto de que falo não é tudo
o que
deveria ser, mas as coisas óbvias em que devo
me focar:
aos poucos um certo equilibrio vai pousando
morno sobre a
vida, deixando tudo tão amarelado que é
difícil identificar
como está indo pra frente. mas está indo.
algumas coisas
antigas agora realmente não me chateiam
mais: posso ver,
posso falar sem me render à bobeira.
talvez não possa tocar
sem querer ter novamente, mas
está indo.

de repente, resolvi achar alguém. foram uns momentos até
divertidos quando resolvi assistir minhas próprias atitudes,
como eu perdi um pouco do jeito depois da última vez. as
vezes parece que cansa, que não preciso, mas no fundo ando
precisando tanto que resolvo coisas que mais parecem
cruzadas. caio em mim, volto ao quarto e tudo fica normal de
novo. apesar de ninguém esquecer certos momentos,

mas tudo vai indo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

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nas tardes de chuva eu queria só dormir. dormir e
reencontrar o que perdi debaixo dos meus olhos e
minha paciência. nada de
molhar o jeans e puxar o
capuz; nada de lembrar
dos cheiros e olhar fixamente
a água correndo por
trás da fumaça. só domir pra
quebrar um pouco do
êxtase dessa tristeza.

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pessoas imediatistas me chateiam demais: sempre muito
desesperadas, desfocadas da cena em que pretendem
aparecer. não entendem bem a as piadas que acompanham
a conversa, já que só querem saber do que estão querendo.

segue minha vontade de estar em dois, sem pensar
e sem o
vulgar, só caminha o restante escorregando antes
de tornar-se
o ápice de um dia sem sensação. recebo esses estranhos
elogios, continuo calado; meus olhos
estão estranhos: ardem
sem razão; durmo sem descansar.
ela disse que mata! mata o
primeiro que se apresentar.
morro de rir e já não preciso deitar.

sábado, 5 de setembro de 2009

eu bufo, ele bufa, nós bufamos.


refletindo aqui sobre a busca: é sempre menos redonda
do que parece. começa exagerada, com grandes planos,
efervescendo a transparência das possibilidades. logo
aparecem os cantos, os pontos cegos e, a qualquer passo
mais lento, o descaso se alastra e ela se deita já cansada.

literatura não traz felicidade pra ninguém, era sobre isso
a nossa conversa. de um lado o sol, de outro a desconfiança
subindo velhos degraus. quanto tempo mais tudo vai
permanecer da maneira que não queremos? um telefonema
não te faz mais próximo de nada; estamos sentados bufando
sobre o que não dá mais certo em nós, sobre nossas coisas
em comum que não funcionam como ligação. não tenho
vontade, você não permanece: não temos chance de nada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

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acordei sentindo as dores do sonho sem conseguir
lembrar direito do que acontecia nele: tenho certeza
de que é uma coisa que realmente queria repetir.


olha, não é que eu esteja dificultando o entendimento,
eu queria muito achar razões pra te explicar a sonsice
da tarde de ontem, mas é tão dificil que já prometi a
mim mesmo não repetir aquilo e pronto. quando não
sei se vou ou se fico, acho que é mais por querer ficar,
apesar de que ficar sempre dói. não na hora, como ontem.
na hora
é puro silêncio do calor novo que não vai embora. dói
depois, no barulho de casa, nas conversas sem graça
e na repetição dos olhares diários. como prometi não
repetir o feito, tenho 14 minutos pra sair correndo,
procurar as imagens que me distraem e tentar, tentar
não ligar. tentar, tentar não atender. não, não repetir.

domingo, 30 de agosto de 2009

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e nesses curtos tempos em que não há sexo reconhecendo os
travesseiros, escorrem geléias de mirtilo, caldas de chocolate
e cerejas por cima das coisas mais doces e das coxas mais tenras;
esquentando a imaginação e conseguindo fazer salivar essa
incontrolável frustração de não ter. já não existem códigos,
apenas a vontade de falar o que se sente, sem vergonha ou
preocupação em ter uma resposta, um reflexo basta.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

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acho que alguma coisa acontece entre o olhar e o reconhecimento,
ou entre o esquecer e o avisar. num momento de 'quase frio' no
estômago, a tranquilidade retorna esboçando uma falsa integração
entre o próximo passo, o atual desconcerto e a velha decisão. não
posso conter o 'quase frio' e vou caindo a cada degrau que subi.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

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existem esses momentos que parecem intermináveis em que
só quero fazer tudo, menos o que preciso fazer. e o que desejo
fazer perde o gosto quando realmente faço: exatamente como
o sexo, que perde todo o gosto quando termina, mas é a melhor
coisa da vida do inicio do tesão até a vontade de se limpar e
fumar um cigarro. exausto. feliz por pequenos acontecimentos
do dia, cansado e triste por outros: o de sempre.

o arrependimento nunca é um gesto espontâneo, há sempre
alguma coerção por trás dele. meus gestos não são espontâneos,
ignorando minhas esperanças, espero que as forças do universo
comecem a reagir contrariamente ao que quero, fazendo assim
com que o que finjo não querer realmente aconteça 'naturalmente'.
alguém deve conseguir ser
feliz sempre procurando pessoas pra
caber no seu sonho.
boa sorte, então.
acho que insanidade está
chegando, internação já.hahaha!

o livro terminou super broxante, exatamente assim:

"Tudo era fantasia, um sonho, um mundo de vastas emoções e
pensamentos Imperfeitos"

*título do livro clichê: Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, Rubem Fonseca.

sábado, 22 de agosto de 2009

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a vida está aí, rindo pra mim como psicopata bolando um plano, saca?

blog de bêbado não tem dono, repito; mas não vou apagar este post
que está aí embaixo: bebida entra e a verdade sai, melhor ainda...
apesar de que o custo benefício desse negózdiblog ta bom não. em
meio a tantas bobagens sobre alma gêmea, laranjas e panelas,
temineifalando sobre mudar a minha vida. podia fazer uma tatuagem,
colocar19837 piercings e skinhediar por aí, mas e a graça? acredite
que a vida
realmente não mudou! MAS consegui mudar alguns
pensamentos, coisa tão inédita na minha vida. EU que sempre fui
por sensações e pensamentos intermináveis, consegui controlar um
sentimento que tanto me chateava, apenas desviando dele. então,
quando penso na coisa/pessoa, logo penso numa cena de filme ou
livro que me distraia, que me faça imaginar detalhes, acendo um
cigarro ou como alguma coisa. está dando certo. devo dizer que
fumo, como e assisto seriados excessivamente, mas o que interessa
é me curar dessa coisa/pessoa.

inteligência manda notícias: voltei a ler compulsivamente. ócio criativo

bate na porta: terminei meia dúzia de desenhos inacabados. hipocrisia,
uma arte! tarde de sábado? desvio mais uma vez indo pra academia.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

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já nao sei mais sei contar como me sinto cansado, feliz por uma
(SÓ UMA) coisa que aconteceu, como me sinto idiota,
irritado
com alguém e ao mesmo tempo decidi largar de
mão velhas coisas
-e pessoas; repito: e pessoas;e, principalmente, pessoas- que não
me interessam, ou me
interessam tanto que me fazem adoecer,
essas baboseiras. to
tão cansado, não consigo dormir e acho que
exatamente nesse
momento eu sinto que não existe ninguém pra mim.
porra, e
toda a história das metades da laranja, a tampa que encaixa
na panela e o papo furado sobre alma gêmea? vou olhar pra cima e
conversar com o universo. as pessoas me contam sobre
o amor e eu
não tenho assunto nenhum pra devolver. curso e
cansaço cruel que
me fazem beber esse vinho ruim, assistir episódios
antigos-toscos-
que-me-fazem-ter-vontade-de-falar-como-
Lorelai-Gilmore,
demonstrarcarência à idiotas via msn e
depois vir aqui contar
que to sentindo um vazio no lugar da
suposta existência de
uma suposta alma gêmea (que se
realmente for gêmea, deve
ser insuportável como
eu sou, mas deve ser boa no sexo, como
eu. HAHA, e toda aquela coisa...)
well, agora tenho habilitação,não
aguento mais ouvir Caetano Veloso
e Nara Leão e pensar em
relacionamentos, to cansado, não tenho carro
nem a metade
da minha laranja, nem nada e preciso acordar cedo, mas
não
tenho sono depois desse puta dia cansativo E AINDA venho

me expor sem nenhuma razão. boa noite, amanhã vou mudar
a
minha vida,com olheiras maiores que as de hoje, e provavelmente
cansado demais pra realmente fazer algo diferente do que
já foi feito. decidi que amanhã vou mandar tudo -e todos; repito:
e todos; e, principalmente,todos- que andam me chateando
praquelelugarzin, sabe? talvez eu me sinta realmente leve e a
vida mude. -N?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

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adapte-me à uma cama boa.

domingo, 16 de agosto de 2009

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na madrugada, vagalume. ainda tremo, ainda lembro exatamente
da sensação. caralho, não queria escrever isso de forma redonda:
queria
expor cada canto do que senti agora, do que continuo
sentindo, de
tudo isso que está explodindo em mim. mas é
desconhecido demais.me desconheço demais. sinto falta demais
e não entendo essas coisas.

dormi quase o dia todo. 15mg no total e agora que é noite, começo a
me sentir disposto a encarar um dia inteiro, mas é noite e não quero
sair. talvez reler alguma coisa -já que estou sem livros novos-, talvez
esperar você realmente me convidar: eis aqui um assunto em que
podia parar por muitos minutos, falando sobre muitas dores, muitas
angústias, nós na garganta, choramingos secos no caminho de volta
da faculdade e todas essas coisas que sentia por ti em silêncio.
porra,
eu queria te falar tanta coisa.a gente continua, mas a sensação
é que
tu realmente não sabe o que eu sinto de verdade, entende?

a noite de sábado foi boa, mas to tão cansado. eu mesmo me
surpreendi por ter ido, por
resolver amanhecer fora de casa:
fazia tantotempo. acabei vacilando, sei. é que depois
que o sol
bate na cara e a cerveja começa a pesar com o cheiro de
cigarro
nas mãos, a vontade é de estar em casa no mesmo instante,
sem
espera, sem viagem, apenas estar, apenas deitar; mas na real,
acho que quero tudo isso novamente. contar dinheiro, não me
preocupar
com o tempo, se preciso terminar de ler algum livro,
acordar, ver algum
episódio ou ficar com alguém que não vale.
algumas noites demonstram exatamente o que somos em
partes
que só nós compreendemos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

a vida é minha,

o pôbrema é meu.

nego não pode mais fumar numa boa sentado num banco de

praça sem ser recriminado por uma tia que passa falando
sobre a juventude estragar sua saúde.
se o filho-da-prima-da-sua-amiga tem dezenone anos e um
salário de dois mil por mês, bom pra ele, minha senhora. trabalho
meio turno e não tenho financiamento interminável, gasolina ou
conta de luz pra pagar; assim, posso pagar a mensalidade da
academia e ficar em casa comendo pipoca e assistindo sessão da
tarde da globo sem nenhum remorso. estudo, achei que isso bastava.
lembro que qualquer cadastro de email tem 'estudante' como
opção de profissão. e comparações são toscas e humilhantes.
prefiro o silêncio.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

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controlando essas coisas que não sentia mais. tentando, claro.
acho bom quando as coisas se ajeitam e mesmo sem sentido,
ficam mais claras. mas tem uma dor que não me deixa organizar
o que quero falar agora,um cansaço seco; mesmo assim, to indo
ali participar um pouco das coisas, das coisas que não me
completam -me esvaziam as vezes até- mas que não consigo largar.

e torcer pra que as aulas não sejam adiadas novamente, porque
mais duas semanas aqui sem ter o que fazer é crueldade (?)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

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desenhar ainda tem o mesmo gosto. gosto enferrujado

de encontrar abrigo na busca da perfeição nesses traços
sem utilidade. não é uma explosão no encontro, como antes
quando ficava sem sono antes de terminar as sombras,
antes de terminá-lo todo, agora só é lembrança: resto de habilidade
misturada com uma nostalgia e algumas músicas soltas
pelo corredor. ela gosta da mesa torta e eu dispenso algumas
tranquilidades enquanto chove mais um pouco. tão devagar,
tão devagar, tão devagar pra me arrepender em algumas
horas e já não poder agarrar um travesseiro.

domingo, 9 de agosto de 2009

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fica tudo assim, como se eu tivesse fazendo a merda sozinho.
ninguém comenta sobre a parte dos outros, como se a tentação
estivesse aqui e quem, deliberadamente sai à procura dela,
pela simples condição de não fazer parte daquele mundo, fica
de fora das opiniões por simplesmente não ser aquilo: apenas
querem seus minutos de participação, de satisfação egoísta.
to cagando pra esses comentários, olhares ou opiniões, também
tenho minhas satisfações clandestinas sem entregar toda a
tigela do meu açucar. e o que deixa o café amargo é ver que tudo
tem sempre mais parte dos outros e. fica tudo assim, como se
eu tivesse fazendo a merda sozinho. e o que estufa o estômago
é ver que os créditos nunca são meus, mesmo que -fique surpreso!-
tenha feito as coisas da maneira correta. a chuva pára. dormir logo
por causa de horário de almoço do dia dos pais. garagalhando aqui:
o almoço só tem avô e uma obrigação sacana de ligações hipócritas.
a noite segue tendências. uma música repetida que gosto tanto:

" sunday morning, we'll soon be out on the boulevards.../
...
i'm all about you, you're all about me, we're all about each other/
you don't have to tell, 'cause I know so well what we are all after..."

Paris 2004, Peter Bjorn and John








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você já amou um remédio, Márcio? hein, já amou o efeito de um remédio?

Camila Lopes