terça-feira, 3 de novembro de 2009

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e fica aquela incerteza de que seja sempre assim. eu queria ver
sentido, mas os últimos dias passaram rápidos por terem sido
pouco. a coisa se envolve em momentos que não me encaixo. tudo
o que queria escrever estava guardado hoje de manhã, e agora
passou. não era idéia, não era vento: tinha alguma substância
estranha sobre os comprimidos desnecessários de uma noite longe
do meu colchão e agora sinto as dores da cama que não era minha.
as vezes o tempo parece curto em relação ao que preciso fazer.
quando faço as contas percebo que muito sobraria, mas onde coloco
a vontade de terminar o esboço da árvore enraizada num coração
humano?restando uma hora e seis minutos,tendo que terminar um
texto inteiro que pouco entendo. e pouco entendo o que tem acontecido,
pouco decido quem me interessa ou quem vai me deixando aos poucos:
não sei mais levar, apesar de continuar desejando os mesmos erros,
apesar de saber exatamente o que quero, me confundo com as
diferentes entradas que venho conseguindo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

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A situação de carência vivida no quotidiano das massas, onde
não há nenhuma ocorrência excepcional, onde o indivíduo
tem de levantar-se cedo todas as manhãs, pegar um ônibus
cheio, passar lá mais de uma hora, executar um trabalho
maçante, relacionar-se superficialmente com os seus colegas
de trabalho, ir cansado para casa, pegar outro ônibus cheio e
viajar mais tanto tempo, chegar em casa, jantar, sentar-se diante
da TV, cochilar e por fim dormir, para ter no dia seguinte tudo
outra vez, por uma vida toda, essa vivência sem novidades, sem
emoções, sem ocorrências que fujam do quotidiano retiram do
sujeito o verdadeiro prazer de viver.

Ciro Marcondes Filho

*ok, não pego uma hora de ônibus, nem rola isso de trabalho
maçante, mas ando me sensibilizando com os movimentos
trabalhistas, sério. vou parar de ler por um tempo. não gosto
de me envolver demais nesses assuntos. sou do tipo ''palitinho'',
nada extremista.

sábado, 17 de outubro de 2009

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já sentiu falta de algo que não te fazia bem? pois eu sinto. todos
os dias. não me fazia sorrir - pelo contrário- e nem me fazia
crescer,mas era a minha cara, era algo que eu podia chamar de
meu e sentia que realmente o era. não sei onde quero chegar,
não sei qual caminho devo escolher- se é que ainda posso escolher
alguma coisa- sinto quetodas as possibilidades não são minhas,
não são pra mim, não são o bastante. entre o tal momento e o meu
hoje existe um vazio imenso e, não sei como, mas pareço ter dado
um salto até aqui, como se não tivesse vivido esse espaço: simplesmente
cheguei a esse ponto que tanto detesto.tenho medo da enorme
interferência que esse descontrole da situação possa afetar o que
vem pela frente, e muito me irrita me preocupar tanto com o que está
por vir. hoje não é um dia bom: o tipo de dia em que eu desistiria
de tudo por outra coisa qualquer. por mais que eu tente de diferentes
formas, não consigo esvaziar essa sensação.as músicas que tocam
automaticas e aleatórias parecem ter sido escolhidas para uma sessão
nostalgia. queria poder deixar um bilhete e, como a Izzie acaba de fazer
no último episódio, apenas ir embora. ir embora, assim, sem saber
se volto, pra onde eu esqueça um pouco disso, um pouco de mim, se me
despreocupo com o futuro e se consigo estar por mim mesmo sem ser
este que lamenta agora. *sim, era de ti que eu falava, acho. talvez não
só da pessoa por inteiro, mas de toda a situação que me faz bem; que
me deixa desconfortável com o papo sobre cigarro, mas estamos aí.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

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não há tempo pra pensar que o tempo passou; é isso agora
ou só em cinco dias, uma semana, um mês ou quanto
tempo mais demorar pra sentir a sintonia e vontade de
fazer. quero talmovimento que não posso acessar agora,
não é imediato e, quando conseguir, todo tempo de
planejamento que o antecede, vai tirar todo seu sumo
elétrico que quero sentir na pele. enquanto o tempo passou
e continuei sem descansar, penso num café cremoso e
em como a minha insatisfação não vai chamar a tua atenção.
planejo sentar e pedir minha bebida pois as coisas que
acontecem ao acaso estão acabando comigo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

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o momento em que as coisas não parecem estar erradas,
mas o sentimento é de que nada nada nada está certo.
o momento em que tudo parece estar preenchido, mas o
movimento que toca minha pele não está aonde vivo.

falta alguma coisa, cara. e eu sei o que é. e acho que meu maior
medo é de que no dia em que eu conseguir essa 'coisa', esse
sentimento de vazio continue vivo pra que eu descubra que não
era aquilo que eu precisava. a merda da eterna insatisfação
humana: super compreensível, todo mundo entende e ninguém
pode consertar isso. é uma sensação incontrolável de ter o controle,
de poder ficar em silêncio, mas deixar que tudo role da maneira
mais difícil.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

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tem esses momentos de reparar em cerâmicas antigas
e pensar em músicas que queria muito ouvir agora, e
nem estar bêbado pra deixar tudo passar mais liso do
que realmente está. pessoas perdem roupas íntimas e
eu fico sentado observando as coisas brancas no mesmo
lugar, o cigarro me esperando, alguém que queria muito
conversar e acabei querendo tanto dormir que nada falei;
na verdade eu só quero dormir e esquecer de mães e
lugares em que as pessoas deixam de falar o que realmente
interessa. as idades não são compativeis, esqueço de
fazer alguns convites e outros eu faço sem pensar. it's over.

estou em casa desconhecida e queria estar com alguém que
está longe, que pouco conheço, mas que me faz bem pra caramba
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

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como não dá pra resumir esses acontecimentos bizarros
do meu dia, não sinto vontade de falar sobre outras coisas.
acho que todas as crises com as coisas que deviam ser
automaticamente normais a um ser humano vão passando
com o tempo, ou só vou deixando de me importar. acho
bom só voltar quando realmente quiser escrever. enquanto
isso vou plantar um pé de sagu, haha. nãosouengraçado, sei.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

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um dia vou pisar o chão molhado que imagino agora.


gosto de antecipar as coisas, mas nao gosto de sentimento.
penso demais, me consome demais; nem deitar tranquilo
consigo. é que eu acho estranho demais. até hoje eu mudei
pra caramba. mudei de casa, de cidade, de família. mudei
nos sentimentos, nas atitudes e no corpo. sempre gostei
dessas mudanças -repentinas ou lentas- e continuo gostando,
mas até hoje tudo estava envolvido comigo e não com as
coisas ao meu redor. se pensar bem, percebo como tenho
dificuldade em ver que as coisas mudam muito. na correria
nem dá pra perceber as transformações da vida, das pessoas,
dos lugares, de tudo o que me trouxe até aqui. espero mesmo
que tudo fique bem, esse até parece um post muito dramático
e provavelmente eu estou exagerando em me preocupar com
coisas que nem dizem respeito diretamente à minha vida.
então, as coisas ao meu redor mudam e parece estar na hora
de praicar a arte do desapego. bate aquela preguiça, aquele
medo de ter de fazer várias coisas que não estão nos meus
planos e de não poder fazer várias coisas que vinha planejando.
um pouco penso que sinto decepção por não ter pensado em
mim em estágio algum da decisão. um pouco penso que estou
sendo egoísta. e pra piorar não posso falar realmente o que
sinto, porque OI, sou querido e não quero magoar ninguém.
tudo fica engasgando aqui na garganta, só esperando um cigarro
que venha piorar a sensação de gripe. to cagando de medo.
e com todo esse ar de mudança, lembrei que morreu o vizinho
velho que sempre me dava 'oi' quando eu passava de manhã.
morreu. e vou realmente tentar estudar pra não e sentir
culpado depois ao ver a nota da prova.

domingo, 27 de setembro de 2009

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sei lá o quê. fui descobrindo uns lados que se encaixam tão bem.
nunca espero que as primeiras frases possam adiar uma
descoberta dessas, mas no fundo sei que me preocupo demais,
não posso querer manter do meu jeito essa coisa que se renova
tão facilmente. não sei como posso ficar desejando coisa tão
velha e repetida na minha vida. não entendo como dormi tanto
tempo e, agora que conseguiram me acordar, continuo sob o
efeito das miligramas que agora se recusam a aparecer.
hoje fui pura ressaca de esclarecimento. fui muito sono, chuva
e café
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

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não quero mais sentir as mesmas coisas erradas. esqueci
as coisas que aprendi por estar querendo compartilhar.
essa vontade de dividir acaba comigo. não é nada complexo,
quero dividir meus 10 minutos, fazer convites nas minhas
horas vagas, dividir o último cigarro. não é uma questão
de procurar sentido, só de ficar bem. bem agora, bem
enquanto durmo, bem pra amanhã. e amanhã realmente
estar. sem risos bobos ou olhares de stalker. ter o abraço
que baste. um copo que seja o último. um cigarro que
satisfaça. um todo-ombros-e-peito que seja mais pesado
que minha mão. por quanto tempo vou me arrepender por
não ter tido coragem de beijar o movimento? enquanto eu
puder rir de minha própria indecisão, dos meus exageros
com o café e da minha dúvida sobre os amendoins.

domingo, 20 de setembro de 2009

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tenho pensado em fazer algumas coisas que preencheriam
as lacunas que sobraram; as vezes parece solução pra esse
vazio, e em outras parece desespero demais pra ser levado
em conta. Acho que é porque corro demais, e corro com uma
vontade deitada, esperando encontrar plenitude, ou paz,
ou alguém, ou eu mesmo. Mas as frustração de sempre ter só
a metade, de ter só um quase tudo da parte inteira de que
gostaria, faz o passo diminuir pra poder olhar ao redor e me
certificar do que quero. a certeza não existe aqui: giro cada
vez mais, afundo cada vez mais numa vontade de ser qualquer
eu que ainda desconheço em mim, mas que talvez seja a
face/defeito/sorriso de alguém.

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acho que tem esse momento em que decido ficar
sem achar que estou fazendo a coisa errada. mesmo
que algumas conversas terminem sempre num
tom bravo e cortante, outras coisas me deixam bem.
e num momento que não esperava, fico sabendo de
coisas que me ajudariam a esquecer do que fomos,
mas tenho essa sensação de que não quero esquecer.
acho que me falta o novo. falta um novo. nem sei pq
ainda aposto nessas esperanças falsas, melhor do
que não tê-las, certamente. nem sei o que tava
querendo dizer. o que aconteceu é que descobri que
o que senti durante um puta tempo podia ter acabado
se eu soubesse antes do que sei agora, etcaetera,
etcaetera. assuntos velhos, caminhos parecidos enquanto
vou perdendo o tato e as curvas brilhantes das palavras.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

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quando me perco na contagem dos dias, é porque me achei
em todo o resto. esse resto de que falo não é tudo
o que
deveria ser, mas as coisas óbvias em que devo
me focar:
aos poucos um certo equilibrio vai pousando
morno sobre a
vida, deixando tudo tão amarelado que é
difícil identificar
como está indo pra frente. mas está indo.
algumas coisas
antigas agora realmente não me chateiam
mais: posso ver,
posso falar sem me render à bobeira.
talvez não possa tocar
sem querer ter novamente, mas
está indo.

de repente, resolvi achar alguém. foram uns momentos até
divertidos quando resolvi assistir minhas próprias atitudes,
como eu perdi um pouco do jeito depois da última vez. as
vezes parece que cansa, que não preciso, mas no fundo ando
precisando tanto que resolvo coisas que mais parecem
cruzadas. caio em mim, volto ao quarto e tudo fica normal de
novo. apesar de ninguém esquecer certos momentos,

mas tudo vai indo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

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nas tardes de chuva eu queria só dormir. dormir e
reencontrar o que perdi debaixo dos meus olhos e
minha paciência. nada de
molhar o jeans e puxar o
capuz; nada de lembrar
dos cheiros e olhar fixamente
a água correndo por
trás da fumaça. só domir pra
quebrar um pouco do
êxtase dessa tristeza.

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pessoas imediatistas me chateiam demais: sempre muito
desesperadas, desfocadas da cena em que pretendem
aparecer. não entendem bem a as piadas que acompanham
a conversa, já que só querem saber do que estão querendo.

segue minha vontade de estar em dois, sem pensar
e sem o
vulgar, só caminha o restante escorregando antes
de tornar-se
o ápice de um dia sem sensação. recebo esses estranhos
elogios, continuo calado; meus olhos
estão estranhos: ardem
sem razão; durmo sem descansar.
ela disse que mata! mata o
primeiro que se apresentar.
morro de rir e já não preciso deitar.

sábado, 5 de setembro de 2009

eu bufo, ele bufa, nós bufamos.


refletindo aqui sobre a busca: é sempre menos redonda
do que parece. começa exagerada, com grandes planos,
efervescendo a transparência das possibilidades. logo
aparecem os cantos, os pontos cegos e, a qualquer passo
mais lento, o descaso se alastra e ela se deita já cansada.

literatura não traz felicidade pra ninguém, era sobre isso
a nossa conversa. de um lado o sol, de outro a desconfiança
subindo velhos degraus. quanto tempo mais tudo vai
permanecer da maneira que não queremos? um telefonema
não te faz mais próximo de nada; estamos sentados bufando
sobre o que não dá mais certo em nós, sobre nossas coisas
em comum que não funcionam como ligação. não tenho
vontade, você não permanece: não temos chance de nada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

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acordei sentindo as dores do sonho sem conseguir
lembrar direito do que acontecia nele: tenho certeza
de que é uma coisa que realmente queria repetir.


olha, não é que eu esteja dificultando o entendimento,
eu queria muito achar razões pra te explicar a sonsice
da tarde de ontem, mas é tão dificil que já prometi a
mim mesmo não repetir aquilo e pronto. quando não
sei se vou ou se fico, acho que é mais por querer ficar,
apesar de que ficar sempre dói. não na hora, como ontem.
na hora
é puro silêncio do calor novo que não vai embora. dói
depois, no barulho de casa, nas conversas sem graça
e na repetição dos olhares diários. como prometi não
repetir o feito, tenho 14 minutos pra sair correndo,
procurar as imagens que me distraem e tentar, tentar
não ligar. tentar, tentar não atender. não, não repetir.

domingo, 30 de agosto de 2009

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e nesses curtos tempos em que não há sexo reconhecendo os
travesseiros, escorrem geléias de mirtilo, caldas de chocolate
e cerejas por cima das coisas mais doces e das coxas mais tenras;
esquentando a imaginação e conseguindo fazer salivar essa
incontrolável frustração de não ter. já não existem códigos,
apenas a vontade de falar o que se sente, sem vergonha ou
preocupação em ter uma resposta, um reflexo basta.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

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acho que alguma coisa acontece entre o olhar e o reconhecimento,
ou entre o esquecer e o avisar. num momento de 'quase frio' no
estômago, a tranquilidade retorna esboçando uma falsa integração
entre o próximo passo, o atual desconcerto e a velha decisão. não
posso conter o 'quase frio' e vou caindo a cada degrau que subi.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

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existem esses momentos que parecem intermináveis em que
só quero fazer tudo, menos o que preciso fazer. e o que desejo
fazer perde o gosto quando realmente faço: exatamente como
o sexo, que perde todo o gosto quando termina, mas é a melhor
coisa da vida do inicio do tesão até a vontade de se limpar e
fumar um cigarro. exausto. feliz por pequenos acontecimentos
do dia, cansado e triste por outros: o de sempre.

o arrependimento nunca é um gesto espontâneo, há sempre
alguma coerção por trás dele. meus gestos não são espontâneos,
ignorando minhas esperanças, espero que as forças do universo
comecem a reagir contrariamente ao que quero, fazendo assim
com que o que finjo não querer realmente aconteça 'naturalmente'.
alguém deve conseguir ser
feliz sempre procurando pessoas pra
caber no seu sonho.
boa sorte, então.
acho que insanidade está
chegando, internação já.hahaha!

o livro terminou super broxante, exatamente assim:

"Tudo era fantasia, um sonho, um mundo de vastas emoções e
pensamentos Imperfeitos"

*título do livro clichê: Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, Rubem Fonseca.