domingo, 14 de setembro de 2008

então, haverá.

haverá um ano em que haverá um mês, em
que haverá uma semana em que haverá um
dia em que haverá uma hora em que haverá
um minuto em que haverá um segundo e
dentro do segundo haverá o não tempo sagrado
da morte transfigurada.

clarice L.

sábado, 26 de julho de 2008

sabado.

Sou minhas idéias em uma tinta, uma essência numa cor.
A forma de um traço é o caminho que o ontem contorna nos sinais amanhecidos. Os textos são perfeitamente retos e é tão insuportável conviver com eles que posso tornar pior morar com suas cinzas. Se hoje não preciso ter idéias –elas não dariam certo- ouço as frases dos próximos dezesseis dias, todas num recorte, todas flutuando na água que escorre pela noite. Eu não preciso mais desistir. Também não preciso esperar. As coisas tornam-se pegajosas, harmoniosas. Calmas demais; por isso deixei de desistir. As coisas são como eu estou e a cada camada de brancos aumenta o tempo que amo e odeio essa boa convivência. Ela é contra e é neutra. Mas não preciso mais esperar, o dia se forma em blocos de cores sem graça e cada aglomerado de tempo se dissolve como se as manchas que o frio causa na pele branca fossem ilusões de açúcar que se dissolvem eu meu estomago. E cada frase infla em meu peito enquanto o telefone toca –outra ilusão- e, de repente, sinto que todo esse ar esfumaçado que entra em meus pulmões trouxe qualquer coisa nova, qualquer atitude jamais mencionada. Uma família inteira de cegos que não podem enxergar seu caminho aprendeu a sentir as pedras com as mãos e, mesmo sem ver pra onde estão indo, conseguem ficar de pé nas pedras e sentir o vento da glória falsificada, já podem se afogar em pequenos troféus gelados. Talvez eu não quisesse tenta conversa ou o silencio exagerado das molduras na gaveta. Mas sinto que é isso que a casa quer, é isso que o dia assovia sob meus dedos: não preciso decidir ou acionar nada, apenas sentar sobre a mala e sentir a facada de um vento novo que é o ar que qualquer estrela constrói sob as águas pelo nosso amor e pelo o que podemos nos tornar.
Marco Antonio

quarta-feira, 23 de julho de 2008

; ~~

Fiquei um ano pairando sobre telas e teclas e hoje isso não me atrai mais. Sou só eu, eu e você e não tem mais nada, só o mundo inteiro dentro de uma tela, espreitado sob um clique.
Uma parte é tempo perdido, ilusão cansativa de estar vivendo, sentado e vivendo nos próprios dedos, se equilibrando no que pode ver e que só imagina tocar. As vezes vêm a anciã de mudar e ser todos ao mesmo tempo, rever tudo e mudar novamente.
Pra quê sair? já nem precisa levantar.
Tenho os quadros ao meu alcance enquanto os pêlos se arrepiam em fila; mas isso realmente não me atrai mais.
Ficaram resquícios de vontade, restaram algumas janelas, algumas partes que ainda me interessam. Vivendo nessa mentira não podia começar a procurar a essência do que quero viver. Procuro me excitar com outros corpos e, enquanto as folhas de sálvia secam, os olhos começam a murchar. A diferença é não ser mais escravo da dor que essas distâncias trazem, é difícil acabar com elas e assim é melhor esquece-las, esquecer do caminho pra não querer mais voltar. Continuo procurando, ela pode estar nas faces, nos olhares e nas atitudes pouco genuínas, mas não descansa nessa nova e extensa mentira da qual todos já querem fazer parte.


Marco

quarta-feira, 9 de julho de 2008

..

Agora ela leva a beleza da hora;
tudo o que estava aquei escapou pelas frestas de uma tradução.
nao sei se continuarei aqui,
cansei de esperar e de fazer tanta coisa pra me ajudar.
Entao eu deito o rosto pra sobreviver e me expor à luz.
Me comprometi com o que esparramei no chão e preciso decidir que rastro limpar.
Quando levantei pela manhã me arrependi de
ter escrito,
de sentir o comprometimento, de ter prometido e de achar que
queria que tudo ficasse bem também.
Comecei a desistir antes de começar novamente e não saber o certo,
nao se decidir por um rastro é tao enlouquecedoramente envolvente que
cascas sentiram um alivio imediato. Toquei o medo de deixar de ser o
mesmo encontro , pois ha tempos deixaram de me querer por perto.
Enfim, foi-se o tempo em que as sensações eram mais fáceis.
Esperei, disse que receberia; deitei e pintei tudo de verde.
No segundo dia esperei mais um pouco, esperava apagar de mim a sensação de existir sozinho.
Mas a tarde se encheu de luz sobre os lençóis azuis e ouvi aquela musica das miligramas,
da garota do remédio...e a beleza das horas se foram com o próprio tempo que passou.


Marco Antonio

quarta-feira, 18 de junho de 2008

pedaços.

Não sei se posso lembrar agora, mas era uma janela aberta para cinza com mais alguem esperando chuvas e vozes, canções que agarrassem o tempo lento, as horas dolorosas. Era alguém igual – com algumas diferenças? – que sentava em frente à janela, não: me encontrava em frente à janela. Era aquele quadro e passeávamos pela paisagem ou caminhávamos até nos encontrar. Isso. Posso estar forjando uma lembrança ou posso lembrar isso realmente. Comecei a achar mais bonito o tipo de armação que repousa sobre os blocos, numa letra quase ilegível adormeciam planos, promessas de caminhos, de passar para nada. Tinha o reflexo dos tijolos em mim, tentei uma vez, mas entendi que poucos fazem erguer-se diante e quadrados que não sejam seus. Caía de lado, de um modo quase teatral e acreditava realmente descansar, não acordar enquanto não fosse air como a garoa lisa, como a musica escorrendo pela mesa, transbordando. Eu transbordaria? Sim, mas sem exceder as linhas: de dentro para dentro; sem aumentar a a mim mesmo, mas me amplificando perfeitamente. Haviam ladrilhos também – de cor sem cor –formavam e logo acabavam, talvez uma moldura, pois a janela, sim, lembrei-me dela. Estávamos lá e já não sei se é so minha vontade ou se gostaria de estar junto também. Espero que volte com uma resposta diante da janela. Sonhei com uma janela voltada para o cinza, acho que havia apenas o cinza, mas estávamos la. Não sei se posso lembrar agora.
Marco Antonio.

terça-feira, 10 de junho de 2008

..

um rosto inxpressivo me fascinava;
o momento que não era clima m atraía.
e como a solião é nao precisar, nao precisar é mais dificil qu o barulho.
As palavras já são conhecidas,
nem são minhas: são de iniciais em uma capa de qualquer coisa
que descanse ao lado ou mais próximo do chão.
É possível enganar-se nos próprios rascunhos,
o poeta da televisão – e por isso me perdôo solitário – no fundo tinha razão: a
cópia é o início.
Isso gela os pés e
baixa a cabeça como os
cruzeiros do labirinto.
vou esperar mais um pouco, é o que faço melhor e
descobri que é só o que fiz.
Sentir que é o bastante nao basta.
Prencher talvez não fosse o bastante, talvez eu tenha razão ou
tudo está úmido demais e quero que tudo saia logo, assim espero.
Quanto mais os alvos pintados na parede aumentam,
mais prciso pintá-los até que não exista mais azul.
Porque a sensação é gelada como nos pés e enquanto eu
procuro entender qualquer reflexo, espero mais um pouco
porque os dias pulam como as - no asfalto.
Pra quem entende, nada melhor que eu mesmo rabiscar.
Talvez eu esteja atrasado agora, perdendo os que pulam, mas eu espero.
sempre posso esperar um pouco mais.

terça-feira, 6 de maio de 2008

parece II

Parece não haver espaço suficiente para comer o que vejo,
a vontade é tão insossa quanto os segundos e terceiros passos;
encontrávamos surpresos os brancos em bolsos escondidos nas mochilas, sem querer, a vontade parece maior do que pode o recipiente agüentar. /alguma coisa entre o quadrado maior e os miligramas que deram um nome a ela: insuficiente. Existe uma interminável possibilidade de ter a si próprio, mas parece-me vago, é loucura. Possuir o próprio afoga o que resta de realidade nas águas barrosas de ser, assim é no espelho, como eu me via na divisão de dois ou mais reflexos: era onde escondia minha face – ou duas, ou três ou mais de todas elas que eu sinto, desconheço, mas admito totalmente minhas, completamente eu.


Marco Antonio --

Parece I

Parece que algo cairá e que o algo acontece com ele, ele era alguns segundos atrás, outro será e todos eles: eu. E ainda que a chuva caia incessante e que o tempo pressione minhas têmporas dolorosamente com as mãos ansiosas de uma esperança que não quero – parece-me humilde, pouco, metade da metade que alguém pode querer, mas não eu!- de uma face pouco conhecida, mas que eu não vejo como minha.

Parece que algo cairá, qualquer coisa entre o meu hálito e a dor no estômago e a perna nervosa; o tempo em cada parte dividida de ar, em cada faceta do meu próprio tempo, alguma coisa que eu queria sentir mais úmida em minhas mãos, alguma respiração que faça o viver mais resto do que possível. E porque as lembranças tomam rumos que desintegram-se por eles mesmos, a infância pode ser mais amassada e muito envolvida no que ainda não foi, muito mais que a incerteza. Estar entre meus eles é mais eu do que penso parecer.


Marco Antonio --

sexta-feira, 28 de março de 2008

feriado II

Não há prazer nenhum em relembrar,
existe uma presença obscena, escura e ingênua
que nos acompanha os passos,
sussurrando quando conseguimos relaxar um pouco;
deixando que ela nos cegue, é impossível absorver
por um todo, perdoar ou sentir tudo que existe.
Todas as palavras dizem o que querem dizer,
algumas são aquelas chamas flamejantes de que nos
aproximamos e com um medo e muita certeza, fazemos questão
de nos queimar; então, há algum prazer NA dor de relembrar.
As vezes é mais simples, como os montes

de pedrinhas brancas do jardim,
é possível juntá-las e sentir-se feliz, mas eu, eu sempre assisto tudo
com uma distancia do asfalto inteiro,
eternizando uma saudade que é apenas inevitável, tanto quanto respirar.
Ela esta ao meu lado e noto sua presença quando encontro a mim mesmo;
parte do dia traz respostas intrínsecas, esperas de muito tédio, um tempo banal.
Espero tanta coisa da noite, que lembrei como ficar acórdão faz bem.
É surreal não é você. É o corpo cansado contra mente;
Abrir a porta da geladeira e acender um cigarro;
Olhar pela janela e passar a navalha pela pele; tão distintos
e tão iguais nesses momentos.
Foge de qualquer vontade de viver ou de saber-se vivo;
é sentar apenas,
sentir e distinguir na manha seguinte o que foi sonho e
o que realmente aconteceu.



Marco Antonio

terça-feira, 25 de março de 2008

inspiração Aparente.


quinta-feira, 20 de março de 2008

evening.

Agora recordo todas aquelas luzes e o colchão no meio do salão,
a cena parece viver novamente;
Espero ansioso o próximo dia, mas está tão distante quanto
o final do meu expediente.
Impressiono-me –deveria?- com as novas ações,

é tão surpreendente,
que tento atingir sempre o menor perto dela,
o que imaginei que ela acharia absurdo;
em resposta, ela sorri e propõe-me coisas infindáveis,
agrados desproporcionais.
Vejo em seus olhos a satisfação da minha mentira
é tão necessária, mais fácil, apesar de ser menos divertido.
Procuro algo que goste realmente,

alguma coisa que não fique apenas na euforia de
uma madrugada e depois repouse –sem ser terminado- sob a mesa,

afogando-se em papéis.
Parece bem isso diante de meus olhos,
aquele dia e as músicas que ouvia sem parar,

aqueles comportamentos que eu não suportava;
e era um dia longe, um ano longo que terminou sem final;
esqueci de despedir-me, de sentimentos ou pessoas;
foi tão fugaz e talvez não exista uma decisão que tenha

sido mais correta; e mesmo assim, a noite insiste em calar-me,
as horas compreendem incompatíveis o quanto me irritam.
Perco tanto tempo procurando por tempo, por exceções,
por palavras dispostas a me cegar, a me fazer rir e achar,
não suportável, mas normal, cabível;
a achar tudo maleável,
rigidamente vivo.


Marco Antonio :)

terça-feira, 18 de março de 2008

A hora da estrela ;D

É uma estrela que queima na solidão do mar,
Remói sua cor nas ondas, na escuridão;
parece sempre aqueles quadros,
aquela sensação de deserto, de ponto final.
no corredor lateral, no meio de cigarros escondidos e
janelas abertas, tudo parece tão perdido,
tudo anuncia o que se esgota; o que é um
pouco vazio, esvazia-se por completo e preenche tudo de tristeza,
de forma que preciso escorar-me na parede e me deixar cair até
o chão; esquecer do cigarro, queima sozinho, malabarista de suas
cinzas, é uma estrela na escuridão do corredor,

no poço obsoleto das cerâmicas brancas, é um alívio,
uma única tentativa de alívio.
a casa vazia...but my heart, it don’t beat... canto baixinho,
me despeço desse refúgio; apago a estrela
contra um cigarro vagabundo.
é um facho brilhante que se apaga, mas que deixa rastros,
planta sensações, arrebata o sono, desvincula a si próprio
da raiz da dor original.


Marco Antonio

E caso exista a consciência que espero, resistirei;
Continuo nublado,
mas cheio de conversas familiares amigáveis, aquelas que a carência nos faz procurar as vezes;
sorrisos e tapinhas: a esperança em meio à relva.
Sinto mais sabor agora, um desafeto maior do que pode ser suportado e uma distância que ajudou a tornar-me congruente.E desisto tão profundamente em alguns momentos,
que deixo-me cair aos ferozes,
descanso em pedras tão sonolentas; me entrego, de fato,
à essa situação,
ao estado que conheço tão bem e que domina
minhas vontades; e eu odeio estar assim,
mas evoco essa situação todas as manhãs; procuro cada segundo
de vazio quando acordo e prendo-os a mim.
É tão doloroso viver sem isso e tão impossível viver à sombra de sentir-se assim.
Eu tenho um sonho, o mesmo todas as noites, o mesmo de milhões.
Espero-o à noite, cansado, à mercê de ser satisfeito por esse sonho,
por uma sensação interminável, até que o sol invada a veneziana marrom.
me engano ao querer dormir...mas durmo tanto. Às vezes afundo na gota que transbordou aquele copo,
aquele que era minha realidade, exagero,
sinto demais, insisto em não esquecer;
desisto novamente; é tudo tão novo, impossível,
inviável para se viver.
Espero o café,
visualizo as pedras nos bolsos, o gás de Mariana, a navalha...
a xícara e o café;
torno-me mais concreto, um tanto sonhador, mas não irreal.

Marco Antonio :~



terça-feira, 11 de março de 2008

adestramento.

queria chorar por tudo isso. Me esforço e no
lugar das lágrimas que esperava sai uma gargalhada
infantil zombando da minha dor e fracasso que estão
estampados no fundo em cores vibrantes,
chocando meus olhos que podem ver a mim mesmo
sentado numa cadeira beirando a mesa onde estive
por toda a tarde que pareceu-me eterna,
enlouquecedora. E nesse pequeno criadouro de horas
esta tudo o que mais odeio em mim, o que odeio por
ter feito a mim e o que odeio por aceitar, por não desistir,
nao me mover para modificar..apenas reclamar, repousar,
arrastar-me e esperar esse tempo, esses segundos de chama
eternamente insuportável passarem.

Marco Antonio

segunda-feira, 3 de março de 2008

alguém que te aconselha.

Talvez seja isso que tenha me matado, essa loucura toda.
o lago negro, o exagero de transições,
é difícil mudar a cada dois minutos, entre idéias, decisões e humores
A sanidade parece uma pena voando com o movimento dos pensamentos,
repousando sobre o que se instala por tempo maior.
É como dizer a receita se você mesmo não sabe fazê-la.
Pessoas como nós não conseguem compreender a maioria das coisas e

talvez a grande diferença do restante seja não suportar a situação ao
invés de se acostumar com ela. Tento não levantar o rosto pela manhã,
encarar o espelho antes do sono, minha despedida particular.
Quando algumas cores voltam, nas noites de cigarro e conversa no deck,

nos humores amanhecidos da transa anterior.
Sinto algo engraçado, situações quase divinas. Os casais passam adiante,
bebeM do mesmo copo e dormem juntos em camas separadas.

Quase como tudo quanto é sólido,
omo todos os meus amores e o que eu decidi agora.
aqueleS planos que abandonarei assim que as pessoas se encaminharem,

tentar achar um motivo para odiar e entender porque não amo
desesperadamente quem devia estar na lista dos trinta.
O papel que entreguei à ruiva de cabelos negros, esvaziei a terceira xícara de vez,

vou até a rua de pedras, na luz vampírica flutuar meu descanso e minha condenação.
Você foi até hoje
Tudo o que me levantou e
o que me desmORona todas as vezes e é quase como
um vício que caminha por mim e me eleva em mortes e ações.
Espero o sábado, o dia dos comprimidos,
Quando tudo pode
fazer
mais sentido
do que nas noites restantes, nas unhas curtas.
Me ignorar é o olhar mais excitante que você me deu,
é tudo que poderia querer e esta guardado no que eu chamo de animal,

no que comove meu lado mais vivo mas que não me convence a preferir viver.


Marco Antonio :~

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

E querer parecer mais requer inúmeras mudanças,
revistar velhos cadernos e descobrir que nunca foi quem pensava torna-se
mais previsível do que não saber hoje a mesma coisa.
Por que mesmo com pronomes, companhias e sorrisos, acaba ficando como sempre:
eitando em tristeza forjada, em oitavadas esperanças que se mostram no chão,
na fileira dos teus passos.



Marco / antonio

Ninguém precisa me dizer como é estranho se qualquer coisa agora
eu não tenho hora pra querer, por isso não espero sons bons

ou presenças.
Por que a gente se olha e eu esqueço da luz e da costura,
agradeço a música que quer ter o que já é meu, fico esperando um sonho
que caiba no meu bolso, que seja maior do que a covardia

que invade grandes instantes.
queria separar as horas em que esqueço qualquer motivo e que

esqueço do que preciso,
quero padir um pouco do suficiente,
Muito do que não existe, como as lâmpadas atrás

do vidro,
como o mínimo que espanta os caretas.
Esqueço de costuras e comprimentos, falo dos

detalhes vermelhos nas voltas, seguro os pêlos. Sinto
que algo quer ser meu
por duas noites e isso
já basta.

Marco Antonio

Querer ser misterioso da forma certa, amável da forma mais maldosa,
sair com o homem que pode tentar mais do que essas folhas.
Em cada parte mais íntima, aceito diferentes versões de círculos distintos,
azuis maiores do que os antigos, melhores condições em pisos translúcidos.
hoje que o frio não se explica, que o que fiz ontem indefere no agora.
Sentir é um segundo dividido

em milhares de posições,
é um privilégio que entrego aos jardins cinzentos e
aos cenários que já esqueci e que tento não atingir mais. Sentir é entregar
ao momento as minha palavras para que mais nada venha iluminar estes
lençóis, para que eu desista de te visitar e que cada lábio seja dono da sua
própria sombra.

Marco /antonio.

tarde.

É como as estações abrindo-se ao teu suor,
um banho transparente misturando nossos corpos, lembrar da
insanidade bem depois que foi para você.
Gosto de ti, no banheiro e no carro. Vou corrigindo as
figuras erradas, sem apagar nada até agora. Por que você é a hora e a
razão para eu ter uma alma, dentro ou fora do caminho.
E novamente, eu gosto de ti, antes do banho e fora de si.
a tarde é longa, qualquer outra coisa além de você já parece mentira..
Olhar para esse lugar, para o teu corpo.. deixar que Agora o prazer seja todo meu,
e acredito nisso, na primeira noite de uma semana inteira, nos comprimidos para o meu alívio,
Na briga para o sexo bom.

Marco Antonio




quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

e agora?

esperando que o tempo passe mais rapidos nos dias piores,
calmamente aguardando que seja
mais rapida a transição.
agora que as vezes fico melhor,
posso aproveitar os dias ruins e escrever, posso desistir dos
jantares familiares e nadar nos meus rascunhos, abusar do
café e esquecer do resto.
agora que as vezes sei algo sobre você,
posso imaginar mais do que ter razão, consigo fazer com
que os amigos se tornem tinta de caneta e que pela
manha eu ame cada palavra.
agora que não tenho certeza de nada,
posso recusar as propostas que quiser, andar a noite
ou te esquecer, ou lembrar.
O que quero, no fundo, é me ver no fundo melancólico do cd,
esperar o proximo cinza,
aguardar no meio de conversas e me divertir com o único ou

com a mesma coisa de todos os dias.

Marco Antonio.