quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Negligência.

Diante das formas e pedras,
propriedades cansadas de um ser menor.
como ir novamente para a fumaça, entender a mente do mesmo jardim.
Acertar o sonho difícil
e saber que chorar e que fazer chorar é mais sobre mim do que esta cadeira.
Eles são o ar e o que sei sobre você, na mesma intensidade.
o infinito ou a luz que cerca o inadequado
o eu, o você e o que isso nada quer dizer.

Marco Antonio

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

última Segunda.

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Invadido pela verdade pecadora, em quadrados, em cores,
e em crimes o relógio não mostra o tempo voltando, sons
familiares ou aquela certeza particular. Diferente de mim,
parecido com o que ainda não enxeergo na minha visão de
vida. As bifurcações intensas de uma simples decisão, nos
últimos dias as lágrimas saem facilmente, provocando uma
dor forte, um vazio profundo. O jardim se invade mas não a
sensação de liberdade, ela para, arrebenta sozinha, na frente de
meus desejos. Eu ouvi loucuras, profecias e promessas da boca
sutil, da sombra que tocou meu coração e agora já sinto falta.
Impossível ter certeza de uma coisa só. Impossível ter certeza
de que as coisas estão certas. Sinto um nariz pungente, uma voz
pesando sobre meus dedos, uma dor. Desabo sobre o que insisto
em segurar, choro. Não comprerendo a existência da saudade
de algo que nunca possuímos. As próprias manhãs chateiam
nossas pernas. Volto a escrever com calma pois não sinto verdade
nas palavras, enontro matéria mas não a substância compreensível.
levar a tudo. Me acabar em telhados, em céus, rios, cordas e lâminas.
O pensamento volta, os antigos tentadores. Os olhos sedutores da
sombra, do verde. As paisagens, a tinta, o que repousa parece
perceber que Eu sinto falta do que talvez eu nunca mais venha a ter.
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Marco.

sábado, 15 de dezembro de 2007

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As coisas deslizam de minhas mãos como as flores naquele inverno.
Eu senti sues ideais monónos para que pudesse escolher.
Provei do que devia odiar pra valorizar o que perderei em breve,
Vejo pequenas construções belas de vidas pobres. Sempre existe
uma forma certa de resistir, mudar.
Avançar o pequeno escritório de almas. Desistir do incerto destino dos
próprios atos.

Marco .

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

I'm stuck. Does it get easier?

No. Yes. It gets easier.The more you know who you are,

and what you want, the less you let things upset you...

quase última terça inteira.

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depois de um tempo, de um esquecimento e de ver você de novo.
sabendo do certo e correndo contra, enxergando sempre,
tentando voltar ao que um dia parecia legal,
sem regredir ou ilusoriamente pensar que continuará igual.

vem o novo, o velho modificado e o aprendido que ainda será
usado. Amadurecido pelas figuras vazias,
encontrei um amigo, no fim dos dias, nos dias do fim.
Sentei-me ao seu lado e ri, confiei como antes nao conseguia.
talvez tenha atingido, enfim, o que inconscientemente vim buscar.
Apaguei o antes que não gostei, esqueci, e tento agora
deixar a sensação boa daquele instante pra que logo me lembre,
sinta saudade e ao invés de me arrepender, caminhar cada vez mais
alto e deixar o amigo novo com um certo orgulho desnecessário, mas
altamente bacana. Queria hoje, ter vivido mais perto,
fazer tuas atitudes volver até o meio, refazer o descaso, melhorar o
dentro do meu hoje. Desenrolar as palavras que escrevo agora.
Clarear minha cabeça, melhorar minhas inspiraçoes.

Marco Antonio.

segunda.

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Como em sensações mistoriosas que desabam as vezes, lentas
inquietas e suculentas, derramando o que
restou, o fio de metal,
o último fumo e as últimas esperanças que invadem essas sensações.
o único medo, a vontade e a desvantagem de não conhecer,
de não reconhecer o que vem pela frente.
Talvez tudo mude. Talvez a vontade seja mimada, assim como eu.
Que pede tudo e que tudo acontece, que deseja estar,
sentir-se, calar-se bem.
Ousar mais do que pode, mas estar melhor do que já estive.
a mais cheirosa das escolhas, a que ainda nao invade,
ma deixa o fundo escondido, retido dentro da alma, aumentando
a cada dia e diminuindo depois de algumas vozes.
Elas vem, elas são e acontecem, são pessoas ou o que elas representam.
O que representam para mim, como as palavras.
elas me tombam, fazem cair o que eu já havia decidido acreditar e
fazer, elas me levam para antes. Seguro, penso, escrevo e despejo.
esqueço que acima de mim existem as vozes e que acima delas,
habita a minha vontade.

Marco Antonio

domingo, 9 de dezembro de 2007

.0.08

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Quando sabemos para qual lado ir,
o que seguir,

a direção à tomar, tudo fica mais fácil.

Quando não sabemos,
tudo fica mais divertido.

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De um dia para o outro, fui invadido por um modo,
de um efeito distintamente perolado. Ele torna
tudo liso, erroneo mas brilhante. Como se os
emaranhados de problemas, afetos, diálogos e olhares
que permeiam um dia deslizassem por minhas mãos e
rolassem dentro de si, dentro da vida, do dia e das
próprias ações que o envolvem, são distintos mas
interligados. No meu efeito mas se dissolvendo no
efeito perolado. Transformados em brilho mas também
tornando-se opacos, vazios de saciedade, verocidade e
liquidez.


Marco, fragmento de nota do dia 04.

22,11

De baixo ao caos, se formam algumas nuvens no caminho.
Preenchem de sal a água em seus olhos,
escorrem planos e ações dentro dos próprios punhos.
Agora que o cheiro parece óbvio, as coisas não saem
como seriam. Dormir de repente. Receber notícias e algum
novo aniversário. Todos somos, enfim, o que duplica o anterior.
Agora eu sinto que os passos estão apostando, sinto que o que
diminui ao meu redor, aumenta tudo o que sinto por dentro.

Marco Antonio.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Um puto sabado. Me irritou ficar aqueles 15 minutos
intermináveis olhando para aquela pulseira multicolorida
com uma folha de canabis à mostra, enquanto ela dizia
que precisava fumar e eu pensava: eu também, mas nem
por isso preciso perguntar ao garçon se posso ir até a janela
e fumar. uÓ. Depois daquilo, eu percebi como estava gradável
a minha tarde em casa, enquanto o pai e a madrasta jogavam
cartas com a irmãzinha de 8 anos e o sobrinho de 10,
eu gritava filho-da-puta porque umas 50 múmias
me atacavam no play2, agradavel demais.
Depois que voltei e resolvi locar Cartas a Iwo Jima,
lembrei a ele que ia viajar dia 18 ao meio-dia e que então,
nao marcasse nada. Em sua auto-suficiencia grandiosa ele
me pergunta se eu realmente achava que ele me levaria e
que daria um abraço e choraria no Adeus, no fundo eu
tentei responder que Sim, eu achava, mas a cara dele
mostrou que reprovava minha partida. Então, num bom
sabor de "caso você faça isso", nem me chame de filho. Ele
respondeu, já te avisei que sou teu pai enquanto pisar aqui.
Extraordinariamente isso me deu um ânimo para continuar
a ler As Horas, para nao ouvir barulhos, comecei a ouvir Feist
e a me distrair depois de ler 3 paginas de Mrs. Brown.
Desisti, comi horrores(aqueles putos viadinhos!) e depois
fiquei morgando no sofá.
Domingo depois da caipira de ontem, ele todo amassado e
banhado de f.. me passa pela cabeça quão mau humor não
receberei ao invés do Bom dia, mas resolve me contar que
sonhou com a fatia de pão, a nata e o açucar. Me confundo,
pergunto do filme, Ele gostou, me chama de filho e eu
dou uma risadinha. Não vou na despedida do aposentado
mas vou tentar demonstrar alguma coisa que me faça perder
menos o que agora esta mee confundindo,

sábado, 1 de dezembro de 2007

compreendendo.

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Sinto o sono que se instala em meus músculos
em geral, no corpo todo. Os dedos -já estalados-
pedem algum repouso, mas o dia não parece ter
sido proveitoso, o que me faz querer escrever.
o dia foi Movimentado mas lento, exageradamente cheio de
tarefas e em incontroláveis momentos, eu mesmo
estive bem longe de meu próprio corpo, de minha presença.
Como agora que meus pés se encontram e os dedos brincam
sozinhos, com uma vida distinta, à parte do corpo como
um todo. Toda a movimentação que conseguiu me chatear,
também me exauriu por completo.
Sinto que não consigo escrever nenhuma frase desossada sem
que meu estômago esteja retorcendo-se de vazio.
Os olhos ficam secos e a pele que os rodeia parece querer se juntar
se fundir com o resto, lisa e clara, para que não seja mais aberta,
como se iso trouxesse meu descanso, como se ilusóriamente,
não precisasse mais dormir depois disso. Cansaço! O cansaço
que tanto me acompanhou pelo ano, de uma forma diferente,
que não suger atividades corporais em dmasia e nem minha
visível saúde fraca, mas a alma se apagando por dentro, sozinha
e sem culpa, por si própria.

Marco Antonio

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

sereno.

Fatos coagulam nos seus lábios,
sentidos de um conversa que não lhe pertence.
O que você me diz à respeito e o
respeito que você não diz.
Chaleiras e transições;
migalhas de pão e a sutileza de uma manhã nova.
Uma nova vontade de Continuar.
Enffim, a coragem de fazer ser.
Enfim, a coragem de ouvir a si.
Enfim, a coragem de desafiar o certo.
Ansiedade e um novo medo. Um pouco.
Em momentos, as pernas nervosas, e
em outros a vontade de continuar no aposento cômodo.
as coisas mudarão, sentirei falta da coisa que me irrita.
A imples presença que sempre me cuidou. De perto,
trocamos de lugares, mudamos objetos de lugar.
Abafo a minha manhã entusiasmada num cigarro angustiado.
talvez continue baixo novamente,
e supostamente sem motivos. Como frio. Espero que
tudo vá embora e fique minha fábrica de frases de banho,
frases de andar, frasesde fumaça. Que se vá os sentimentos
que transitam em seus sentidos. Perco algumas vontades,
e depois de anunciada, não largo mais a mudança...
te espero na cidade ao lado e em nosso apartamento.
Agora, depois e quando novamente espeerar que tudo
mude de novo para que eu nao desista.

Marco Antonio.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

segunda.

Recebi um pouco de silêncio, alguma mísera concordância
e um punhado de compreensão melosa.
E eu, eu mesmo chorei. Chorei muito, incessantemente,

nervoso e emocionalmente ainda em dúvida,
coloquei toda minha decisão sobre o chão, à mostra para

que os interessados soubessem das divagações em que
me encontro. Me senti explicitamente aliviado.
O que no domingo a noite me sufocava e tirava
meu sono as 4 horas da madrugada, saiu de dentro

de mim e emanou para os olhares cautelosos de
um pai aparentemente preocupado, orgulhoso,

decepcionado e triste por minha decisão. Mas, por fim
eu consegui fazer o que eu pretendia, e recebi reações

muito mais agradáveis daquelas que eu esperava
e tanto planejava retrucar. Passei duas semanas repetindo

incessantemente em minha mente o inicio do meu discurso,
e mudava-o a cada repetição, não tentando achar
palavras que mais agradassem a mim,
mas aquelas que eu sabia ter um impacto menor

no abismo de informação em que ele se encontrava.
Mesmo tendo certeza do que queria no momento em

que falei, e até algumas horas depois, fui para a aula,
fiquei fora da sala e um vazio começou a me preencher

novamente. Depois que me senti aliviado percebi
que tenho pouco tempo e que nao tenho plano algum,

estou caminhando para algo que eu nem sei se conheço
mais. Talez tudo tenha mudado, inclusive eu. Aquele arrepio

se aloja novamente em meu estômago e ao
mesmo tempo a sensação de estar livre, a sensação de

que por algum tempo a responsabilidade que pesava
vai dar uma trégua... me alivio novamente
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domingo, 18 de novembro de 2007

Planejando.

E aprendi a viver mais em paz, não ser mais visitante
e não querer ter atenção.
Deixei muitas dúvidas e presenças em uma só relação.
uma intuição de ser mais difícil, porém mais agradável.
Colcjões e peles, seios e alguns destinos a escolher.
como deslizar sob a sombra que o sol faz em você,
como descer as escadas do lugar a mado e
beber sentado à mesa amigável.
E quem resolve acaba por esperar reações
sem saber mais,
sem imaginar e nem querer esperar mais tempo.
é tão possível o tempo voltar. Uma querida chance.
é difícil carregar as pessoas juntas.
é difíil esperar o tempo passar. Vê-lo correr incessante pelas
águas verdes.
Você, alguém e eu.
viajar em toalhas sujas e esperar em anos, ter curtas distâncias e
menos indecisões paradas. Fazer amor.
Tentar sair. Fácil, como sempre escorregar. Decido e espero.
A mania me consomem mas a coragem continua absurda e
intacta. E meses depois revivo algo juvenil que sempre houve.
Agora ou amanhã. Espero muito antes que tudo, me aliviar.

Marco Antonio

EU ESPERO O SILÊNCIO E A CONCORDÂNCIA, por favor.

partida.

Quando você ouve alto, mas todos só encontram silêncio.
luzes e jogos, gostaria de conseguir dormir.
Sentar e apenas não pensar. Enlouquecer de tentar.,
uma coleção que perde a graça com o tempo, e então,
o tempo tirou a graça de todo o resto.
Deslocar-se. Manter e arrastar para si os planos panorâmicos.
tentar transforma as paredes no imenso que se espera,
fugir de algo que ainda não te procura.
Quando as luzes acabam, os sons se tornam claros e
chocantemente únicos. Beleza de um céu por último.
a falta de água, três dias depois. Últimas frases bem
recomendadas, dando esperanças à um tempo que
eu espero conhecer. Sensação de poder, sensação de agora e
pra sempre., Visões perdidas de anos afim.
Tua foto ficará embaixo da pilha de planos. Junto as que eu
quero ao meu lado. O tempo despede o cansaço. E bom pensar
querer-te pra mim, e ao mesmo tempo saber que a minha foto
também importa pra ti.
Os ossos que junam minha insônia. Me perco em horas, xícaras e
folhas. Gritar não mostra o quanto eu preciso agora te ccontar.

Marco Antonio

terça-feira, 13 de novembro de 2007

domingo.

e lembro das coisas de uma noite,
mas era tudo baixo.
Parecia ser tudo seu, uma visão de se estar no
negro e um pouo acima. Um dia que mistura o que estava claro,
mas nõ,, não eram as coisas sobre você. Era uma visão
de voltar, de misturar o que foi e o que eu quero melhorar.
Querer satisfazer os olhares vampirescos. Querer satisfazer
as exibições paternas. Querer satisfazer o fogo que se alastra pela casa,
deixando os filmes, os anos e a sensação vazia.
Melhor pra mim,. Estabilidade de uma honra só. o fogo
novo que entra pela casa.

Marco Antonio

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

ligações e decisoes.

eis entao, que você põe na mão de outros,
a tua própria vida. e esses outros te gritam as decisoes,
vocêolha pra baixo, olha pro horizonte, pro céu
azul das 17 horas e pra mangueira ali do lado. Em segundos,
já nao ouve mais a voz de quem fala, pois o verde se torna tão
intenso e tão interessante que você se interessa mais em
pensar naquele verde, em ser uma folha do que em saber
o que será feito com tua própria vida. É ridiculo, mas acontece.
Entao, novamente, as outras pessoas que escrevem teus futuro,
ligam, e se querer te obrigam a estar de acordo com os
mandamentos. Sair da linha é ser retirado do círculo familiar.,
pensar em sair mesmo assim, é ser ridiculo, inconsciente e
querer desestruturar o que pouco estruturado é.

ocê tem medo de tomar as proprias decisoes, pois
elas surgem de voce, mas são peneiradas pelos caretas.
pelas pessoas que nao sabem o que se passa em sua cabeça,
que nao sabem quantos remédios voce toma para aliviar
a ansiedade, que nao veem seus choros escondidos,
pq elas não querem saber se você quer lutar pelo que almeja,
o caminho delas é mais fácil, e você deve querer ir por este.

Talvez esteja ao nosso alcance fazer o que queremos,
mas nem sempre coincide com o que te querem fazer pensar.
VocÊ ama, abdica e depois de anos se divorcia, vai pra baladas
tenta refazer as amizades e a vida e entao, não é um ano arrependido
sao décadas perdidas. Quando se tem esse plano nas mãos,
ir em frente e escrever um e rasgar o outro
torna-se muito mais complicado do que o divórcio futuro.

Sempre a liberdade está em nossas mãos, cabe a nós decidir
perder o conforto e comodismo pra corrr atrás sofridamente
e plenamente feliz.

É tragico e ridiculo, eu sei.
Marco Antonio

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

desesperO

silêncio, sentimentos errados, banho quente e
um monte de certezas inconstantes.
as idéias que vem e partem no
mesmo instante, fácil para sentir escorrer o que
se tem de esconder do que está além do sofá.
os mesmos sentimentos de morte de um tempo atrás.
já nao importa como vai ou quem fica, o
que agrada é saber que acaba.

sábado, 3 de novembro de 2007

~Voltar.

Quando você sabe que o copo vai cair..
já não considero traição as dores que me enccomodavam
dias atrás, porque as horas passaram e os rostos ficaram
mais suaves. O que eu compreendo de alguém, pode ser
impaciente por outros. A rotina se torna mais falsa por ter
sido lembrada e outra vez imposta. O copo não cai. Os
movimentos as redor tornan-se tão envolventes quanto
a fumaça impregnada do terceiro cigarro. Uma mão cortada
ou até mesmo sua própria função. Esqueço das palavras.
Das poucas palavras que me visitaram à pouco. A dor e o
medo de enfrentar o que antes era ignorado, omitido aos olhos
desatentos. Entender aqueles maternos instintos de esperar
amanhecer. Saber que so despertar, o ânimo e a falta de
enredo não vão evoluir. No fim da metade. Na metade do
Inicio do Fim. As coisas são mais preenchidas e divididas do
que nos importa saber, e a quem importa, os punhos abrem
por não mudar-lhes o efeito. Entender qual foi a situação
imposta em minhas palavras já não é digno de ser importante,
pois, para mim escrever é, antes de querer mostrar-lhes o
que sinto, aliviar de mim mesmo o que estou guardando.

Marco Antonio :~~

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

feriado.

Mesmo não acreditando fiamente no bloqueio de escritores,
preciso de uma desculpa para não escrever algo. Uma desulpa
para querer fazer um bolo, mas não sentar e escrever qualquer
coisa que fosse. Tenho medo da prosa e suas linhas que precisam
ter simetria nos fatos. Enquanto eu penso demais nas coisas,
deixo elas estagnarem em minha gargante e não escrevo. Deixo
que elas escorrem por meus dedos, que deslizem pelos pêlos
arrepiados, mas não passo ao papel o que eu quero, como se eu
tivesse em conflito com ele. as palavras parecem nao aliviar
tudo como antes, e começo a pensar que realmente tudo já não
tem mais qualquer tipo de solução. Começo a fazer dos
meus próprios atos futuros uma literatura só. Imagino os
diálogos e então as reações. Se preciso mudo tudo novamente para
que a reação seja a esperada. Enquanto isso não vejo o cigarro
queimar, nem os olhares da janela ao lado. A história se dissipa
em minha mente e outros planos começam a estourar em mim,
os anteriores viram nada, apenas se passaram. Se eram plano
esperançosos, eu consigo matá-los logo com os proximos e
assim consigo fazer com que minha indecisão e desinteresse comigo
mesmo vá se acabando. Sem escrever e sem um olhar ouvinte,
eu sinto que já não dá mais, que apesar de ter segurado
por um tempo, não consigo mais carregar tamanho cansaço.
Penso, penso novamente, durmo e não me importo mais.

Marco Antonio :~~