terça-feira, 25 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
evening.
Agora recordo todas aquelas luzes e o colchão no meio do salão,
a cena parece viver novamente;
Espero ansioso o próximo dia, mas está tão distante quanto
o final do meu expediente.
Impressiono-me –deveria?- com as novas ações,
é tão surpreendente,
que tento atingir sempre o menor perto dela,
o que imaginei que ela acharia absurdo;
em resposta, ela sorri e propõe-me coisas infindáveis,
agrados desproporcionais.
Vejo em seus olhos a satisfação da minha mentira
é tão necessária, mais fácil, apesar de ser menos divertido.
Procuro algo que goste realmente,
alguma coisa que não fique apenas na euforia de
uma madrugada e depois repouse –sem ser terminado- sob a mesa,
afogando-se em papéis.
Parece bem isso diante de meus olhos,
aquele dia e as músicas que ouvia sem parar,
aqueles comportamentos que eu não suportava;
e era um dia longe, um ano longo que terminou sem final;
esqueci de despedir-me, de sentimentos ou pessoas;
foi tão fugaz e talvez não exista uma decisão que tenha
sido mais correta; e mesmo assim, a noite insiste em calar-me,
as horas compreendem incompatíveis o quanto me irritam.
Perco tanto tempo procurando por tempo, por exceções,
por palavras dispostas a me cegar, a me fazer rir e achar,
não suportável, mas normal, cabível;
a achar tudo maleável,
rigidamente vivo.
Marco Antonio :)
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marco
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17:38
terça-feira, 18 de março de 2008
A hora da estrela ;D
É uma estrela que queima na solidão do mar,
Remói sua cor nas ondas, na escuridão;
parece sempre aqueles quadros,
aquela sensação de deserto, de ponto final.
no corredor lateral, no meio de cigarros escondidos e
janelas abertas, tudo parece tão perdido,
tudo anuncia o que se esgota; o que é um
pouco vazio, esvazia-se por completo e preenche tudo de tristeza,
de forma que preciso escorar-me na parede e me deixar cair até
o chão; esquecer do cigarro, queima sozinho, malabarista de suas
cinzas, é uma estrela na escuridão do corredor,
no poço obsoleto das cerâmicas brancas, é um alívio,
uma única tentativa de alívio.
a casa vazia...but my heart, it don’t beat... canto baixinho,
me despeço desse refúgio; apago a estrela
contra um cigarro vagabundo.
é um facho brilhante que se apaga, mas que deixa rastros,
planta sensações, arrebata o sono, desvincula a si próprio
da raiz da dor original.
Marco Antonio
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marco
às
17:37
E caso exista a consciência que espero, resistirei;
Continuo nublado,
mas cheio de conversas familiares amigáveis, aquelas que a carência nos faz procurar as vezes;
sorrisos e tapinhas: a esperança em meio à relva.
Sinto mais sabor agora, um desafeto maior do que pode ser suportado e uma distância que ajudou a tornar-me congruente.E desisto tão profundamente em alguns momentos,
que deixo-me cair aos ferozes,
descanso em pedras tão sonolentas; me entrego, de fato,
à essa situação,
ao estado que conheço tão bem e que domina
minhas vontades; e eu odeio estar assim,
mas evoco essa situação todas as manhãs; procuro cada segundo
de vazio quando acordo e prendo-os a mim.
É tão doloroso viver sem isso e tão impossível viver à sombra de sentir-se assim.
Eu tenho um sonho, o mesmo todas as noites, o mesmo de milhões.
Espero-o à noite, cansado, à mercê de ser satisfeito por esse sonho,
por uma sensação interminável, até que o sol invada a veneziana marrom.
me engano ao querer dormir...mas durmo tanto. Às vezes afundo na gota que transbordou aquele copo,
aquele que era minha realidade, exagero,
sinto demais, insisto em não esquecer;
desisto novamente; é tudo tão novo, impossível,
inviável para se viver.
Espero o café,
visualizo as pedras nos bolsos, o gás de Mariana, a navalha...
a xícara e o café;
torno-me mais concreto, um tanto sonhador, mas não irreal.
Marco Antonio :~
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marco
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17:36
terça-feira, 11 de março de 2008
adestramento.
queria chorar por tudo isso. Me esforço e no
lugar das lágrimas que esperava sai uma gargalhada
infantil zombando da minha dor e fracasso que estão
estampados no fundo em cores vibrantes,
chocando meus olhos que podem ver a mim mesmo
sentado numa cadeira beirando a mesa onde estive
por toda a tarde que pareceu-me eterna,
enlouquecedora. E nesse pequeno criadouro de horas
esta tudo o que mais odeio em mim, o que odeio por
ter feito a mim e o que odeio por aceitar, por não desistir,
nao me mover para modificar..apenas reclamar, repousar,
arrastar-me e esperar esse tempo, esses segundos de chama
eternamente insuportável passarem.
Marco Antonio
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marco
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17:38
segunda-feira, 3 de março de 2008
alguém que te aconselha.
Talvez seja isso que tenha me matado, essa loucura toda.
o lago negro, o exagero de transições,
é difícil mudar a cada dois minutos, entre idéias, decisões e humores
A sanidade parece uma pena voando com o movimento dos pensamentos,
repousando sobre o que se instala por tempo maior.
É como dizer a receita se você mesmo não sabe fazê-la.
Pessoas como nós não conseguem compreender a maioria das coisas e
talvez a grande diferença do restante seja não suportar a situação ao
invés de se acostumar com ela. Tento não levantar o rosto pela manhã,
encarar o espelho antes do sono, minha despedida particular.
Quando algumas cores voltam, nas noites de cigarro e conversa no deck,
nos humores amanhecidos da transa anterior.
Sinto algo engraçado, situações quase divinas. Os casais passam adiante,
bebeM do mesmo copo e dormem juntos em camas separadas.
Quase como tudo quanto é sólido,
omo todos os meus amores e o que eu decidi agora.
aqueleS planos que abandonarei assim que as pessoas se encaminharem,
tentar achar um motivo para odiar e entender porque não amo
desesperadamente quem devia estar na lista dos trinta.
O papel que entreguei à ruiva de cabelos negros, esvaziei a terceira xícara de vez,
vou até a rua de pedras, na luz vampírica flutuar meu descanso e minha condenação.
Você foi até hoje
Tudo o que me levantou e
o que me desmORona todas as vezes e é quase como
um vício que caminha por mim e me eleva em mortes e ações.
Espero o sábado, o dia dos comprimidos,
Quando tudo pode
fazer
mais sentido
do que nas noites restantes, nas unhas curtas.
Me ignorar é o olhar mais excitante que você me deu,
é tudo que poderia querer e esta guardado no que eu chamo de animal,
no que comove meu lado mais vivo mas que não me convence a preferir viver.
Marco Antonio :~
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marco
às
18:34
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
E querer parecer mais requer inúmeras mudanças,
revistar velhos cadernos e descobrir que nunca foi quem pensava torna-se
mais previsível do que não saber hoje a mesma coisa.
Por que mesmo com pronomes, companhias e sorrisos, acaba ficando como sempre:
eitando em tristeza forjada, em oitavadas esperanças que se mostram no chão,
na fileira dos teus passos.
Marco / antonio
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marco
às
17:40
Ninguém precisa me dizer como é estranho se qualquer coisa agora
eu não tenho hora pra querer, por isso não espero sons bons
ou presenças.
Por que a gente se olha e eu esqueço da luz e da costura,
agradeço a música que quer ter o que já é meu, fico esperando um sonho
que caiba no meu bolso, que seja maior do que a covardia
que invade grandes instantes.
queria separar as horas em que esqueço qualquer motivo e que
esqueço do que preciso,
quero padir um pouco do suficiente,
Muito do que não existe, como as lâmpadas atrás
do vidro,
como o mínimo que espanta os caretas.
Esqueço de costuras e comprimentos, falo dos
detalhes vermelhos nas voltas, seguro os pêlos. Sinto
que algo quer ser meu
por duas noites e isso
já basta.
Marco Antonio
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marco
às
17:21
Querer ser misterioso da forma certa, amável da forma mais maldosa,
sair com o homem que pode tentar mais do que essas folhas.
Em cada parte mais íntima, aceito diferentes versões de círculos distintos,
azuis maiores do que os antigos, melhores condições em pisos translúcidos.
hoje que o frio não se explica, que o que fiz ontem indefere no agora.
Sentir é um segundo dividido
em milhares de posições,
é um privilégio que entrego aos jardins cinzentos e
aos cenários que já esqueci e que tento não atingir mais. Sentir é entregar
ao momento as minha palavras para que mais nada venha iluminar estes
lençóis, para que eu desista de te visitar e que cada lábio seja dono da sua
própria sombra.
Marco /antonio.
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marco
às
17:09
tarde.
É como as estações abrindo-se ao teu suor,
um banho transparente misturando nossos corpos, lembrar da
insanidade bem depois que foi para você.
Gosto de ti, no banheiro e no carro. Vou corrigindo as
figuras erradas, sem apagar nada até agora. Por que você é a hora e a
razão para eu ter uma alma, dentro ou fora do caminho.
E novamente, eu gosto de ti, antes do banho e fora de si.
a tarde é longa, qualquer outra coisa além de você já parece mentira..
Olhar para esse lugar, para o teu corpo.. deixar que Agora o prazer seja todo meu,
e acredito nisso, na primeira noite de uma semana inteira, nos comprimidos para o meu alívio,
Na briga para o sexo bom.
Marco Antonio
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marco
às
16:56
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
e agora?
esperando que o tempo passe mais rapidos nos dias piores,
calmamente aguardando que seja
mais rapida a transição.
agora que as vezes fico melhor,
posso aproveitar os dias ruins e escrever, posso desistir dos
jantares familiares e nadar nos meus rascunhos, abusar do
café e esquecer do resto.
agora que as vezes sei algo sobre você,
posso imaginar mais do que ter razão, consigo fazer com
que os amigos se tornem tinta de caneta e que pela
manha eu ame cada palavra.
agora que não tenho certeza de nada,
posso recusar as propostas que quiser, andar a noite
ou te esquecer, ou lembrar.
O que quero, no fundo, é me ver no fundo melancólico do cd,
esperar o proximo cinza,
aguardar no meio de conversas e me divertir com o único ou
com a mesma coisa de todos os dias.
Marco Antonio.
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marco
às
20:14
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
faz tempo.
Espero agora mais do que esperava mais cedo.,
eu sei, ainda é cedo demais. Parece mais fácill ouvir agora, posso rir depois,
posso pensar que sou melhor do que quem falou,
mas agora prefiro ouvir.
Ela está muito mais fora do que eu e mesmo assim eu sinto que tenho feito
tudo da forma certa, e por isso não podia estar melhor.
Enquanto a janela ao lado traz a luz e barulho novo, consegui fazer com que as
paredes se tornassem mais minhas do que no início.
As vezes nada, pois talvez amanhã eu tenha tempo.
Estar em paz é cansar mas não querer dormir, é querer voltar pra casa,
me sentir em casa.
Marco Antonio.
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marco
às
19:28
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Negligência.
Diante das formas e pedras,
propriedades cansadas de um ser menor.
como ir novamente para a fumaça, entender a mente do mesmo jardim.
Acertar o sonho difícil
e saber que chorar e que fazer chorar é mais sobre mim do que esta cadeira.
Eles são o ar e o que sei sobre você, na mesma intensidade.
o infinito ou a luz que cerca o inadequado
o eu, o você e o que isso nada quer dizer.
Marco Antonio
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marco
às
19:42
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
última Segunda.
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marco
às
09:07
sábado, 15 de dezembro de 2007
.
As coisas deslizam de minhas mãos como as flores naquele inverno.
Eu senti sues ideais monónos para que pudesse escolher.
Provei do que devia odiar pra valorizar o que perderei em breve,
Vejo pequenas construções belas de vidas pobres. Sempre existe
uma forma certa de resistir, mudar.
Avançar o pequeno escritório de almas. Desistir do incerto destino dos
próprios atos.
Marco .
Postado por
marco
às
19:21
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
I'm stuck. Does it get easier?
No. Yes. It gets easier.The more you know who you are,
and what you want, the less you let things upset you...
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marco
às
22:15
quase última terça inteira.
.
.
depois de um tempo, de um esquecimento e de ver você de novo.
sabendo do certo e correndo contra, enxergando sempre,
tentando voltar ao que um dia parecia legal,
sem regredir ou ilusoriamente pensar que continuará igual.
vem o novo, o velho modificado e o aprendido que ainda será
usado. Amadurecido pelas figuras vazias,
encontrei um amigo, no fim dos dias, nos dias do fim.
Sentei-me ao seu lado e ri, confiei como antes nao conseguia.
talvez tenha atingido, enfim, o que inconscientemente vim buscar.
Apaguei o antes que não gostei, esqueci, e tento agora
deixar a sensação boa daquele instante pra que logo me lembre,
sinta saudade e ao invés de me arrepender, caminhar cada vez mais
alto e deixar o amigo novo com um certo orgulho desnecessário, mas
altamente bacana. Queria hoje, ter vivido mais perto,
fazer tuas atitudes volver até o meio, refazer o descaso, melhorar o
dentro do meu hoje. Desenrolar as palavras que escrevo agora.
Clarear minha cabeça, melhorar minhas inspiraçoes.
Marco Antonio.
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marco
às
21:16
segunda.
inquietas e suculentas, derramando o que
restou, o fio de metal,
o último fumo e as últimas esperanças que invadem essas sensações.
o único medo, a vontade e a desvantagem de não conhecer,
de não reconhecer o que vem pela frente.
Talvez tudo mude. Talvez a vontade seja mimada, assim como eu.
Que pede tudo e que tudo acontece, que deseja estar,
sentir-se, calar-se bem.
Ousar mais do que pode, mas estar melhor do que já estive.
a mais cheirosa das escolhas, a que ainda nao invade,
ma deixa o fundo escondido, retido dentro da alma, aumentando
a cada dia e diminuindo depois de algumas vozes.
Elas vem, elas são e acontecem, são pessoas ou o que elas representam.
O que representam para mim, como as palavras.
elas me tombam, fazem cair o que eu já havia decidido acreditar e
fazer, elas me levam para antes. Seguro, penso, escrevo e despejo.
esqueço que acima de mim existem as vozes e que acima delas,
habita a minha vontade.
Marco Antonio
Postado por
marco
às
11:17
domingo, 9 de dezembro de 2007
..
De um dia para o outro, fui invadido por um modo,
de um efeito distintamente perolado. Ele torna
tudo liso, erroneo mas brilhante. Como se os
emaranhados de problemas, afetos, diálogos e olhares
que permeiam um dia deslizassem por minhas mãos e
rolassem dentro de si, dentro da vida, do dia e das
próprias ações que o envolvem, são distintos mas
interligados. No meu efeito mas se dissolvendo no
efeito perolado. Transformados em brilho mas também
tornando-se opacos, vazios de saciedade, verocidade e
liquidez.
Marco, fragmento de nota do dia 04.
Postado por
marco
às
19:14