quinta-feira, 9 de julho de 2009

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voltamos à programação normal:


tudo inconstante, um pensar vago sobre a neblina,
como se o hoje fosse todo pelos próximos dias que
devem chegar rápido. sinto as coisas passando como
um som pesado. sou o som, ou estou nele. são
sintomas riscando a mesa, manchando as mãos e
se apagando com o tempo, deixando frases incompletas
de alguma fase que passou. a música e a xícara vazia
parecem juvenis demais. tudo poderia, tudo eu
deveria estar e, nas conclusões dos meus olhos já cansados
de acordar, acabo não sendo, acabo não fazendo nada.
sempre é um sentar, ou caminhar rápido sem atenção.
e logo esqueço que queria passar por isso, reagir ao
que tenho achado errado, mas os olhos acordados
insistem em querer descansar. então descanso e acabo não
sendo, acabo não fazendo. sem desistir, só vou adiando.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

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como posso brigar com alguém que, quando digo que
estou super feliz porque peguei APENAS um exame
na faculdade, pergunta se ainda tenho aquele Damien
Rice que me deu de presente 17318748 anos atrás e
diz "vai ouvir, felicidade repentina não combina contigo,
e vai estudar os 80 artigos pro exame e depois volta a
falar comigo como a pessoa de sempre"(?). obrigado pelo
incentivo à alegria, Bianca-de-tpm-quer-acabar-com-a-alegria-alheia.
mas fui ouvir o Versus, do Kings of Convenience e contar pra
minha mãe que a vendedora da loja de lustres era colega dela e me
reconheceu, oi.e deu três beijinhos.aloka e disse como
estou crescidinho, não estou? ã,ãh, não estou? cuidado com
as vendedoras que já foram colegas da sua mãe e ouça o KOC.
sempre ficadica.


I know i've been a lier*
And i know i've been a fool*
I hope we didn't break it*
But i'm glad we broke the rules*
My cave is deep now*
Yet your life is shining through*
I cover my eyes*
Still what i see is you*

the animals were gone, Damien Rice.




*sim, não resisti. to ouvindo todo '9 crimes'. DEPRESSÃO . HAHAHA.


domingo, 5 de julho de 2009

walk away

sorrindo como se funcionasse. fiz uma lista de músicas

que me lembram pessoas, e esse nome insiste em repetir
e repetir e repetir em diversas músicas. The Dandy Warhols:
era bom te ver. eram tardes de terça-feira, sacada, piso
vermelho, horas e horas sem querer nada, sem nem nos perceber;
braços retos e ninguém cambaleandopelos bancos. nossos beijos
tinham rosto, palavras e vontade de olhar. os sábados pouco
interessavam: tinhamos a sacada e os pastéis: não precisava
caminhar e não dormir nada tinha com o cansaço.

o que é verdade quando eu pude dormir bastante? o descansar
não faz bem quando o propósito é despertar o que se observa
dentro de si mesmo. e percebo que tudo que dói e é bom já
passou e parece fantasia. as coisas passam e terminam de forma
tão evasiva; as coisas se distanciam e retornam sutis como se
nada fossem além de estrelas que giram na mente, situações
que no fim de noites cansativas, nem sabemos se realmente
aconteceram. durante esses segundos lentos a loucura é refúgio,
fim do caminho, êxtase pra necessidade de esquecer. mas o
real aparece no amanhecer, num motorista sério, num beijo
estranho e sem rosto e sem palavras e sem vontade de olhar,
apenas a vontade de passar. quando mais adiante vou indo,
mais percebo que o quanto queria viver pra sempre alguns
momentos que passaram.

as músicas da lista são muitas. só quatro pessoas são lembradas.
só uma valeu a pena. só uma me mantém extenso. só eu não
tenho me libertado das coisas, insistindo num medo de que nada
mais aconteça.
a lista termina.
percebendo, caindo, lembrando:domingo parece nunca querer acabar,




esquecendo, aprendi a manter.




terça-feira, 30 de junho de 2009

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21 horas e três minutos.



como, depois de tanto tempo, ver você pode doer
tanto? sinto como se estivesse caindo, dando um
passo e projetanto minhas dores pra frente, elas
se inclinam numa aparência espectral e voltam
ao meu corpo. e a cada passo isso se repete. e tudo
passa muito rápido. me encontrei contigo algumas quadras
antes e todas essas memórias voam sob as luzes,
penso no que poderíamos. lembro do que fomos,
poderíamos estar. dói sentir. dói perceber que sinto
e dói discordar tanto disso. oito meses é muita
coisa, todas as passagens, é muita coisa. e apesar
do tempo, do flagra, dos asteriscos e do cansaço
interminável, vou soltando lentamente um lenço de
papel, tentando fazer tudo ficar mais devagar,
querendo implorar que o tempo me entenda e que
cada passo, cada projeção dessa dor possa ser mais lenta
que os pensamentos, que estes passem tão rápidos e
tão alucinados, que agora você toca meu ombro e me
chama, como antes. não posso mais enganar: o lenço
encontra o vento e cai rapidamente; sim, eu sinto isso.
sim, você é tão presente e eu sou tão patético. é sempre
assim: me apegando à tons, movimentos de papéis e
lembrando e querendo. talvez exista razão em não
termos sido mais. talvez aconteça. talvez você lembre,
sinta dor e silencie também. talvez eu esqueça. e acho
que quero. te rever é apenas o sinal de que não existe
casca alguma: tudo está tão úmido quanto o sexo já foi.

almoço em família

A: - ..e fui direto pro médico..

B:- não acredito que não saiu minha nota ainda!
C:- adoro essa alface, já colocou sazón na cenoura?
A: - ...porque a minha pressão tá baixa...
C: - vai ver a tontura é sintoma de tumor. o arroz ficou ótimo.
mas essa tontura é natural.
A: - tudo é natural pra ti, e se eu tiver um infarto?!
C: - pega uma receita da Ana Maria Braga pra mim
B: - não tenho tempo.
C: - acho que o arroz ficou meio grudento..
A: -café é natural, né?! vou fazer um café pra pressão..
B: -chupa salgrosso, HAHAHA.
C: (risos abafados)

.....

C: -vou trabalhar...
B: -vou estudar..
A: - to meio tonto...
C: - cuidado com a pressão... (risos disfarçados)
B: -já liguei a cafeteira.
A: -sério, acho que não to me sentindo bem!
C: -chupa um sal grosso! rs.



segunda-feira, 29 de junho de 2009

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hoje o vento é forte e tem barulho de chuva;
seco, sem água, ele vem apagando velhas brasas,
aspirações antigas e juvenis; ele tem cheiro de
coisa nova, de esperança que é dolorosa por ser
inocente, de vontades que travam na garganta.

vem espalhar essas sementes pelo chão. sementes
que não levantarão com outro redemoinho, mas
os fatos certos irão varrendo-as, abrindo os caminhos
certos. é uma sensação estranha de
lembrar do sentido, de achar que passou. as coisas
parecem novas, as pessoas parecem irresistivelmente
boas, simples, leves, adicionando/ dividindo momentos.
lembrei do sentido de ter
alguém pra rir, falar sobre as coisas e confortar -mesmo
que você não compreenda os motivos alheios - adorar;
ficar dois minutos e trinta segundos em silêncio no
telefone, como se estivesse do lado, como se sentisse
o cheiro, como se pudesse ver a cor e os detalhes de
tuas mãos; e depois de rolar durante um tempo, observar
exageradamenteas folhas, as possibilidades - sem planejar,
sem expectativa, apenas tentando sentir que tudo
ficará bem - e deixando o vento fumar todo o cigarro,
lembrei do trecho que li numa daquelas tardes ruins das
últimas semanas e percebi que ELE tinha razão, de novo:



"...para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio
de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando
algo assim como estou contente outra vez ou simplesmente
continuo..."

C.F. Abreu




sábado, 27 de junho de 2009

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depois de certo tempo, ja nao faz mais efeito:
dormi uma hora e meia e acordei sentindo como
se tivesse levado uma surra, podre, podre.
terminei o desenho, acho que terminei, nem tenho
certeza já que toda vez que passo por ele rabisco
alguma coisa. anyway, ele ficou como havia
pensado e me sinto feliz: desenhar e me sentir
bem por isso como nos velhos tempos. poucas coisas.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

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parecia a vida me dizendo 'caia em si, Tatuí!'

terça-feira, 23 de junho de 2009

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eu queria comer toda a canjica com leite, mas minha
mãe fez esse favor. quero ser mais claro com as palavras,
conseguir explicar tudo direitinho pras pessoas. eles dizem
que falo baixo, mas quando falo alto, acho que to gritando.

perceba que estou um cú, arrependido, sem amigos, em
casa e sem aula, prova de SOCIOLOGIA na sexta e nem
sei qual o conteúdo, comi

toda a canjica com leite possível, mandolate e bolachas de
mel. ainda não tomei água. NÃO AGUENTO MAIS ESSA
VIDA. fui na academia e o instrutor perguntou se eu estava
comendo direito; não respondi, nem perguntei o por quê da
pergunta dele: estava na minha cara/magreza. cheguei em
casa e resolvi que ia voltar a desenhar urgentemente. saí
pra comprar papel. tinha várias idéias e comprei uns papéis
diferentes, lápis e umas tintas muito bacaninhas. peguei um
pouco de chuva, mas nao molhei os papéis. dormi 10 minutos.
acordei e não sabia o que fazer. queria desenhar e não sabia
por onde começar, um cú.preciso de um emprego. continuei
sem saber o que fazer, mamãe querendo me agradar porque
acha que ando depressivo, oi. comi a tal canjica como se ela
fosse me encher de inspiração e vontade de viver intensamente:
deitei na cama e fui assistir Damages e continuar sem saber o
que vai acontecer com a Patty. agora vou tomar um diazepam
e ficar pensando que um dia tudo vai passar e que logo perceberei
que as coisas vão dar certo. 20 minutos pro efeito: dá tempo
de assistir um pedaço de algum episódio velho de greys sem
nem prestar atenção. meu, one tree hill foi uma merda mesmo.

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as coisas não poderiam ser diferentes, acho.

acho que a cada semestre acontecem todas essas
coisas que quase mudam tudo. quase. da última
vez foi tão complicado achar que alguém resgataria
o que eu tinha deixado no colchão da cama quebrada,
e agora que eu perdi a chance de ter feito o que
queria, percebo que mais um desses ciclos de espera
da mudança está iniciando. comecei bem: comecei
sozinho. sabe, sozinho nas minhas decisões. ninguém
sabe o que eu fiz e como decidi as coisas, todos acham
que essas coisas aconteceram, mas nao sabe minha
participação nela. percebo que estou acumulando essas
situações e que devo anotá-las pois logo esquecerei e
não posso: preciso olhar pra trás, ver do que desisti
anteriormente senão desisto de tudo o que fiz. é
tão chato ficar com esse sentimento de não saber se
estou arrependido, de não saber se fiz a coisa certa.
ok, sei que fiz. sei que fiz. se tivesse começado essa coisa
da qual desisti, largaria no fim do ano, eu sei. mas é
tão fóda esperar, é tão fóda esperar até o fim do ano.
de certa forma esse papel dobrado parece um sinal
de que talvez aconteça antes, mas são coisas falsas,
coisas estranhas. vou fazer as coisas que planejei: papel
vermelho, desenho colorido, ver você e dizer aquelas
coisas que venho pensando.affe, esperar é tão fóda!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

as músicas melhoram as coisas. o silêncio da

casa vazia numa tarde de domingo me perturba,
as coisas que nem sei se devia ter feito me chateiam.
acho que deveria ficar na mesma situação, agora
tudo esta estranho, pois talvez deva fazer algo que eu
já tinha decidido nem fazer mais. WHATEVER. me
preocupo demais; agora posso até acordar cedo e
caminhar, nada faz tanto sentido, mas também não
dói tanto assim.

sábado, 20 de junho de 2009

.controle analógico

veria tudo como se fosse claro

veria tudo como se fosse novo
veria tudo como se fosse aqui, por mim mesmo,
por coisas reais e desesperadas; a última coisa
boa foi tocar tua mão gelada naquele quarto quente.
agora passa tempo demais, não temos tempo e eu
não tenho certeza. no fim, tento provar que não é
por ti que corro atrás das melhores coisas, hoje foi
a última vez que atendi teus telefonemas; e não sei
como, mas independente de onde tu esteja, tem essa
capacidade incrível de destruir tudo que estou
planejando e ao mesmo tempo faz isso usando as
coisas que eu realmente quero, usando minhas antigas
palavras. você é esse sentimento de posse no meu sangue.
me conhece tão bem, expõe isso tão bem, mas de
uma forma tão seca que não consigo entender nem
respeitar. foi bobeira. idiotice tamanha que preciso
rir antes que comece a duvidar do meu equilibrio mental.
haha, a indecisão é grande só pelo medo do futuro, caralho.
esses comprimidos ainda tem o efeito desejado, mas
não pelo tempo que eu queria. mais 6 horas. mais
travesseiros, mais episódios, mais código civil, mais
dispositivos eletrônicos de potência, menos decisões e
planos, mais 10mg e 6 horas, por favor.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

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três dias atrás tudo parecia estar melhor. hoje não sei o
que sentir. desejos conseguem destruir
as coisas que
começo; no início tudo parecia tão
certo, tudo parecia tão
possível que não enxerguei
a quantia de barreiras no
caminho que escolhi.
acho que caí na primeira delas, ainda
não sei com
certeza, só quero dormir.
"isso é alegria", ela dizia.
estou tremendo e não sei se é por
causa do frio ou
por toda a situação, sabe, quando a gente
treme
por não saber o que fazer. eu tinha a droga da lista na
minha frente, todas as possibilidades e deixei
tudo escapar
por ser conveniente demais, ao invés
de seguir meu desejo real.
comecei errado, escolhi
errado ou qualquer coisa assim. ela
só me pergunta
porquê estou triste, e eu só queria que ela
falasse
que sou forte o bastante pra continuar, pra esperar
as coisas se acertarem. sentir que é melhor não é o bastante
pra
ser forte e esperar é deprimente. ela podia dizer apenas uma
coisa que eu quero ouvir, mas o silêncio
é sempre maior entre
nós. o silêncio é sempre maior
em mim, pois já não quero dividir
nada, pois percebo
que só eu mesmo posso me importar com
as coisas que
quero. família quer tudo pronto e não divide
essas
burocracias dos teus sentimentos. deve existir um lugar
em que tudo pareça ser teu e que isso seja o certo.

domingo, 14 de junho de 2009

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não esqueça que pra mudar precisa começar.
hahaha, atorón. URI'smusic*tag. espero, espero.
penso que dará certo e ao mesmo tempo parece
ser a decisão errada, mas tanto faz, é mudança.
mudança sempre vem com esse sentimentos de
medo e insegurança e blá, blá, blá; depois que
tudo se arruma e dá certo, a gente nem lembra e
fica com medo das próximas mudanças.

melhor

dia dos namorados dos últimos anos, fato. acho
que agora me acostumei com você e todas as nossas
conversas que não combinam. licor de cereja, isso
seria outro presente se fossemos outra coisa, sim.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

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nada parece ser exatamente o que quero, acho bacana, mas
com menos animação. ir é apenas ir e não ir também não
será desastroso como foi anteriormente, minha escolha até
segunda feira. viajar, sair da rotina e talvez mudar todo o restante.
olhei pra cima e pedi pra algumo coisa me ajudar a fazer com
que toda essa situação acontecesse naturalmente, sem grandes
planos e considerações. então, sigo fraco e sem desgastes, passo
o feriado comendo pão integral, pipoca doce e café; procuro todos
esse modelos de declarações -tudo novamente- e acho que isso
cansa, acho que ela pensará que é desnecessário e que eu devia
deixar tudo como está, mas sinto essa fome de mudança e agora
esse é o único caminho que possui uma placa me indicando isso.
é sempre burocrático, mas essas coisas exatas que DEVEM SER
são melhores de se relacionar, as pessoas são fantásticas, chatas e
complicadas: eu tinha decidido sobre sexta-feira, não tinha dúvida
do que queria fazer, mas agora já não sei. as vezes tenho a impressão
de que você gosta de estragar as coisas quando estão bem, muito
mais do que eu ja estraguei. e é dramático demais, se culpa demais
e eu penso no que estou fazendo. além das merdas feitas, você só
pensa no amanhã, no combinado, no que fazer pra não ter um dia
dos namorados sem namorado. e é isso, nem sei se quero participar.
devia continuar faltando aulas por essas relações rápidas
tipo " 1 hora e meia com ar condicionado por R$30,00. porque você
fala demais e pensa menos antes de falar sobre mim. tentar me imitar
não é a escolha certa, dizer que me conhece também não. não to
querendo consertar a atitude alheia: não to querendo um dia dos
namorados digno ao que propõe. e é isso. vou ali fazer um café.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

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ganhei esse CD tão fóda do Beck -com participação da
Cat Power- e não consigo parar de escutar pq é fóda.
enfim, tudo é tão estranho. fico cuidando muito o relógio
e isso tem me irritado, já que não deveria ter pressa.
mas o tempo não passa e tenho que fazer certas coisas
que deviam passar sem que notasse: aulas que não
gosto, pessoas que cansam. parece que todo me olham
esperando alguma coisa, tentando me envergnhar por
estar encostado numa parede; por não responder tuas
mensagens; por não conversar com meu pai; por não me
importar com ela; por estar sempre querendo mudar;
por estar sempre parado escutando, rabiscando, assistindo;
mas e nem sei como fazer diferente. sempre penso, mas
não consigo ultrapassar, pois atrás das linhas eles
prenderiam minhas intenções verdadeiras, entende? eles
só querem comprar os guardanapos e morar com as filhas
certas, me vejo tão fora disso tudo e não respondo tuas
mensagens porque não sei o que vai ser de sexta-feira, não sei.

sábado, 6 de junho de 2009

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incerteza é um saco.

sentamos numa mesa de bar, tomamos uma coca, fumamos e,
de repente, surge aquela coisa no ar "nada me move" e quero
ir embora, estar em casa ou qualquer outra coisa. sabe, na me
move, que coisa me impulsiona? penso tanto em fazer tantas
coisas, mas a covardia de tentar chega logo que um cigarro
termina e. sei lá. procurando uma razão e tentando saber se
realmente alguma satisfação vai chegar algum dia. então, essa
é a incerteza: de não saber, de não conhecer, de que passará/ mudará.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

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retratando o posto anterior: as coisas voltam, as coisas voltaram.
não vou retirar as coisas, mas é como se nada tivesse
acontecido e, apesar de saber que isso vai contra a
forma que geralmente me comporto, aceito tudo de novo.
alguma coisa está acontecendo, oi. desde quando todo esse
sentimentalismo? ããi. 3 da tarde, 9ºC e todas essas listas
enquanto meus dedos congelam. todas essas notas e esperanças,
muitas opçoes em minha frente, alinhadas, um frenesi do caramba.
sabe, ansiosidade e todas essas coisas porque ali está tudo o que
pode ser feito e ao mesmo tempo tudo que não querem que eu faça.
ããi, de novo. tentando parar de reclamar e beber menos café.

domingo, 31 de maio de 2009

it's over, so over

não vou roubar culpa nenhuma, não vou falar 'é complicado',
não vou mais chegar em casa de madrugada e escrever
enquanto tua bebida não me deixa dormir. foi tão. eu me
senti tão. estranho, como essas coisas e pessoas sem
importância alguma podem te magoar quando a noite está
muito fria, quando a música é alta demais e, principalmente,
quando essa pessoa faz questão de fazer alguma coisa.
você sabe, de propósito. geralmente sei o que fazer: saio em
silêncio como quem deixa um recado óbvio, como Meredith
Grey falando " it's over, so over ". essas situações têm sido
tão periódicas que já não consigo ir por mim mesmo.
Pessoas são tão estranhas que podem te abraçar, dizer
que gostam de você, questionar seus sentimentos e, no
trajeto de você ir até o bar comprar uma água e voltar
dez minutos depois, essa mesma pessoa está beijando outro
alguém. coisas da vida moderna. não é complicado,
culpa moderna que não vai retroceder e que não vou
participar ou roubar pra mim.

'so so so over,' seu imbecil de dois meses.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

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pedindo músicas pra tentar não pensar.

esse tempo não volta como novas escolhas,ele fica pra trás,

como vozes invadindo suas mãos até o cérebro.as vezes os

sonhos são como pagamentos e hoje dormi muito mais do que

podia, tenho sempre dormido mais.e onde andará aquele

manual prático que me ajudava a não afundar?

caindo caindo caindo sem ver nenhum pedaço, não vejo essas

partesque caem e por isso não percebo o quanto estou afogado.

uma vez era dinheiro e agora é só questão de espaço ou de tempo.

as vezes é vergonhoso ver o que fiz pra chegar, sinto que o

caminho foi mais vivo do que essa conquista: tenho ela nas mãos e

não sei o que fazer. extasiado por tê-la, não consigo aproveitar nada

disso. são tardes muito longas - e agora muito frias – e não posso

correr pra passar ou esquecer. posso, mas enxergo coisas que depois

pensarei que estão erradas. algumas pessoas fazem falta quando as

novas estão longe, me ache novamente: só quero ter meu tempo de volta.

só quero uma tarde com sentido, pra enxergar minha própria direção.